Curta do Dia: The Old Man and the Sea

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010



Alexander Petrov realiza esta pérola da Animação e ganha o Oscar de Melhor Curta-Metragem em 1999. Nós vemo-la e somos transportados para um mundo que seguramente não é o nosso em que vivemos nos dias de hoje. É esse o nosso prémio. Deixem-se levar pelo encantamento das imagens.



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Filme do Dia: Vampiros en la Habana

segunda-feira, 25 de outubro de 2010



E que melhor coisinha para começar a semaninha do que um filme de animação cubano com vampiros e gangsters à mistura? E depois digam lá que eu não vos trato bem...

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Curta do Dia: Syrinx de Ryan Larkin

domingo, 26 de setembro de 2010



Esta curta-metragem sempre me fez sonhar devido à sua grande magia. Ou talvez por me fazer lembrar dos tempos do Vasco Granja. Seja como for, vale a pena a recomendação e os três singelos minutos de duração. Bom Domingo.



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Curta do Dia: Destino de Walt Disney & Salvador Dali

domingo, 12 de setembro de 2010



Mesmo a acabar este Domingo, deixo-vos com uma preciosidade: uma curta-metragem fruto de uma colaboração entre Walt Disney e Salvador Dali. Se a ideia vos parece fascinante ou até surpreendente, lembrem-se que Disney atravessou uma fase extremamente criativa onde experimentou com variadíssimos registos (quem viu FANTASIA sabe do que estou a falar) e que Dali também andou por Hollywood e trabalhou inclusive com Hitchcock em SPELLBOUND numa famosíssima sequência onírica desse mesmo filme.

A curta-metragem chama-se DESTINO e, passando a redundância, quiz o destino que quase não viesse a fruir. Só muitos anos mais tarde é que elementos da Disney pegaram nos esboços e material deixado por ambos e finalizaram a que é hoje considerada uma das melhores coisas que já saiu dos famosos estúdios de Burbank. Posto isto, recomendo-vos vivamente que a vejam porque vale mesmo a pena.


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Filme do Dia: Alice in Wonderland de Lou Bunin

domingo, 29 de agosto de 2010



E porque hoje é Domingo, fiquem com o perfeito filme para uma mattinée deliciosa: a raríssima versão que Lou Bunin fez do clássico de Lewis Carroll e que, na altura, se viu envolvido num pequeno escândalo com a Disney, visto que o Sr. Walter estava também a preparar a sua própria versão do mesmo clássico literário. Já estão a ver quem é que ficou a ganhar, não estão? Bem, mas como a internet tem destas coisas, deixo-vos com a privilegiada oportunidade de decidirem qual versão gostam mais. E bom Domingo!

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Moomins and the Comet chase

quinta-feira, 26 de agosto de 2010



Ora aqui está uma colaboração que eu nunca pensei ver: Björk a compôr uma canção para os Moomins! Lembram-se deles? Se pertencerem à minha geração, não há como não se lembrarem. Pois é, eles agora têm um filme a estrear e em 3D, no less. Mas felizmente no espírito da série original. Fiquem com o trailer, com o video da canção e com o link para a página oficial. E até já.



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Double Feature: Fantastic Mr. Fox + Le Roman de Renard

quarta-feira, 14 de julho de 2010




A meu ver, uma fantástica Sessão Dupla, passando a redundância. Então, estava eu ontem a ver o DVD do mais recente filme de Wes Anderson (continuo incrédulo como esta pequena maravilha nem sequer passou pelos cinemas nacionais, principalmente por se terem dado ao trabalho de o dobrarem...), quando me apercebi o quanto FANTASTIC MR. FOX ficava a dever/prestava homenagem (decidam vocês) à primeira longa-metragem de animação stop-motion da História - LE ROMAN DE RENARD de Ladislas Starevitch.

Seja no óbvio (serem os dois filmes acerca duns malandros raposos), seja no menos óbvio (serem as duas histórias acerca de uma rebelião contra o poder através da argúcia do personagem principal), as semelhanças até se podem ver no próprio formato e acção dos bonecos: esguios e muito verticais. Bem, mas pormenores à parte, ontem tive a sensação que estava a assistir a um full-circle da evolução deste particular estilo de animação. Comprovem-no abaixo.



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Má ideia do ano (ou da década!): The Smurfs aka Os Estrumpfes

quinta-feira, 17 de junho de 2010


Podem catalogar esta nova aberração na gaveta "Boas ideias para filmes que através das mentes deturpadas e gananciosas dos empresários de Hollywood se tornaram em péssimas ideias que fogem de maneira abismal ao espírito original dessas mesmas ideias" ou então no deprimente e sempre crescente arquivo mental "Mais uma recordação de infância que acada de ser sodomizada".

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Curta do Dia: Crac! de Frédéric Back

terça-feira, 1 de junho de 2010


E porque hoje é o Dia Mundial da Criança, fiquem com esta belíssima curta-metragem de animação do canadiano Frédéric Back: CRAC!, a história singela de uma cadeira de baloiço que vai atravessar geração após geração de famílias. E sintam-se crianças outra vez.

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Alerta Trailer: L' Illusionniste de Sylvain Chomet

domingo, 23 de maio de 2010


Já aqui tinhamos mostrado algumas imagens da nova maravilha de Sylvain LES TRIPLETTES DE BELLEVILLE Chomet. Agora, deixo-vos com o trailer oficial. E não há muito mais para se dizer a não ser: "cliquem no PLAY! Já!". Pelos vistos, esta nova pérola da animação tradicional estreará cá para as nossas bandas lá para Dezembro. A espera vai ser longa.

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Elefante na sala: é o 3D o futuro do cinema?

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Quando começaram a aparecer os novos filmes 3D eu julgava, inocentemente, que no cinema ia usar daqueles óculos com uma lente azul e outra vermelha. Estava nostálgica, não dos filmes que nunca vi com esses óculos, mas dos livros de dinossauros ou da Disney que tinham essa gracinha.
Foi com muita supresa que recebi uns óculos à Roy Orbison, mas parabólicos. Vi Monsters vs. Aliens, com os óculos sempre a subir-me para as sobrancelhas de cada vez que sorria.
À segunda vez no 3D vi Avatar. Desta vez os óculos não eram oferecidos - ainda bem, sem desperício - mas pesados como o raio. No final do filme não só estava com dor de cabeça devido ao 3D como estava com um sulco na cana do nariz. Ouch.

No filme Avatar os problemas do 3D eram evidentes demais. É muita coisa desfocada. Em animação não se liga muito, em live action sim... 3D não funciona com imagem real. A suposta tridimensionalidade é conseguida com profundidade de planos. Ou melhor, a personagem da frente é plana, mas tem profundidade para a personagem de trás, que também é plana como uma folha de papel, mas dista da parede atrás dela. 

Esta técina das folhas de papel foi usada pela primeira vez há muitos anos numa animação da Betty Boop, mas ao passo que nessa animação o efeito é realmente inovador e parece tridimensional, nos dias de hoje - tendo em conta os recursos e o nível de qualidade que é exigido pelos espectadores em geral - não é aceitável que o 3D sejam folhas de papel sobrepostas. Até porque não são folhas de papel, mas parecem mesmo ser.


Outra coisa que me faz confusão é o preço dos bilhetes. Correcção - o preço dos bilheites é aceitável, não percebo é o propósito de transformar um filme 2D num 3D (como Clash of the Titans ou Avatar: the Last Airbender). Se for para aumentar a espectacularidade então boa sorte nisso. Se for para fazer mais dinheiro, então funciona.

3D na animação funciona. A sério, e sou completamente a favor das cenas em que parece que alguma coisa é arremessada ao espectador só pela piada disso. Acredito e espero que haja muitos e bons filmes de animação em 3D. Mas mesmo na animação o 3D não é necessáriamente o futuro. Após o filme Toy Story começou tudo a ser em CGI. A Disney, ao lançar em 2004 o filme em animação tradicional Home on the Range (o das vacas), anunciou que esse seria o último, sendo que nessa altura a maioria das suas animações já eram em CGI. Cinco anos depois volta ao desenho em papel com The Princess and the Frog.
Isto sem falar dos filmes do Miyazaki ou outros de animação tradicional que foram estreando, em que mesmo que o desenho não seja por aí além (Persépolis, p.ex.) a recepção é boa, independentemente dos gimmicks que os filmes não tenham.

Por isso o 3D não é o futuro. O 3D actual é uma coisa nova que pode ser muito bem aproveitada, mas não vai ser tudo em 3D. Não vai ser como o som ou a cor. O 3D é um side-show.


Este post deve-se a eu (e todos nós, imagino) estar constantemente a ouvir que o 3D é o futuro do cinema. Não é. Tinha que pôr cá para fora.
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O Túmulo dos Pirilampos

sábado, 17 de abril de 2010


Venho um pouco tarde, eu sei, mas não queria deixar passar o aniversário sem dar o meu contributo.

Os aniversários (apesar da leviandade com que são tratados pela maioria das pessoas, incluindo o vosso caro redator) relembram-nos da efemeridade da vida e quão transitório tudo é.

Sic Transit Gloria Mundi dizem-nos os cristãos e, pelo menos nesta, concordo com eles.

O filme de que vos falar hoje foi-me oferecido no meu aniversário e, de um modo (relativamente) subtil fala-nos disso mesmo: da transitoriedade da vida.

O Túmulo dos Pirilampos é o nome do filme mais triste - e o único que quase me fez chorar se bem me recordo - que alguma vez vi... e já vi uns tantos.
Considerado como o "mais poderoso filme anti-guerra de sempre" pelo crítico norte-americano Robert Ebert, é uma adaptação de uma novela semi-auto-biográfica de Akiyuki Nosaka, escrita e realizada por Isao Takahata e cuja animação foi encomendada aos Estúdios Ghibli (que nos contam sempre histórias tão bonitas e com uma carga moral tão pesada).

Foi comparado à Lista de Schindler (pelo historiador de animação Ernest Rister) mas isso é, francamente, tirar crédito a este filme que, ao contrário do citado, não é um filme de propaganda (e não me entendam mal aqui por favor, que eu não nego o Holocausto) informado por um conjunto de preconceitos emocionais e culturais muito pouco isentos.

Esta novela, é um pedido de desculpas póstumo do autor à sua irmã mais nova que morreu à fome durante a 2ª Grande Guerra. Ele culpa-se por isso e tenta com esta obra uma catarse que o ajude a lidar com a tragédia.

Como muito bem dito foi na Wikipedia relativamente a este filme: "O filme foca a sua atenção quase exclusivamente nas tragédias pessoais que surgem na guerra em vez de a tentar glamorizar como uma luta heróica entre ideais".

Falemos então da história do filme propriamente dita.

Logo no início, vendo Seita (o irmão mais velho ainda que pré-adolescente) em andrajos a morrer à fome numa estação de combóios, percebemos que não vai ser um filme animado. Um faxineiro aproxima-se e, remexendo nas coisas do já cadáver Seita, encontra uma lata de rebuçados que contem ossos e cinzas; deitando-a fora, o faxineiro liberta os espíritos de Setsuka (a irmã mais nova), e Seita que nos passa a narrar as suas histórias.

A história é muito triste mesmo. E mais triste ainda porque sabemos que estas coisas aconteceram com muitas pessoas - e numa guerra, estas coisas tendem a passar-se sempre com as pessoas erradas, os civis.

Então no final da guerra, os norte-americanos, já deixando adivinhar o seu forte sentido de ética marcial, bombardearam a cidade de Kobe com bombas incendiárias o que, claro, acabou por afectar mais os civis do que propriamente os militares.

E assim é, que a mãe dos dois irmãos acaba por morrer no seguimento de um desses bombardeamentos. Sendo o pai um oficial da Marinha Imperial e estando ausente por causa da guerra, os irmãos acabam por ir viver com uma tia, que com o progresso da guerra e a subsequente escassez de víveres acaba por levar os desgraçados a abandonarem a precária segurança da sua residência.

Soa mal não é? A única família que resta aos desgraçados a fazer-lhes uma coisa destas.

Mas a guerra tem destas coisas, se por um lado, e evocando aquilo a que o filósofo e esoterista italiano Julius Evola define como a Grande Guerra, que é interna pessoal e espiritual, revela heróis, na maioria dos casos, só traz mesmo ao de cima o instinto primário da sobrevivência e esse, não conhece laços familiares ou afectivos.

E lá vão os desgraçados viver para um abrigo anti-bomba abandonado, com nada que não a sua jovialidade e inocência. E durante uns tempos até se safam.

O filme é brutal porque a animação permite mostrar os horrores da inanição e da miséria humana de um modo que não se consegue com actores.

Por um lado vemos os irmãos em brincadeiras verdadeiramente idílicas, mas também vemos todos aqueles desgraçados que com humanos se parecem pouco, dada a fome... e os hospitais cheios de vítimas inocentes... e a maldade das pessoas... e um suceder de horrores que claro, acaba, como tudo o que vive acaba por morrer.

Se por vezes o filme transpira um certo sentimento de "esperança" este rapidamente é demolido, sem piedade, sem tempo para assimilar.

Que a miséria é mesmo assim, rápida e brutal, sem escrúpulos, sem contemplações.

Os pirilampos são um símbolo poderoso neste filme; todas as noites servem de iluminação no abrigo dos irmãos.
Perecem rapidamente dado o seu curto ciclo de vida e são enterrados no abrigo. Jovem demais pereceu também Satsuko.

E as bombas incendiárias... não serão também elas como pirilampos?

Para os japoneses os pirilampos são igualmente um símbolo da alma, que para eles é como uma esfera flutuante que brilha intermitentemente.

Poderia discorrer sobre tudo isto e contar-vos a história toda, mas não quero. Quero mesmo que vejam o filme; quero mesmo que vejam como a pobre Setsuko morre à fome, chupando botões que em delírio julga serem rebuçados (que é um dos símbolos recorrentes do filme) e que pouco antes de expirar o seu último sopro oferece ao irmão bolos de arroz que na verdade não passam de bolas de terra...

E depois reflictam sobre a vida e sobre a transitoriedade de que falei acima.

A impermanência é real.

Celebremos este aniversário então com uma nota séria e pensemos sobre as nossas próprias vidas que, como pirilampos, se extingarão mais depressa do que julgamos.

Podiam-me ter oferecido uma prenda de aniversário melhor quando me deram este filme, algo mais animado digo eu, mas se calhar, foi mesmo a prenda mais acertada...
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Próximas estreias: L'Illusioniste de Sylvain Chomet

sábado, 6 de fevereiro de 2010


Acabei de saber ainda hoje, senão já teria com toda a certeza falado sobre isto: o mais recente filme do maravilhoso realizador de animação Sylvain "Les Triplettes de Belleville" Chomet irá ser estreado em primeiríssima mão na próxima edição do Festival de Berlin a decorrer entre 11 e 21 de Fevereiro deste ano. Isto é mesmo motivo para celebração, porque Chomet é hoje um caso raro de popularidade e integridade artística. E o seu novo filme promete mesmo: trata-se da adaptação de um argumento deixado de lado por Jacques Tati e nunca filmado por este. É caso para dizer que estamos perante um "match made in heaven". E se repararem bem nas imagens para já disponíveis, o personagem principal tem sérias parecências com o querido Mr. Hulot, aka Jacques Tati...






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Oscars 2010: e os nomeados são...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010




Algumas surpresas, mas sobretudo muita previsibilidade. Como sempre, aliás...

Best Supporting Actress
Penelope Cruz, Nine
Vera Farmiga, Up in the Air
Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart
Anna Kendrick, Up in the Air
Mo'nique, Precious

Best Supporting Actor
Matt Damon, Invictus
Woody Harrelson, The Messenger
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Christoph Waltz, Inglourious Basterds

Best Actress
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Meryl Streep, Julie & Julia

Best Actor
Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, The Hurt Locker

Best Director
James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Lee Daniels, Precious
Jason Reitman, Up in the Air

Original Screenplay
Mark Boal, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Alessandro Camon & Oren Moverman, The Messenger
Joel & Ethan Coen, A Serious Man
Pete Docter, Bob Peterson, & Thomas McCarthy, Up

Adapted Screenplay
Neil Blomkamp & Terri Tatchell, District 9
Nick Hornby, An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Ianucci, & Tony Roche, In the Loop
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air

Foreign Language Film
Ajami (Israel)
El secreto de sus ojos (Argentina)
The Milk of Sorrow (Peru)
Un Prophete (France)
The White Ribbon (Germany)

Animated Film
Coraline
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
The Secret of Kells
Up

Best Picture
Avatar
The Blind Side
District 9
An Education
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
A Serious Man
Up
Up in the Air


Será este o ano de AVATAR? Tudo indica que sim, mas já é também tradição haver prémios inesperados para filmes muito menos cotados, por isso resta-nos esperar... Ah, e Meryl Streep soma mais uma nomeação! Será esta a 13ª ou a 14ª? Já lhe perdi a conta!
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Filme do dia: La Planète Sauvage


No post exactamente abaixo, ter falado de Roland Topor fez-me lembrar um filme de animação francês que é hoje considerado um clássico de culto: LA PLANÈTE SAUVAGE de René Laloux. Colaboração entre Laloux e Topor a partir de uma história e desenhos deste último, este sui generis conto futurista em forma de parábola está cheio de pormenores imaginativos sublinhados por uma banda-sonora psicadélica composta por Alain Goraguer que não lhe fica nada atrás.

A história faz um pouco lembrar um outro clássico da época - PLANET OF THE APES - o que aconteceria se os humanos fossem tratados como animais inferiores? Só que em vez de símios, temos verdadeiros extra-terrestres, azuis e enormes, e com avançadíssimos poderes telepáticos. E falando em extra-terrestres azuis: se foram ver o AVATAR e gostaram e pasmaram com a fauna e a flora de Pandora, então este filme é para vocês. Boa sessão.

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E os vencedores são...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010



Tchan, tchan, tchan, tchan...

MOVIES:
Best Motion Picture – Drama
Avatar

Best Motion Picture – Musical or Comedy
The Hangover

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Drama
Jeff Bridges, Crazy Heart

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Drama
Sandra Bullock, The Blind Side

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Musical or Comedy
Meryl Streep, Julie & Julia

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Musical or Comedy
Robert Downey Jr, Sherlock Holmes

Best Director – Motion Picture
James Cameron, Avatar

Best Screenplay – Motion Picture
Up in the Air

Best Animated Film
Up

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture
Mo’Nique, Precious

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture
Christoph Waltz, Inglourious Basterds

Best Foreign Language Film
The White Ribbon (Germany)

Best Original Score – Motion Picture
Up

Best Original Song – Motion Picture
“The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)” — Crazy Heart

TV:
Best Television Series – Drama
Mad Men

Best Television Series – Musical or Comedy
Glee

Best Performance by an Actress in a Television Series – Drama
Julianna Margulies, The Good Wife

Best Performance by an Actor in a Television Series – Drama
Michael C. Hall, Dexter

Best Performance by an Actor in a Television Series – Musical or Comedy
Alec Baldwin, 30 Rock

Best Performance by an Actress in a Television Series – Musical or Comedy
Toni Collette, United States of Tara

Best Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Grey Gardens

Best Performance by an Actor in a Mini-Series or a Motion Picture Made for Television
Kevin Bacon, Taking Chance

Best Performance by an Actress in a Mini-Series or a Motion Picture Made for Television
Drew Barrymore, Grey Gardens
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Lord of the Rings de Ralph Bakshi

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



E já que estamos numa de animação, deixo-vos aqui uma notícia de última hora: a longa-metragem de animação de 1978 de Ralph "Fritz the Cat" Bakshi, LORD OF THE RINGS, irá ter direito a uma edição de luxo lá para Abril para coincidir com o lançamento em Blu-Ray da trilogia épica de Peter Jackson.

Para já, ainda não se conhecem todos os pormenores, mas do que já se sabe, irá ser incluida uma featurette com o nome de “Through the Darkness: The Ralph Bakshi Vision for The Lord of the Rings”. Sim, porque Bakshi foi o pioneiro na adaptação da obra de Tolkien ao cinema, ainda que de animação. E pelos vistos, Jackson andava com o filme de Bakshi praticamente debaixo do braço e utilizava-o como referência para melhor mostrar aos seus colaboradores como esta ou aquela cena deveria ser visualizada. Pois. Por aqui já percebem o calibre que este esforço de 1978 tem. Venha daí o DVD!

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Allegro Non Troppo


Uma recomendação para todos os amantes de boa animação tradicional.

Se viram o magnum opus de Walt Disney - Fantasia - e gostaram, então vão adorar este pastiche feito pelo mais famoso artista de animação italiano do século XX, Bruno Bozzetto. Chama-se ALLEGRO NON TROPPO em jeito de brincadeira e segue a matriz estabelecida pelo clássico de 1940, ou seja, pega em peças de música clássica e constrói segmentos de animação à volta dessas mesmas peças de música.

Os resultados são tão deliciosos quanto surpreendentes, já que a tarefa de Bozzetto era hercúlea ao tentar emular táo enorme feito na área da animação. E ele safa-se muito bem, já que não tenta superar a obra de Disney, mas sim parodiá-la. E é na sátira que Bozzetto se sente como peixe na água e deixa-o bem evidente em alguns dos segmentos apresentados.

Posto isto, toca a ver o trailer para comprovarem com os vossos olhos aquilo que acabo de escrever!

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Curta do dia: The Friendly Ghost

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Façam de conta que o filme de terror está mesmo prestes a começar e que antes disso vão ter direito a verem uma curta de animação. Que saudades, não?

E por falar em saudades, quem não se lembra do adorável Gasparzinho, o fantasma amiguinho? Aqui está ele na sua primeira aparição numa curta de animação dos irmãos Fleischer. O seu aspecto ainda não era tão redondinho, nem tão fofinho, mas o factor "queridinho" já estava lá. Bom filme!, quer dizer, boa curta! :)

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Por favor não me morda o pescoço

sexta-feira, 23 de outubro de 2009









Dos filmes de terror que vemos enquanto crianças fica sempre algo na memória. Os miúdos não são parvos e há filmes que mesmo para olhos jovens há qualquer coisa que lhes tira a seriedade.
Um papão que entra pelo buraquinho da fechadura é parvo, claro. Mas e se conseguisse? E se já está cá dentro? Acho que vou chamar os meus pais para me levarem em segurança para a cama deles. Irra, que medo.
Mesmo vendo a imbecilidade da coisa, as crianças ficam um pequenino medo.

Como criança absolutamente medrosa que era - e ainda sou, apesar de adulta (aqueles episódios iniciais de X Files mexeram comigo) - tudo me aterrava. O vídeo de Thriller do Michael Jackson matava-me. Tive medo até do filme que começava com uma animação catita e se chamava Por Favor Não Me Morda o Pescoço.

Um dos grandes factores de medo nesta coisa de filmes de vampiros é que as pobres coitadas que iam primeiro eram as virgens. Ora o meu signo do zodíaco é virgem. Medo.
Com o passar dos anos percebi que o relevante não era o signo, e isso tirou-lhe o interesse todo.

Se não há entre nós quem não tenha visto o filme - e quem tiver o canal TCM já o viu à vontade 50 vezes no último mês - não vale a pena alongar-me na história. E sim, eu sei quão maçadores são os meus post quando faço isso. Por isso vou continuar a falar da minha experiência pessoal.

O Polanski só começou a ser o Polanski para mim há muito pouco tempo. Antes era "o baixinho do Por Favor [...]". A Sharon Tate a mesma coisa, menos a referência à estatura.

A abertura do filme é um mimo não só pela animação ao estilo da época (1967), mas também por isto:



A música. Faz-me lembrar de imediato a perseguição do vampiro esquentado ao baixinho Polanski, o Professor Abronsius esquecido entalado na janela, as estalactites de ranho. Enquanto cachopa com medo de tudo o que era de terror não fugia a sete pés deste filme. Demorar um pouco mais a adormecer não era um efeito secundário insuportável e a compensação era grande. Hoje só me aborrece saber o que acontece a seguir.

E porque mencionei X Files há pouco, quem se lembra daquele episódio passado numa terriola infestada de vampiros em que o Mulder para ganhar tempo espalhava sementes pelo quarto, fazendo o rapaz de entrega de pizzas (vampiro) dizer-lhe com um ar muito desapontado "porque fizeste isso?" antes de se pôr de cócoras a apanhar as sementes, adiando assim a refeição-Mulder.
Não tem uma relação directa, mas é bom humor com vampiros. O que, sendo raro, é sempre apreciado.

E afinal como é que este filme se chama, mesmo?

The Fearless Vampire Killers

Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck

Dance of the Vampires

É todos os títulos acima. Embora o título em portugês não seja uma tradução fiel é uma adaptação do mais jeitoso.
O que também é raro mas sempre apreciado.
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