Elefante na sala: é o 3D o futuro do cinema?

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Quando começaram a aparecer os novos filmes 3D eu julgava, inocentemente, que no cinema ia usar daqueles óculos com uma lente azul e outra vermelha. Estava nostálgica, não dos filmes que nunca vi com esses óculos, mas dos livros de dinossauros ou da Disney que tinham essa gracinha.
Foi com muita supresa que recebi uns óculos à Roy Orbison, mas parabólicos. Vi Monsters vs. Aliens, com os óculos sempre a subir-me para as sobrancelhas de cada vez que sorria.
À segunda vez no 3D vi Avatar. Desta vez os óculos não eram oferecidos - ainda bem, sem desperício - mas pesados como o raio. No final do filme não só estava com dor de cabeça devido ao 3D como estava com um sulco na cana do nariz. Ouch.

No filme Avatar os problemas do 3D eram evidentes demais. É muita coisa desfocada. Em animação não se liga muito, em live action sim... 3D não funciona com imagem real. A suposta tridimensionalidade é conseguida com profundidade de planos. Ou melhor, a personagem da frente é plana, mas tem profundidade para a personagem de trás, que também é plana como uma folha de papel, mas dista da parede atrás dela. 

Esta técina das folhas de papel foi usada pela primeira vez há muitos anos numa animação da Betty Boop, mas ao passo que nessa animação o efeito é realmente inovador e parece tridimensional, nos dias de hoje - tendo em conta os recursos e o nível de qualidade que é exigido pelos espectadores em geral - não é aceitável que o 3D sejam folhas de papel sobrepostas. Até porque não são folhas de papel, mas parecem mesmo ser.


Outra coisa que me faz confusão é o preço dos bilhetes. Correcção - o preço dos bilheites é aceitável, não percebo é o propósito de transformar um filme 2D num 3D (como Clash of the Titans ou Avatar: the Last Airbender). Se for para aumentar a espectacularidade então boa sorte nisso. Se for para fazer mais dinheiro, então funciona.

3D na animação funciona. A sério, e sou completamente a favor das cenas em que parece que alguma coisa é arremessada ao espectador só pela piada disso. Acredito e espero que haja muitos e bons filmes de animação em 3D. Mas mesmo na animação o 3D não é necessáriamente o futuro. Após o filme Toy Story começou tudo a ser em CGI. A Disney, ao lançar em 2004 o filme em animação tradicional Home on the Range (o das vacas), anunciou que esse seria o último, sendo que nessa altura a maioria das suas animações já eram em CGI. Cinco anos depois volta ao desenho em papel com The Princess and the Frog.
Isto sem falar dos filmes do Miyazaki ou outros de animação tradicional que foram estreando, em que mesmo que o desenho não seja por aí além (Persépolis, p.ex.) a recepção é boa, independentemente dos gimmicks que os filmes não tenham.

Por isso o 3D não é o futuro. O 3D actual é uma coisa nova que pode ser muito bem aproveitada, mas não vai ser tudo em 3D. Não vai ser como o som ou a cor. O 3D é um side-show.


Este post deve-se a eu (e todos nós, imagino) estar constantemente a ouvir que o 3D é o futuro do cinema. Não é. Tinha que pôr cá para fora.
► Leia mais...

Jennifer's Body

domingo, 25 de abril de 2010


Não há muitas coisas que me façam ficar sem palavras. Especialmente filmes. Mas ao acabar de ver Jennifer's Body dei por mim atordoada. Que raio?
Quando comecei a conseguir processar o que vi - ainda estou a fazê-lo - não me foi difícil chegar à conclusão mais simples. Não gostei, e não gostei por muitas razões. Por momentos, até achei uma decisão acertada não ter sido exibido em sala senão no Fantasporto. Algum processamento depois concluí que foi uma má decisão.

O que o Jennifer's Body tem em boa quantidade são referências a outros filmes. Uma coisa à Quentin Tarantino, que é um dos meus... despreferidos, digamos assim. O homem tem uma legião de fãs que acreditam na sua genialidade, que alegremente pagam bom dinheiro para ver coisas-que-já-viram-mas-agora-querm-ver-pelo-ponto-de-vista-do-Tarantino. Porque há de ser diferente com a Diablo Cody?

Após chegar a esta conclusão decidi continuar na busca da compreensão daquele trabalho. Puxei pela memória, recordando-me duma entrevista dela à revista Empire (creio), em que dizia a Diablo que nos filmes de terror para adolescentes o mais próximo de vilão que uma rapariga podia ser, era ser uma rapariga-má. Não a assassina, mas frequentemente a primeira a ser assassinada, castigada pela má vida que levava. Nas heroínas, existem a raparigas-boas, que ou por sorte, ou pela extrema bondade, ou por serem ajudadas lá se conseguem safar. É tudo verdade. Por isso decidiu a Diablo Cody fazer um filme com uma vilã relamente má, má-rapariga e má-demónio, e com uma heroína boa, boa-rapariga e boa-sem-estar-com-meias-medidas.
É no entanto um pouco triste que para apreciar um filme se tenha que pensar no que está por trás do filme, sem ter ou ser o próprio filme razão suficiente para apreciar.

O hype à volta da Diablo Cody foi mais do que o justificável. Houve mais fumo que fogo, e quando se espera um filme de génio (como o que eu esperava ao ver Juno, que embora não sendo genial é adorável), qualquer coisa a menos que isso é uma decepção. Espero que no próximo filme dela haja menos conversa (acerca dele) e mais acção (boa história).

Como disse a Peaches acerca de uma banda cujo nome já não me lembro mas é ao estilo rock anos '70, pode haver uma altura na tua vida em que tenhas que decidir entre ser original ou ser genuíno.
Foi um filme genuíno escrito por uma mulher genuína.
Mesmo assim, continuo a não gostar.

► Leia mais...

The Joker: o lesbianismo de James Cameron

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Infelizmente não assisti à cerimónia dos Oscares deste ano, vencida pelo sono, soube dias depois de alguns vencedores e algumas frases memoráveis. Uma delas foi o comentário da correspondente no tapete vermelho para a E! Entertainment Fashion Police - Joan Rivers - acerca do look do James Cameron - de fufa.

Naturalmente quis tirar a coisa a limpo, após breve pesquisa cibernética concluí que o comentário nada tinha de malicioso. Não só, é também uma meia-verdade. Porque a verdade completa é que o James Cameron não se limita a ter aspecto de lésbica, o James Cameron é lésbica. Factos:

Ponto 1 - Foi casado com a Oscarizada Kathryn Bigelow e com a kick-ass Linda Hamilton, entre outras. Está bem que oficialmente foi casamento heterossexual, mas digam-me - quem vos parece que usava as calças naquela casa?

Ponto 2 - Actrizes recorrentes: Sigourney Weaver e Jenette Golstein. Lembram-se do Top das cavalonas? Surpresa, já trabalhou com as mulheres das primeiras 3 posições, aliás, em 2º e 3º estão personagens de filmes dele. Nesse top fiquei um pouco triste por não conseguir encaixar a Jamie Lee Curtis, outra cavalona profissional. Trabalhou com o James Cameron? Claro!

Ponto 3 - Titanic. É a história de amor lésbico por excelência, da paixão da rapariga rica e culta pela rapariga pobre e espirituosa, cuja relação é atormentada pelo vil homem de olhos pintados (Billy Zane) que não a respeita. Além da temática lésbica ainda dá uma achega àqueles tipos ressabiados que ficam todos enojados quando vêem uma "galinha". É, a lésbica odeia isso. A heterossexual também, por acaso...

Ponto 4 - Respeito absoluto for the ladies. Aproveito andar lançada a falar mal do Terminator 3 para lhe dar mais uma facada. Porque razão a T-X se chama assim? É a versão reduzida de Terminatrix (isto é verdade, quem me dera estar a inventar). Alguma vez o James Cameron daria esse nome foleiro a uma mulher?

Ponto 5 - É mais que claro que as heroínas dos filmes do James Cameron são mulheres rijas (Ellen Ripley, Sarah Connor, Sra. Brigman do The Abyss, etc.) e as vilãs também, se não forem mais. Foi da mente deste homem que saiu a criatura mais vil de todo o Universo, a Alien Queen. Yikes!

Ponto 6 - A aparência. É verdade o que foi dito pela Joan Rivers. Imaginem a Ellen DeGeneres quando chegar aos 60 anos. Será igual a ele. Mas mais gira. E não operada, creio.
Pois é, Joan Rivers. *piscar de olho*
► Leia mais...

Terminator Salvation

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Primeiro deixei este post para depois de ver o filme. Depois deixei para quando saísse em home video. Depois já tinha saído e não tinha razão para escrever sobre ele. Ainda bem que fazemos anos, assim posso falar sobre este capítulo da minha saga do coração, justificando assim o post como... erm... ah, não interessa.

Tal como esperava (é ler este post) o filme Terminator Salvation compensa o Terminator 3: Rise of the Machines. A única importação do anterior é a Kate Brewster, versão melhor.
Inesperadamente a personagem principal não é John Connor, antes um pobre homem que depois de executado se descobre não só vivo, como no futuro, e (não supreendentemente) nu. Sem saber do que se passa em seu redor junta-se a Kyle Reese (muito bem interpretado por Anton Yelchin) e à sua muito jovem amiga Star e quase se mata umas quantas vezes. Estes três são o núcleo emocional do filme, diria mesmo, são as personagens de que se consegue gostar, e neste filme essas escasseiam... As outras são cold hearted b*tches, I tell you.

Há muita acção de máquinas: rápidas, grandes, lentas, velhas, há de tudo. Na cronologia de aperfeiçoamento de Terminators bate certo, imagina-se que em 2018 ainda não houvesse T-1000s mas que também já não fosse a era dos monos. Os Terminators de pele de borracha, fáceis de detectar, referidos pelo Kyle Reese enquanto Micheal Biehn nos anos '80 aparecem aqui.
Neste filme há homenagens aos primeiros que derreteram completamente o meu coração - há Guns N' Roses, há repetições (perfeitas) de planos e as velhas frases "I'll be back" e "Come with me if you want to live". E há aquela cena com aquele Terminator. Porque é que ninguém se lembrou disso antes?

Junta-se pessoas que adoro ver trabalhar - Sam Worthington, Common, McG - e é quase perfeito. Quase... A menos que o James Cameron volte a pegar no Terminator (David Fincher também seria bom) terei sempre algo a apontar. O final deixa tanto a desejar que dá pena. Não quero fazer spoils, portanto mais não digo. O próximo está previsto para 2012, aguardemos.

► Leia mais...

Alguns Maus da Fita de provocar arrepios

domingo, 11 de abril de 2010


Estamos quase a fazer um ano de existência. Vou tomar a liberdade de dar o pontapé de saída a uma semana de celebração, e que melhor forma de celebrar o Maus que com uma pequena homenagem a Maus?
Não é um top, porque é uma partilha dos meus pavores, e nisto de medos não há como dizer que um é mais medonho que outro. Ei-los:

Eugene Tooms (X-Files temporada 1 - episódios #3 "Squeeze" e #21 "Tooms")

Nos tempos idos em que a TVI era um canal novo especulou-se que o canal deixasse de existir devido às fracas audiências. Antes de se ter tornado o canal mais visto - na altura do Big Brother, em 2001 - e de se ter dedicado quase exclusivamente às telenovelas e talk-shows, mantendo agarradas à televisão as senhoras com mais idade, o trunfo da TVI eram as boas séries, que nos anos '90 eram exibidas em horário nobre. A série que manteve a TVI viva durante algum tempo, série à qual depois se juntaram outras de qualidade, foi Ficheiros Secretos. Eu era tween na altura e via-a religiosamente, apesar de aquilo me afectar o sossego no fim-de-semana que se seguia (era transmitida à quinta ou sexta-feira, disso não me lembro com precisão). O episódio que mais me afectou, de tal forma que já tendo passado a casa dos 20 ainda às vezes tomava duche em sobressalto se ouvia algum barulho no exterior, foi um dos com o Eugene Tooms.
A personagem apareceu pela primeira vez no terceiro episódio da primeira temporada e voltou ao vigésimo-primeiro (o que eu vi). Era um fulano mutante de ossos e músculos extensíveis que conseguia passar por sistemas de ventilação apertados - sanitas (daí o meu pavor, you see) - que passava quase toda a sua existência a hibernar. Acordava de 30 em 30 anos para comer fígados humanos e voltava à toca para hibernar mais 30. A descrição dos episódios está aqui e aqui. Para quem queira rever, ou ver pela primeira vez, os episódios estão disponíveis pela net a partir de um simples clic. Na Amazon, sem trafulhices.

Hillbillies (Deliverance; Calvaire; The Hills Have Eyes; etc.)

Pavorosos - porque existem, em todos os países do mundo. Ainda acerca de X-Files, num episódio (temporada 4 - episódio #2 "Home") os não-consanguíneos Mulder e Scully investigam uma família de Hillbillies que se diz serem simultaneamente irmãos, primos, filhos, pais e avós uns dos outros que vivem como nas zonas rurais do E.U.A. se vivia no início do século XX, sem água canalizada, à luz das velas e por aí fora. No final do episódio encontram a única mulher da família, sem braços ou pernas, enfiada debaixo na cama em cima de uma tábua com rodas. Eis o que diz a Wikipédia: ""Home" was inspired by a tale in Charlie Chaplin's autobiography, about the time he stayed at a tenement home while touring in a British musical theatre. After dinner, the family took him upstairs to meet their son - and pulled him out from under a bed. The son had no arms and legs and flopped around while they sang and danced. Glen Morgan read the story and decided to use the incident.". Erghh...

Onryō (Ju-On; Chakushin Ari; Ringu; etc.)

Atrás da porta encostada, debaixo da cama, ao virar da esquina, no banco traseiro do carro, no andar de cima - pode estar um ju-on à espera. Estas pessoas que morreram enfurecidas e/ou injustiçadas voltam devagarinho. Pode ser para se vingarem de quem lhes fez mal ou para aplicar a vingança em qualquer um que se cruze no seu caminho. Tal como nas histórias clássicas japonesas, quando sabemos a história toda ficamos com um ponto de interrogação sobre a cabeça (as histórias para crianças não são daquelas em que a moral da história é clara, às vezes até parece que o que a lenga-lenga diz é para praticar o mal). O que é claro é que o ju-on não quer a amizade de quem encontra, quanto muito pode querer à força o amor de alguém (como em Honogurai Mizu No Soko Kara / Dark Water). Os filmes com estas criaturas demoníacas colam-me ao ecrã mas procovam-me uma reacção histérica igual à que tenho quando vejo uma aranha daquelas de rabo gordo e pernas enormes e fininhas. Assim tipo... guinchos, vá...

Criaturas marinhas (Dagon; Pirates of the Caribbean; etc.)

Sou nascida e criada na cidade. Escuridão absoluta não é para mim. É assim que se vive lá embaixo - no escuro, no frio, entre os seres bizarros das profundezas dos oceanos. Quanto mais se desce mais estranho fica, e para os meios de que nós - macacos verticais sem pêlo - dispomos actualmente, muito dos oceanos fica por explorar (absolutamente positivo do ponto de vista ecológico, mas isso é outro assunto). Apesar de citadina vivo perto da água e não sei se é do ar salgado ou do nevoeiro gelado mas quando oiço histórias de pescador - por assim dizer - acredito naquilo tudo. Porque não acreditar? Não há como comprovar que é mentira. Seja o velho Adamastor, as enganadoras sereias ou o aterrador Cthulhu, tudo é possível.

Espelhos (Mirrors; Poltergeist III; etc.)

Outro coisa que me causa pavor são espelhos. Embora os espelhos sejam amigos, impedindo-nos de sair de casa fazendo uma triste figura, há tantas histórias com o que se pode passar do outro lado do espelho, que acho que é inevitável mais cedo ou mais tarde uma pessoa pôr-se a pensar "porque não?". Fazia isso de forma totalmente inocente até ter visto o Poltergeist III. O primeiro da série não me afectou, o segundo não vi sequer, já este malandreco apesar de me ter parecido um comum filme série B afectou-me a sério. O filme Mirrors (de 2008) volta a tocar no mesmo ponto sensível. Agora já tenho medo que saia um homem da sanita, que um jo-on me ponha a mão na cabeça durante o banho e que haja um demónio no espelho. Ficção, só te falta encontrar um monstro para o bidé.  

Zombies (28 Weeks Later; Day of the Dead; etc.)

Já disse que sonho recorrentemente com zombies? Foi-me dito recentemente que está relacionado com a rapidez dos frames do 28 Days Later, até pode ser, mas estes sonhos começaram após ter visto o aflitivo 28 Weeks Later. Basta-me um vão de escada deserto, dar um passeio nocturno no nevoeiro ou falhar a electricidade que vem o pensamento. E se estiver toda a gente morta - ou pior, e se estiver toda a gente meio-morta e me quiserem tirar um naco de carne? Onde está a minha família e amigos? E se querem fazer mal ao cão?  Fujo? Para quê e para onde? Espero que nunca chegue esse dia.
► Leia mais...

Top 5 personagens: homens de saias e sandálias

sábado, 3 de abril de 2010


Estamos a duas semanas da estreia do filme Clash of Titans / Confronto de Titãs, versão mais hardcore do filme de 1981, o que é uma boa razão para fazer um top de homens de saias e sandálias. Isso e ter sido espicaçada (caro Linus: não estou bem a acreditar que usaste no anterior post a minha sugestão de espicaçar contra mim. Foi ruim. Mas funcionou.).
Este top conta apenas com personages de filmes da última década, porque dos antigos quem vai fazer o top é o Linus.


5º: Dilios (300 - 2006)
Não expliquei a início, mas esta lista é só composta por homens que são um regalo para os olhos. Ora assim sendo, o Leonidas ficaria aqui mal. Nada contra o Gerard Butler, que é um senhor muito bonito noutros filmes. Na verdade os homens de 300 não usam saias mas hot-pants calções. Também serve.


4º:  Perseus (Clash of the Titans - 2010)
Quero muito ver este filme, quero muito ver o Sam Worthington em mais uma série de filmes, preferêncialmente a dar uso ao seu sotaque Australiano. Por agora, quero saber se há explicação para como seria possível na antiga Grécia um homem manter o seu cabelo impecavelmente do tamanho de pente 1 durante várias semanas.


3º: Aquiles (Troy - 2004)
Duas razões para ver o filme Tróia: o cavalo e Aquiles. O resto é absolutamente secundário. Há imagens muito bonitas mas não tão excepcionais que suportem o filme, que não é mau mas é o que é, a história que toda a gente conhece. A pergonagem do Brad Pitt não tem uma falha. Não é por ser o Brad Pitt que está em 3ª posição, é pelas lutas, pelos diálogos e pela perfeição no geral.


2º: Maximus (Gladiator - 2000)
Obviamente o filme responsável pela ressurreição do género, ganhou 5 Oscares entre eles Melhor Actor Principal, Melhor Guarda Roupa e Melhor Filme (prémio também ganho nos BAFTA, Golden Globes e outros), e pelo nascimento de Russell Crowe como A-Lister.


1º: Lucius Detritus (Astérix et Obélix Contre César - 1999)
  Não... ia agora aqui por o Colin Farell como Alexandre, não?
► Leia mais...

Phantom of the Paradise

sexta-feira, 2 de abril de 2010


Vi este filme pela primeira vez há cerca de dez anos, no extinto TeleCine 2, de manhã. O meu estado de sonolência e a esquisitice do filme fizeram com que aquela mistura espectáculo-musical/glam-rock/pacto-com-o-diabo ficasse bem conservada no meu imaginário.
Passados uns quantos meses tive um sonho com a mesma atmosfera do filme que, acredito piamente nisto, se algum dia me dedicar seriamente à BD com histórias minhas, a história deste sonho é a que tem mais pés para andar. Na altura criei umas 20 personagens e recordo com pormenor os cenários. Isto para dizer que Phantom of the Paradise é daqueles filmes que continuam para lá do filme, um verdadeiro estímulo à criatividade.
As músicas do filme são deliciosas e todas escritas por Paul Williams, que interpreta o vilão Swan (o que fez o pacto com o diabo, ao estilo Dorian Grey). As músicas estão todas no trailer que aqui ponho, depois de visto fica explicado porque não estou a falar nada da história - como quase todos os trailers antigos este revela tudo que há para saber do filme, incluindo o final.




Mantendo o espírito musical, há pelo menos dois vídeos inspirados neste filme. Um é de duas moças canadianas chamadas Tegan and Sara e a música chama-se I Hear Noises. O vídeo parece não existir no ciberespaço, o que me dá algum conforto, dado que não gosto da música e assim só me sobra o outro, do Bob Sinclar (ver abaixo).
Algumas trivialidades interessantes: quando questionado acerca do filme que gostaria que tivesse sido obra sua, o mais-que-espectacular Guillermo Del Toro disse que seria o Phantom of the Paradise; Há um evento chamado Phantompalooza, que parece só ter tido duas edições, a última em 2006; O título Phantom of the Paradise aparece duas vezes no IMDb, uma com com data 1974 e outra com data 2010, com Status de In Development; o realizador Brian De Palma é o maior.

► Leia mais...

Done in 60 seconds

domingo, 21 de março de 2010


Este post não vai envelhecer bem, dentro de um mês já vai estar completamente ultrapassado. Por isso, enquanto o link existe é para aproveitar. Aproveitar mesmo, digo eu. A minha revista de cinema favorita, a Empire, tem este ano uma competição deliciosa: transformar uma longa-metragem numa micro, de 60 segundos. Embora o período para envio dos vídeos e a votação para o melhor já tenham terminado, o resultado desta votação ainda não foi revelado. Aqui estão os 20 melhores. Recomendo vistoria, especialmente a Avatar e There Will Be Blood.
► Leia mais...

Top 10 filmes: adaptações de videojogos

sábado, 20 de fevereiro de 2010


Sou gamer. Como gamer e moça que gosta de cinema fico sempre entusiasmada quando há um crossover. Que os bons filmes dão jogos medíocres não há dúvida. Que há jogos que são em si mais um filme que jogo também não. Mas quanto a um bom jogo dar um bom filme é uma incógnita. Por norma isso não acontece, mas continuam a haver tantas adaptações que só posso imaginar que haja muita gente esperançosa a achar que um bom jogo pode resultar num bom filme. Ainda não vi prova disso, mas as adaptações têm um inegável factor de entertenimento (sinal divino ou não, enquanto escrevia esta frase a PlayStation tombou duas vezes), por isso segue-se o meu top de filmes adaptados de videojogos mais divertidos ou relevantes. E não, eu não vi todos da lista. Imagino que tenham algum valor, vá. Mas vi todos os dos anos 1990.
Para este top só contam os live-action, animação fica de fora.

10º: Survival Horror

Não é um filme, são vários. Em 2006 foram adaptados os jogos Silent Hill e Forbidden Siren, em 2005 adaptado Alone in the Dark, já para não falar nos Resident Evil (que ocupam outro lugar no top). Explico para os leigos, survival horror é jogo de terror, é daquelas coisas que se o jogador fica embrenhado pode fazer xixi nas calças, no mínimo dar uns guinchos quando a acção se complica. Eu não jogo - deus me livre! - mas há muito quem viva para isto. A piada do survival horror é precisamente o jogador estar no meio de um filme de terror. Se o jogo parecido com filme passa a filme parecido com jogo então o jogador deixa de fazer parte. Logo à partida é um FAIL.

9º: Hitman (2007)

Criou-se um grande hype à volta deste filme quando estava para sair. Da história pouco se escrevia (este é daqueles filmes que não vi mas li acerca de) mas visualmente estava fiel ao jogo, prometia ser a adaptação boa. Com actores (quase) desconhecidos nos papéis principais preparava-se para ser algo sustentado numa boa história. Pelo que agora leio não foi, nem as representações boas. Um dia hei de ver e tiro isso a limpo.
Nota: a side-kick do Agente 47 é a Olga Kurylenko pré-007: Quantum of Solace. Entre um filme e outro entrou no Max Payne, outra adaptação de videojogo. Acho que é cá das minhas.


Lara Croft: Tomb Raider (2001) & Lara Croft Tomb Raider: The Cradle of Life (2003)

Eu ainda sou do tempo em que aquele boneco angular, sem texturas e anatomicamente impossível dos jogos Tomb Raider era considerado sexy. Na minha opinião, não fosse a Angelina Jolie ter-lhe dado corpo, ainda haveria quem pensasse isso. Em comparação, é melhor a mulher real.
Estes dois filmes são relevantes para o género porque, primeiro, não são assim maaaaus maaaaus, e porque, segundo, os filmes foram levados a sério, em vez de terem sido metidos no saco das adaptações manhosas, foram metidos no saco dos filmes de aventura como os Indiana Jone - quer pela crítica quer pelo público.


Double Dragon (1994)

Neste caso não joguei o jogo mas vi o filme. É de um nível de péssimo que se fosse intencionalmente cómico poderia achar-se ser um filme Troma. Mas não é. Tem um pouco de Demolition Man (passa-se em New Angeles, Demolition Man é em San Angeles, ambos os sítios são onde era antes Los Angeles, antes da grande devastação), tem algumas estrelas da altura e - o mais importante - tem o Robert Patrick com penteado de Vanilla Ice. Mas pior.


Street Fighter (1994)

Podia ter juntado o Double Dragon e o Street Fighter na mesma posição, se virmos são ambos adaptações de beat 'em ups (jogos de porrada), são ambos do mesmo ano, e são respectivamente a 2ª e a 3ª adaptação para cinema de jogos de vídeo. No entanto diferem por algumas razões: nos jogos e filme Street Fighter há uma extensa lista de personagens enquanto os Double Dragon têm só um par de moços; o filme Street Fighter teve um budget relativamente generoso; o jogo é melhor que o do Double Dragon e... é um filme do Van Damme. É um filme que não é bom, mas para os filmes da altura protagonizados pelo Van Damme não se nota diferença na qualidade. Leva também com a Kylie Minogue e foi o penúltimo filme do Raul Julia, tendo estreado pelos Estados Unidos poucos meses da sua morte. Bem, nem todos podem deixar filmes póstumos com a qualidade dos do Heath Ledger.


Prince of Persia (para breve)

Tal como disse a início, não vi todos os filmes desta lista, uns porque não quero ver, outros porque ainda não posso.
O filme promete, naturalmente. A história vai para o segundo refresh, primeiro era o jogo 2D que nos fazia perder horas a ver como fazer o nível o mais depressa possível para ter mais tempo para os seguintes, e a apontar as passwords todas, com o tempo remanescente à frente (eram 60 minutos para o jogo todo, sendo necessária prudência nas exlporações porque senão era game over ao 4º nível). Depois foi actualizado para  a geração PS2 e Xbox, com o príncipe a correr pelas paredes, a mexer no tempo e a meter a Lara Croft num chinelo. Se o filme for como foram os jogos, sempre respeitador do que veio antes, então temos um possível objecto de culto.


Mortal Kombat (1995) & Mortal Kombat: Annihilation (1997)

Antes de mais, os pontos que fizeram dos jogos Mortal Kombat marcos para o género: 1º - os personagens foram interpretadors por actores/lutadores a sério, filmados e inseridos no jogo em imagem real; 2º - jorros de sangue a qualquer golpe desferido com sucesso ao adversário, era de tal forma violento que gerou uma onda de indignação apenas comparável à recente novela em torno dos Grand Theft Auto; 3º - Finish him/her. Momentos cinematográficos no final de cada combate, fossem Fatality, Babality ou Friendship.
Eu nunca atinei com as sequências dos comandos portanto só com muita sorte consegui fazer algum deles. Os meus finish him/her costumavam acabar com um soco frouxo e um suspiro de desilusão.
Relevância das adaptações: foi o primeiro filme adaptado de videojogo que teve direito a sequela. Nada mau. Está um terceiro a caminho, para estrear em 2010.


Resident Evil (2002), Resident Evil: Apocalypse (2004), Resident Evil: Extinction (2007) & Resident Evil: Afterlife (para breve).

Creio no Maus da Fita ainda não me ter expressado acerca do Resident Evil (o 1º), portanto resumo: é um dos meus filmes favoritos, no que toca a zombies, por causa da história e da acção. Tem o bónus de ter a Michelle Rodriguez e o Daniel Meade da série Ugly Betty. Jackpot. Está, ou estão, na terceira posição devido à quantidade de sequelas, bem como a óbvia qualidade (pelo menos para mim) do primeiro filme. Esta saga fascina-me porque a qualidade caiu a pique a partir do primeiro. O segundo filme, de acordo com o que oiço porque eu não jogo survival horror, é muito fiel ao jogo. Bem, a um deles, que os jogos de Resi são quase tantos quanto os de Final Fantasy, e não sei a qual concretamente é fiel. O terceiro conseguiu fazer transbordar o meu copo de tolerância... eu gosto de um filme mau, acho-lhe piada, dou-lhe valor como tal. Mas este era tão mau que era só mau, não bom mau. Mau mau. Para o quarto não sei o que esperar (talvez o pior), mas aceito plenamente o título. Quer dizer, quantas vezes morreu a Alice? Geez...


Super Mario Bros (1993)

A primeira adaptação de sempre de um jogo ao cinema em live-action. E, até que estreie Prince of Persia, a única adaptação daquele que é o meu género de jogo favorito, o de plataformas.
Bónus: John Leguizamo quando ainda era um catraio e a maravilhosa referência pop dos Goombas.
Para sermos justos no que toca a plataformas em cinema, há um filme que tem uma parte amorosa para os amantes dos jogos do género. A cena no The Beach em que o Leo DiCaprio dá tilt e anda a correr pela floresta pixelizada aos saltinhos e a apanhar frutas (creio eu) para ganhar pontos é linda. Obrigada pelo mimo, Danny Boyle.


Doom (2005)

O que é o jogo? O que faz os gamers olharem em transe para o jogo que está a ser jogado por outro?
Há jogos com histórias fantásticas, melhores que a de alguns bons filmes, mas o realmente importante é o jogo em si, o acto de jogar. O ver outro a jogar é uma continuação do acto. Se isso é o mais importante, porque continuam os gamers a ver as adaptações dos seus jogos favoritos, se apenas está lá a história e não há a experiência de jogo? Não tenho a resposta, que variará de pessoa para pessoa certamente, no meu caso é pela esperança que a experiência de jogo seja replicada. Por isso está em primeiro lugar o filme Doom.
É fiel à história e à estética (Doom 3) e respeita e homenageia o gamer. É favor ver o vídeo que se segue. Isto é amor ao jogo.





(contém easter egg)
► Leia mais...

Brittany Murphy 1977-2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


Diz-se que a moça tomava demasiado de coisas que fazem mal. De tal forma que o gossipeiro-mor, o Perez, após a morte do Michael Jackson disse que se alguém fosse a seguir pela mesma razão seria a Brittany Murphy. Fazendo uma pesquisa pelas Imagens Google aquilo continua repleto de fotografias nasty dela, apesar de já todos sabermos que a moça morreu depois de um ataque cardíaco no Domingo passado.
Não será tão dramático quanto a morte do Heath Ledger nem tão mediático quanto a morte do referido Jacko. É estranho porque ela era nova - mais ou menos da idade dos Maus da Fita - e porque parece que não chegou a interpretar nenhum papel que fosse à sua medida. Ficamos então com várias meninas - como as de Girl, Interrupted; 8 Mile; Sin City - apenas à medida do seu aspecto. De bonequinha com olhos de moca.


► Leia mais...

Onde está o Wally?: Jared Leto

quinta-feira, 26 de novembro de 2009


Ora eu sei que o Keanu Reeves tem uma banda. O Bruce Willis também. Não sei o nome da banda de nenhum, nem ouvi nenhuma música deles. Lembro-me de mais uns quantos que sei que também fazem música. Sem contar com o Wally de hoje, o único de quem conheço músicas é o Harry Connick Jr., mas se esse está solidamente consagrado quer como músico quer como actor, de outros actores sabemos das suas bandas como se fossem um hobby, independentemente de realmente serem ou não. As músicas deste Wally estão fresquinhas e a passar na Mtv, e parece que a carreira como actor - já com uns quantos anos - é agora a curiosidade na carreira de um vocalista.

Quem como eu vê mais séries do que devia poderá lembrar-se que depois da estreia do filme Romeo + Juliet de Baz Lhurmann (que foi em 1996 ou 1997) foi transmitida entre nós uma série com a Claire Daines muito novinha, que se chamava My So-Called Life. Esta série não durou nem por lá nem por cá e não encontro outra razão para a exibição tão tardia que não a de mostrar qualquer coisa da Julieta antes de ser Julieta. Um dos putos dessa séria era o Jared Leto. Naturalmente não num dos papéis que ficaram para a memória, não como Fight Club (1999) ou American Psycho (2000). No Fight Club era o rapaz de cabelo descolorado que fica com a cara feita num oito e no American Psycho era a vítima na sequência do sofá. Vendo a lista dos seus filmes no IMDb vemos que a maior parte dos personagens que interpreta morrem, se não morrem andam lá perto.

Nos últimos anos os filmes vêm a menor velocidade, será a música a tomar-lhe mais tempo. Deixo um vídeo da banda 30 Seconds to Mars, da música deles que me parece menos emo.
 
► Leia mais...

Top 5 filmes: Filmes Catástrofe

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Ahh os filmes catástrofe... Como prometido num outro post explico agora o meu ponto de vista.
Estamos afastados da natureza. Da natureza selvagem e da nossa natureza. É bom não andarmos sempre cheios de pulgas e piolhos, não termos que arriscar a vida por uma refeição, podermos fechar a janela e deixar o frio do lado de fora. Podermos dar um passeio pelo parque e ver as aves, podermos ir a um parque biológico e ver os javalis e raposas, podermos dar uma pinada sem ser para fazer um bebé e manter a espécie. É uma boa vida.
Ainda assim a maior parte de nós fica com os pelinhos do pescoço em pé quando vê um insecto grande, quando encontra uma cobra ou quando na noite escura os arbustos se agitam. O nosso instinto de sobrevivência, embora pouco utilizado, está lá. Nós sabemos que sim e não o queremos perder, mal seria de nós se tivéssemos a certeza de não nos conseguirmos desenvencilhar sozinhos. Por isso forçamos a coisa - andamos na montanha russa para sentirmos a adrenalina, fazemos jogging para nos certificarmos que conseguimos fugir, informamo-nos de quais os principais perigos naturais da nossa zona de residência.
Para este desejo básico de usar as nossas capacidades naturais temos os filmes catástrofe. Na verdade, acho que ninguém queria estar na zona do sudeste asiático afectada pelo tsunami de 2005, no mais recente terremoto na China ou no caminho do furacão Katrina. Pensamos apenas - e se eu estivesse ali, o que faria?
Eu sei que eu só me safava se pensasse, e não sei se conseguiria pensar. A catástrofes naturais são o meu grande terror. E zombies, vá...
Assim, reúno aqueles que considero os melhores filmes catástrofe.


5º: The Day After Tomorrow (2004)


Qual é o mal comum dos filmes catástrofe? É assumirem que o espectador tem muito boa vontade. Para aceitar na história a presença de absolutas impossibilidades (ver foto - é impossível), para aceitar que os protagonistas têm uma sorte desgraçada porque a morte passa-lhes constantemente a menos de um palmo do nariz e para aceitar a mesma história vezes sem conta - a da família separada que se reaproxima, pois nunca deixaram de se amar. Blergh.
The Day After Tomorrow é maravilhoso nos momentos de destruição. É em larga escala e é num ritmo que aterroriza. Tem momentos de silêncio de morte. Mas tudo isto, o que é bom, acaba depressa. Mais de metade do filme é no depois dos eventos destrutivos consumados. Os personagens e a história não são tão bons que aguentem tal pasmaceira. Mantém-se um bom filme, especialmente se tivermos em conta que, fora o exagero visual de algumas sequências e a rapidez com que tudo se processa, é mesmo o que nos vai acontecer. É tramado.


4º: Deep Impact (1998)


Um filme de meteoro pode ser bom? Pode. E pode acabar mal? Não.
E se soubermos em que data vamos todos para os anjinhos? Eis o que é raro num filme catástrofe. O Armageddon tem isso, mas é tratado com tal irrelevância que é como se não interessasse. No filme Deep Impact é isso desde o início. O filme apresenta três histórias: a do personagem do Elijah Wood, na altura ainda novinho, como o rapaz que descobre o meteoro. A história do personagem do Robert Duvall, astronauta que vai rebentar como meteoro, e a história do personagem da Téa Leoni, a jornalista que acidentalmente tropeça na notícia do meteoro, levando à sua divulgação. É cada história para seu lado, os personagens não se cruzam, e dos três referidos só um sobrevive. O mundo não acaba nem os Humanos se extinguem, mas todos se preparam para isso. Se todos os filmes catástrofe fossem assim não se diria que são sequências de efeitos especiais com história (básica) para encher. Em efeitos especiais não está nada mal, e tem a minha sequência favorita de catástrofe. A água a retroceder na praia antes da chegada da onda gigante. Medo.


3º: 2012 (2009)


O recém-estreado 2012 é um rebuçado para quem gosta de cenas de destruição. É verdade, finalmente um filme em que acontece o pior do início ao fim. Tem de tudo - tremores de terra, fissuras, deslizamentos, maremotos, erupções, tsunamis, etc, etc. As sequências em que é só história sem um desastre a acontecer mesmo ao lado são raras e breves. Este filme, acreditem-me, exige mesmo muito boa vontade para aceitar a sorte dos personagens. Mas muita muita muita. Picuinhices à parte, se assim não fosse, não se conseguia mostrar tanto em tantos sítios.


2º: End Day (2005 - TV)

É mais ou menos um filme, mais ou menos um documentário, da BBC. É tipo Groundhog Day, repete-se o dia, diferem os eventos. O filme/doc segue o Dr. Howell a acordar, dirigir-se ao aeroporto e apanhar um avião do Reino Unido para os EUA, onde vai fazer uma experiência com um acelerador de partículas. Vemos as pessoas por quem passa, o percurso feito uma e outra vez. À primeira há um mega-tsunami. À segunda (repete o acordar, repete as notícias, repete o táxi) há um asteróide. À terceira há uma pandemia. À quarta há a erupção do vulcão de Yellowstone. Todos os eventos afectam particularmente uma ou mais das pessoas por quem ele passa, a ele não particularmente. À quinta o Dr. Howell consegue apanhar o avião, e a catástrofe desta vez é causada pelo acelerador de partículas.
Cinco filmes catástrofe num só. Two thumbs up. Eis o filme:



1º: An Inconvenient Truth (2006)


Este é para levar a sério. Ver e aprender.
► Leia mais...

Por favor não me morda o pescoço

sexta-feira, 23 de outubro de 2009









Dos filmes de terror que vemos enquanto crianças fica sempre algo na memória. Os miúdos não são parvos e há filmes que mesmo para olhos jovens há qualquer coisa que lhes tira a seriedade.
Um papão que entra pelo buraquinho da fechadura é parvo, claro. Mas e se conseguisse? E se já está cá dentro? Acho que vou chamar os meus pais para me levarem em segurança para a cama deles. Irra, que medo.
Mesmo vendo a imbecilidade da coisa, as crianças ficam um pequenino medo.

Como criança absolutamente medrosa que era - e ainda sou, apesar de adulta (aqueles episódios iniciais de X Files mexeram comigo) - tudo me aterrava. O vídeo de Thriller do Michael Jackson matava-me. Tive medo até do filme que começava com uma animação catita e se chamava Por Favor Não Me Morda o Pescoço.

Um dos grandes factores de medo nesta coisa de filmes de vampiros é que as pobres coitadas que iam primeiro eram as virgens. Ora o meu signo do zodíaco é virgem. Medo.
Com o passar dos anos percebi que o relevante não era o signo, e isso tirou-lhe o interesse todo.

Se não há entre nós quem não tenha visto o filme - e quem tiver o canal TCM já o viu à vontade 50 vezes no último mês - não vale a pena alongar-me na história. E sim, eu sei quão maçadores são os meus post quando faço isso. Por isso vou continuar a falar da minha experiência pessoal.

O Polanski só começou a ser o Polanski para mim há muito pouco tempo. Antes era "o baixinho do Por Favor [...]". A Sharon Tate a mesma coisa, menos a referência à estatura.

A abertura do filme é um mimo não só pela animação ao estilo da época (1967), mas também por isto:



A música. Faz-me lembrar de imediato a perseguição do vampiro esquentado ao baixinho Polanski, o Professor Abronsius esquecido entalado na janela, as estalactites de ranho. Enquanto cachopa com medo de tudo o que era de terror não fugia a sete pés deste filme. Demorar um pouco mais a adormecer não era um efeito secundário insuportável e a compensação era grande. Hoje só me aborrece saber o que acontece a seguir.

E porque mencionei X Files há pouco, quem se lembra daquele episódio passado numa terriola infestada de vampiros em que o Mulder para ganhar tempo espalhava sementes pelo quarto, fazendo o rapaz de entrega de pizzas (vampiro) dizer-lhe com um ar muito desapontado "porque fizeste isso?" antes de se pôr de cócoras a apanhar as sementes, adiando assim a refeição-Mulder.
Não tem uma relação directa, mas é bom humor com vampiros. O que, sendo raro, é sempre apreciado.

E afinal como é que este filme se chama, mesmo?

The Fearless Vampire Killers

Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck

Dance of the Vampires

É todos os títulos acima. Embora o título em portugês não seja uma tradução fiel é uma adaptação do mais jeitoso.
O que também é raro mas sempre apreciado.
► Leia mais...

The Omen I, II & III


The Omen (1976)

Em The Omen seguimos Robert Thorn, diplomata Americano em Inglaterra, e os primeiros anos de vida do seu filho, Damien Thorn. Os pais por norma são os primeiros a notar quando há algo de errado com a cria, o que acontece também aqui. Um puto instável e de maneiras cruéis, possivelmente um homicida psicopata em estado embrionário. A mãe, que mais tempo passa com ele, cedo percebe isso. É tomada por tolinha pelos que a rodeiam, mas a esta altura sabemos já nós que ela não tem em casa uma criança cruel, mas o anticristo. Literalmente.

Muitos tentam fazer Robert Thorn ver a natureza do seu filho, sendo a palavra-chave "tentam", porque a morte está ao virar da esquina para quem interfere. Eventualmente o aviso chega a bom porto, através de um jovem fotógrafo que nas fotografias tiradas àqueles que anteriormente tentaram avisar Robert nota estranhas manchas premonitórias dos seus violentos finais. Claro, o fotógrafo morre. Deste ponto para a frente o filme debruça-se sobre aquele já aqui referido problema de matar uma criança, aqui do ponto de vista do homem que se crê ser o pai, embora ele sabia que não.
No primeiro filme é-nos apresentado tudo: a profecia, a troca de crianças (já que o anticristo não nascerá de uma mulher mas de um chacal, e assim é), o medo e o plano.
O puto safa-se. Os pais não.


Damien: Omen II (1978)

O meu favorito. Lançado 2 anos a seguir a The Omen (em 1978), não poderia começar melhor. Dias após a morte de Robert Thorn, apanhado no acto a tentar matar o filho numa igreja, saltamos para Israel - para o fulano com voz de bagaço do LadyHawke. Numa sequência cheia de referências histórico-religiosas morrem as duas pessoas que sabem que o anticristo vive. Assim passam-se anos e chegamos à pré-puberdade de Damien, agora a viver com os tios e primo nos Estados Unidos.

Em estrutura é quase uma repetição dos acontecimentos do primeiro, apenas com pessoas e animais diferentes - se no primeiro predominavam os cães de grande porte como guardiões / carrascos, aqui são corvos. O delicioso é a dinâmica entre os primos, e o Damien ser absolutamente ignorante do que consegue fazer e qual a razão de o fazer quando o faz. Na infância regia-se por instinto e aquela ruindade que está presente nas crianças, agora é um tween com uma boa educação, princípios e regras de conduta, pelo que quando lhe sai o mal ele sente-se mal. Daí ser este o meu filme preferido.

Algo que já era explicado no filme de 1976 é a escolha de família para o Damien, que deve estar no meio político para ser bem-sucedido. O pai era diplomata, o tio é presidente da Thorn Industries, a família é resumidamente muito rica e bem posicionada. Novamente o puto safa-se, a família não. Ele herda tudo. Evil.


The Omen III: Final Conflict (1980)

Ao terceiro está aquele que considero o papel de uma vida do Sam Neill (a seguir ao Jurassic Park, sorry...). Aqui o Damien adulto sabe o que é e trabalha por isso. É um homem encantador praticante do bem, com vários admiradores incautos e uma legião de seguidores praticantes do mal.
32 anos depois de um alinhamento estrelar que anunciou o seu nascimento, está para breve um novo alinhamento que marca o regresso de Cristo à Terra. Deste não digo quem se safa.

A minha tristeza com o terceiro capítulo é esta: quando o vi da primeira vez, já estava a filme perto do fim e o leitor VHS põe-se nuns barulhos estranhos e pára. A fita da cassete fica estragada sem reparação possível e o leitor não voltou a funcionar desde então. Quando revi em DVD não é que correu tudo bem? Não digo que o leitor devesse ter pegado fogo, mas pelo menos cair um livro da estante. Nada. O diabo é então ficção.
Ou não.
► Leia mais...

Merchandising: Alien

sábado, 10 de outubro de 2009

















Horríveis e amorosos ao mesmo tempo. Uma ideia brilhante, fazer Aliens em peluche. Se se puder juntar um bebé deve ficar ainda mais giro...
► Leia mais...

Angel Heart

sábado, 3 de outubro de 2009


Há coisas em que umas pessoas acreditam e outras não, como a existência de céu e inferno, deus e o diabo. Como se pode perceber, dado que escrevi tudo em minúsculas, não sou crente. Ainda assim, há tanta história de gente que faz acordos com o diabo, que - pelo sim pelo não - nunca tentarei fazê-lo, nem a brincar. É que ao que consta o diabo cobra sempre.

A história deste filme passa-se em 1955: o ainda muito bonito Mickey Rourke é Harry Angel, um detective privado que investiga o que aconteceu a Johnny Favourite, um músico jazz, após ter regressado do campo de batalha na II Guerra Mundial. Procura-o a mando de um homem sinistro chamado Louis Cyphre (é bastante óbvia a natureza desta pessoa só pelo nome, isso é mesmo referido no filme como um trocadilho mauzinho), que tem uma dívida por cobrar a Johhny Favourite.

De Nova Iorque a Nova Orleães, cada pessoa com que Angel tenta obter mais informações aparece morta, ou seja, se não for ele próprio morto será pelo menos preso já que tudo o aponta como culpado dos homicídios.
Há macumbas vudu, visões inexplicadas, flashbacks, sangue a pingar do tecto (numa sequência que ganha um tom realmente grotesco mais para o fim) e outros eventos estranhos - a situação está negra para Harry Angel. Consegue piorar.

No twist final o realmente aterrador não é a cobrança da alma (porque o diabo cobra sempre), mas as cicunstâncias.
É o homem apanhado no meio.


► Leia mais...

The Fog (1980)


"11:55, almost midnight. Enough time for one more story. One more story before 12:00, just to keep us warm. In five minutes, it will be the 21st of April.
One hundred years ago on the 21st of April, out in the waters around Spivey Point, a small clipper ship drew toward land. Suddenly, out of the night, the fog rolled in. For a moment, they could see nothing, not a foot in front of them. Then, they saw a light. By God, it was a fire burning on the shore, strong enough to penetrate the swirling mist. They steered a course toward the light. But it was a campfire, like this one. The ship crashed against the rocks, the hull sheared in two, mars snapped like a twig. The wreckage sank, with all the men aboard.
At the bottom of the sea, lay the Elizabeth Dane, with her crew, their lungs filled with salt water, their eyes open, staring to the darkness. And above, as suddenly as it come, the fog lifted, receded back across the ocean and never came again. But it is told by the fishermen, and their fathers and grandfathers, that when the fog returns to Antonio Bay, the men at the bottom of the sea, out in the water by Spivey Point will rise up and search for the campfire that led them to their dark, icy death."
[bells ring distantly] - "12:00, the 21st of April."

► Leia mais...

32 anos depois...

terça-feira, 29 de setembro de 2009




Em semana pós-eleições legislativas, a verdadeira notícia surpreendente é esta.
► Leia mais...

Onde está o Wally? - Jeffrey Dean Morgan

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Aproveitando a edição em home video de Watchmen, o meu cérebro lança-se a reconhecer uma cara. Sim, o meu cérebro às vezes funciona ao retardador.

Vários são os actores que têm carreira lançada no cinema, depois a coisa murcha, seja porque ficou colado a um estilo, porque passou de moda ou por qualquer outra razão que seja privada, e dá-se a vida artística da pessoa por morta. Ou actores cuja carreira no cinema nunca foi grande coisa. Depois aparecem numa série e ressuscitam. É o caso do Patrick Dempsey, Dr. Derek Shepherd (McDreamy) da Anatomia de Grey, que era um puto com aspecto de nerd nos 80s, nos 90s a coisa morreu, depois da série (e de ter ficado com uma carinha mais composta) voltou a ter alguma acção no cinema, pouca. Tenho apanhado alguns sustos ao encontrá-lo em filmes antigos, mas não foi este que o meu cérebro reconheceu. Nem à Katherine Heigl que tem andado pelo cinema, mas ao namorado / noivo morto da sua Izzie. Quem como eu viu um par de episódios de Anatomia de Grey, se não ficou viciado é porque é muito forte, já que o que falta à série em relevância é largamente compensado em estrutura género telenovela. O que acontece a seguir?, quais as consequências do que esta pessoa vai fazer? - este género telenovela.

Não vou explicar quem é o Denny Duquette (noivo morto) ou quão heart-breaking foram os episódios com ele., vivo ou morto. Quem acompanha a série sabe, quem não acompanha... dai-vos por felizes. Para mim o Denny ficou uma espécie de Jorge Tadeu da Tieta ou Heathcliff do Monte dos Vendavais (<- tentativa de seriedade): uma paixãozinha no meu coração que é no fundo um coração de sopeira.

Passando Jeffrey Dean Morgan (noivo morto da Izzie) no IMBb é um gozo ver o seu percurso. Não tenho dedos suficientes, de mãos e pés, que consigam contar as séries por que passou. Entre outras: Supernatural, ER, CSI, Star Trek, JAG, The O.C. e Walker, Texas Ranger.
Sim, Walker, o Ranger do Texas.

Reconheço-o como Comedian de Watchmen e o Linus reconhecê-lo-à também como Dan de Taking Woodstock. Numa carreira com já quase 20 anos com um pézinho do cinema e outro na TV, parece-me que estamos a vê-lo a começar. Se se dedicar a 100% ao cinema, espero que se torne um grande senhor, género Anthony Hopkins. Senão, vamos continuar a vê-lo em todo o lado. Bem bom.
► Leia mais...

/