Flamenco, Flamenco de Carlos Saura

quarta-feira, 24 de novembro de 2010



15 anos depois de FLAMENCO (1995), Carlos Saura volta a abordar o mesmo tema com FLAMENCO, FLAMENCO porque, segundo ele, essa forma musical muito particular da cultura espanhola sofreu marcadas evoluções que exigiam um novo olhar.

Munido do colaborador habitual por trás das câmaras - o mestre italiano da fotografia Vittorio Storaro - FLAMENCO, FLAMENCO assume-se como algo de visão obrigatória para quem tem vindo a acompanhar o trabalho destes dois senhores. Fica o trailer do filme acabadinho de estrear em terras espanholas.

► Leia mais...

The Advocate for Fagdom

terça-feira, 23 de novembro de 2010



No mundo do cinema independente, Bruce LaBruce sempre foi um caso à parte. Digamos que é um verdadeiro indie, escolhendo temas que poucos realizadores ousam sequer tocar. Como é o caso dos neo-nazis gays, por exemplo. Mas sempre com uma grande ironia subjacente, está claro. E já não era sem tempo que alguém lhe dedicasse um documentário. Pois é isso mesmo que vos trago aqui hoje - o trailer de THE ADVOCATE FOR FAGDOM, um estudo sobre o seu tipo de cinema muito particular com entrevistas a peritos na matéria (entre eles o favorito John Waters). Deitem então uma espreitadela à coisa e se ainda não descobriram o trabalho deste senhor, então não há melhor oportunidade do que esta. Até já.

► Leia mais...

Video Nasties

terça-feira, 5 de outubro de 2010



Nos anos 80 no Reino Unido foi passada uma lei chamada Video Recordings Act 1984 que visava "proteger" os consumidores de cassettes de video em relação a uma lista de filmes que, segundo a censura da época, eram considerados de "má reputação" devido à sua violência extrema e elevado nível de terror. Isto originou, está claro, numa grande onda de pirataria porque, já se sabe, o fruto proibido é sempre o mais apetecido. Mas se pensam que a lista era pequena, enganam-se: o número subia aos 72 filmes! Setenta e dois, meus amigos! Ficaram então conhecidos como os "Video Nasties" e a sua procura pelos fanáticos do género era imensa e incansável.

A editora inglesa Nucleus Video prepara-se agora para lançar um triplo DVD que presta homenagem a toda essa era de censura e proibição. E este lançamento anuncia-se obrigatório, porque o cuidado prestado a esta edição parece ter sido exímio. Então vejam:

Video Nasties: The Definitive Guide - out on DVD in Oct 2010

Prepare to be corrupted and depraved once more as Nucleus Films releases the definitive guide to the Video Nasties phenomenon - one of the most extraordinary and scandalous eras in the history of British film.

For the first time ever on DVD, all 72 films that fell foul of the Director of Public Prosecutions are featured with specially filmed intros for each title in a lavish three-disc collector's edition box-set, alongside a brand new documentary - VIDEO NASTIES: MORAL PANIC, CENSORSHIP AND VIDEOTAPE, directed by Jake ('Doghouse') West.

Producer Marc Morris, co-author of 'Art of the Nasty' and 'Shock Horror: Astounding Artwork from the Video Nasty Era' comments: "Hopefully, every true movie fan will want this in their collection"..

Disc One presents the 39 titles which were successfully prosecuted in UK courts and deemed liable to deprave and corrupt. These included: 'Absurd', 'Cannibal Holocaust', 'The Driller Killer', 'I Spit on Your Grave', 'Nightmares in a Damaged Brain', 'Snuff' & 'Zombie Flesh-Eaters'.

Disc Two presents the 33 titles that were initially banned, but then subsequently acquitted and removed from the DPP's list. These included:
'Death Trap', 'Deep River Savages', 'The Evil Dead', 'Human Experiments', 'The Toolbox Murders' & Zombie Creeping Flesh

Both discs can be viewed either as a non-stop trailer show, or with newly-filmed introductions from a wide range of acclaimed media academics and notable genre journalists. Each disc is preceded by a brief introduction by cult horror presenter Emily Booth.

Disc Three This era-defining documentary features interviews with filmmakers Ruggero Deodato ('Cannibal Holocaust') Neil Marshall ('The Descent', 'Doomsday'), Christopher Smith ('Severance', 'Black Death') and MP Graham Bright as well as rare archive footage featuring James Ferman (director of the BBFC 1975-1999) & Mary Whitehouse. Taking in the explosion of home video, the erosion of civil liberties, the introduction of draconian censorship measures, hysterical press campaigns and the birth of many careers born in blood and videotape, West's documentary also reflects on the influence this peculiar era still exerts on us today.

Extras include a gallery of original video company idents and extensive gallery of lurid cover art for every video nasty.

► Leia mais...

Inside Job

quarta-feira, 1 de setembro de 2010



Esqueçam AN INCONVENIENT TRUTH. Este documentário é que desmascara a real verdade inconveniente: o porquê da crise mundial de 2008. E a realidade não é lá muito bonita. Vejam o trailer e sintam o vosso sangue a começar a entrar em ebulição à medida que os entrevistados começam a resvalar com as respostas. De visão obrigatória, minhas senhoras e meus senhores.

► Leia mais...

Zombie Girl The Movie

segunda-feira, 30 de agosto de 2010



Provando que nunca é cedo demais para começar seja o que for, ZOMBIE GIRL THE MOVIE é um documentário que conta a história de Emily Hagins, uma miúda que aos 12 anos decidiu que o futuro dela era ser realizadora e que o seu primeiro filme iria ser de zombies. E conseguiu-o. O seu primeiro opus chama-se PATHOGEN e Emily encontra-se já em produção do segundo filme da sua carreira que se adivinha longa! Isto é que é convicção, minha gente! Entretanto ZOMBIE GIRL THE MOVIE irá ser lançado em DVD em Novembro lá para os States e, no que acho ser a primeira vez que isso acontece, contém PATHOGEN como um dos extras. Bem, mas se ficaram tão intrigados como eu, deitem lá uma espreitadela ao trailer do documentário e do filme de Emily. E boa sorte para os próximos projectos, rapariga! É de gajas assim que o mundo precisa!



► Leia mais...

Top 5 filmes: Crueldade Animal no Cinema

terça-feira, 27 de julho de 2010


Porque sim e porque nunca é demais relembrar que estas coisas ainda existem e ainda continuam a ser praticadas de uma ou outra maneira por esse mundo fora. E não pensem que este Top tem um fundamento militante ou qualquer coisa do género. Não. O meu objectivo não é instruir. É alertar. O irónico da coisa é que todos os filmes abaixo descritos são excelentes filmes, o que só ajuda à sua polémica. Comecemos.

5º: White Dog de Samuel Fuller


Não contendo propriamente cenas em que animais são maltratados (ou cães, neste caso), não deixa de ser um filme pertinente na medida em que não só mostra o quanto podemos ser maquiavélicos com os nossos animais de estimação, como também desmascara o inerente racismo dessas mesmas atitudes. O tema do cão que é treinado para ser racista foi demais para o conservadorismo americano e, como resultado, nunca chegou a estrear nas suas salas de cinema, tendo feito carreira fora das terras do Uncle Sam. Poderoso, é a palavra.




4º: Cockfighter de Monte Hellman


Não há muito a dizer sobre este filme, a não ser que é um drama com contornos existencialistas que involve lutas de galos. Verdadeiras. Pensando bem, até se poderia dizer muita coisa sobre este filme e, efectivamente, já muito se escreveu. Mas uma coisa é certa: se gostam de comer carne branca, depois deste filme são vocês que vão ter problemas existencialistas.




3º: Cannibal Holocaust de Ruggero Deodato


Este filme já é reincidente nestes Tops do Maus e com justa razão: ainda continua a ser dose. A cena da matança da tartaruga (e não esquecendo também a do macaco que perde literalmente a cabeça e os miolos) são o teste máximo para qualquer gore fiend. É que isto aconteceu mesmo, não são efeitos especiais, minhas senhoras e meus senhores. Por isso, não é à toa que este filme continue a ser banido em mais de 30 países por esse mundo fora. E se pensavam que isto estaria em 1º lugar, desenganem-se, pois vem aí muita coisa pior.




2º: Africa Addio de Franco Prosperi e Gualtiero Jacopetti


Um documentário choque pelos padrinhos dos documentários Mondo. Aqui não só há mortes violentíssimas de animais, como também de seres humanos. Tudo ali à nossa frente, filmado com as mais bonitas cores que só África tem e com um poder de mise-en-scène inspirado. Aliás, os seus autores levaram em cima com um processo de tribunal exactamente por causa disso: as suspeitas de que muitas das atrocidades em cena tinham sido orquestradas e encenadas para as câmeras é algo que ainda hoje eles não estão completamente isentos. Entre as muitas barbaridades, podemos ver um elefante e um hipopótamo a serem selvaticamente mortos.




1º: The Animals Film de Myriam Alaux e Victor Schonfeld


É claro que este filme não poderia estar em outro lugar que não este. Este documentário tem a honra de levar ao vegetarianismo e ao veganismo o maior número de pessoas. Ao documentar as atrocidade sofridas diariamente pelos animais em favor do consumismo mundial, dá-nos não só um retrato alarmante da maneira como eles são tratados, como também da própria condição humana e dos seus (parcos) escrúpulos. De minha parte, devo dizer à laia de remate confessional que sou um defensor dos animais hipócrita, visto que não consigo deixar de ser omnívoro (embora tenha decidido recentemente fazer uma refeição vegetariana semanal como penitência), mas que temos mesmo que deixar de tratar os animais destas maneiras, ai isso temos. E já!

► Leia mais...

Machete Maidens Unleashed!

quinta-feira, 1 de julho de 2010



Acabamos o mês em grande, mas começamos ainda maiores: espreitem lá o trailer do novíssimo documentário de Mark Hartley (o tal senhor que deu bom nome ao cinema de exploitation australiano com o excelente NOT QUITE HOLLYWOOD, já aqui abordado): MACHETE MAIDENS UNLEASHED!

Desta vez, Hartley centra-se no alucinante cinema que se fez nas Filipinas nos anos 60 e 70 e os resultados estão à vista no trailer abaixo incorporado. Must. See. Now.

► Leia mais...

Feliz 100º Aniversário, Monsieur Cousteau!

sexta-feira, 11 de junho de 2010



Quem não se lembra dos seus lendários programas de televisão onde ficávamos todos a sonhar, perdidos no seu admirável mundo novo das águas profundas, cheio de criaturas estranhas que se moviam graciosa e delicadamente, como se em câmara lenta estivessem? E do seu barco, o Calypso? Se hoje fosse vivo, festejaria 100 aninhos. Parabéns, Monsieur Cousteau. E obrigado por nos fazeres sonhar.

► Leia mais...

The Naked Bunyip

sábado, 22 de maio de 2010


Pergunta: O que é o Naked Bunyip? Resposta: uma figura mítica australiana, tipo Yeti, que se pergunta porque é nú. Perceberam? Eu também não, mas bizarramente tornou-se o símbolo perfeito para denominar este lendário e seminal documentário made in Australia sobre a sexualidade que se vivia na altura da revolução sexual dos anos 60. E foi também o responsável indirecto pelo renascer do cinema australiano e pelos fabulosos filmes que foram feitos na década seguinte.

Se há documentários que me prendem ao sofá são estes, baseados em temas da sempre polémica área da sexualidade humana. E THE NAKED BUNYIP não foge à regra. É engraçado notar que, passados que estão 40 anos desde que foi lançado nos cinemas, muitos dos assuntos do dia ainda continuam actuais (os problemas da inserção na sociedade da comunidade LGBT), enquanto que outros passaram felizmente à história (a misoginia latente em algumas mulheres deu entretanto lugar à sua justa emancipação). Pelo meio, temos a lenda que é Barry Humphries a brincar com estas e outras questões usando o seu alter-ego, Dame Edna. Resposta de Dame Edna à pergunta se usa a pílula: "Não uso, porque não sou católica!".

Parte documentário, parte mockumentary, parte tratado sexual importantíssimo, THE NAKED BUNYIP consegue tocar em muitos assuntos que ainda hoje são considerados um pouco tabu e ao fazê-lo, provoca uma reviravolta na engrenagem da censura da altura que ainda hoje se faz sentir, porque a "obriga" a reconsiderar o que é aceitável aos olhos do grande público. Pode-se, por isso, dizer que este filme é o responsável por todas as maluqueiras que fizeram a história do cinema de Exploitation na Austrália dos anos 70. E olhem que não foram poucas! Fiquem atentos aos próximos posts e acompanhem-me enquanto eu me lanço na aventura dessa excitante filmografia!

► Leia mais...

Joan Rivers: A Piece of Work

terça-feira, 18 de maio de 2010


O que acontece durante o ano em que a lendária cómica americana Joan Rivers completa 75 anitos é o que este documentário se propõe a fazer. E, pelos vistos, fá-lo muito bem, porque está a transformar em fãs tanto os críticos como o público que o vê.

Ok, diga-se de passagem que a cara da mulher não pode estar mais botoxada e que às vezes mete um bocado medo olhar para ela, porque se tem a sensação que aquilo vai explodir a qualquer momento. Mas fora isso, Rivers ainda é uma profissional consumada e que podia muito bem estar na reforma a esta hora do campeonato não fosse a sua paixão pela profissão e pelo showbiz. Só tenho uma coisa a dizer: venha mas é daí rápido o DVD, porque isto nunca estreará em nenhuma sala portuguesa. Também, quantas pessoas cá na nossa Tugaland é que a conhecem, hein? Exactamente. O que é pena, de facto. Fiquem com o trailer e riam-se. Muito.

► Leia mais...

Terry Zwigoff na Criterion Collection

sábado, 15 de maio de 2010


E depois digam que não há um ser superior. A Criterion Collection prepara-se para lançar em edições DVD lá para Agosto os documentários de início de carreira de Terry Zwigoff, realizador de obras de culto como GHOST WORLD e BAD SANTA (sim, BAD SANTA é de culto para mim e para quem o viu, tá?). Ora, isto não poderia calhar melhor, visto que lá para Agosto faço eu anos e prendinhas como estas não se tem todos os dias!

CRUMB já teve direito a duas edições em DVD, mas isso não impediu os senhores da Criterion de lhe dar o tratamento de luxo (vai sair também em Blu-Ray). Quanto a LOUIE BLUIE, nunca teve até agora edição em DVD e era um dos meus mais desejados lançamentos até à data. O que eu nunca esperaria era vê-lo sair para os escaparates com a chancela da melhor editora de DVDs (e agora de Blu-Rays) do mundo. Mais pormenores nas páginas oficiais.


► Leia mais...

L' Enfer de Henri-Georges Clouzot

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Recomendo vivamente este documentário de Serge Bromberg,um francês que tem dado cartas na área de recuperação e restauro de filmes esquecidos, sobre um filme inacabado: L' ENFER do igualmente gálico Henri-Georges Clouzot, o único realizador que metia medo a Hitchcock (a nível profissional, isto é, visto que Clouzot percebia como poucos com que linhas se cosia o thriller).

L' ENFER iria ser (comecemos por acreditar que sim, embora nunca o saibamos) a obra máxima de Clouzot, o seu filme de referência, aquele que iria provar de uma vez por todas que estariamos perante um realizador genial. Com um budget ilimitado por parte da americana Columbia, Clouzot teve então carta branca para dar azo ao mais pequeno dos seus caprichos. E estes não eram poucos, como depressa se viu. Serge Reggiani, o actor principal, cedo se viu à nora com o temperamento lendariamente irascível do realizador. O seu afastamento das filmagens foi um dos factores responsáveis pelo abortar das filmagens. Já pelo contrário, Romy Schneider, a actriz principal, entrega-se a Clouzot como nunca o tinha feito a nenhum outro realizador até à altura e as filmagens que restam provam isso mesmo.

E são exactamente essas filmagens que ficaram sem ver a luz do dia durante mais de 35 anos (até ao dia em que Bromberg fica preso durante 2 horas num elevador juntamente com a viúva de Clouzot e esta lhe pede para ele fazer alguma coisa com elas) que são o objecto deste documentário e a prova fascinante de que Clouzot estava a experimentar coisas tão novas que, caso se completasse o filme, este iria tornar-se o seu 8 1/2, o seu VERTIGO, o seu CITIZEN KANE. Uma história de obsessão e de ciúmes doentios como até então nunca se tinha visto, ficam para a posteridade horas e horas de filme rodado e uma Romy Schneider luminosa e fascinante. E um "talvez" e um "e se" quase insuportáveis tal é o tamanho da dúvida que resta.

Clouzot iria mais tarde voltar a este tema e às técnicas que estava a experimentar com LA PRISONNIÈRE, mas o momento tinha-se perdido e já não era mais novidade. Hèlas.



► Leia mais...

Os filmes que eu quero ver: Best Worst Movie

sábado, 10 de abril de 2010


PLAN 9 FROM OUTER SPACE, acautela-te: há um sério candidato ao pior filme jamais feito que ameaça tornar-se um fenómeno de massas eclipsando toda a tua energia low-budget como se de um buraco negro se tratasse. O arguido chama-se TROLL 2 (estão desculpados se nunca ouviram falar do primeiro tomo) e conta com a maior prova em seu favor nesta nobre causa o documentário que se segue.

BEST WORST MOVIE é o fruto de muito amor e de muito labor de um tal Michael Paul Stephenson, o rapazito que passa a vida a chorar neste monumento ao trash de alta categoria. Já crescidito, Stephenson documenta o verdadeiro fenómeno em que se tornou TROLL 2 e, principalmente, a vida do seu actor principal - George Hardy - que, na vida real (aquela em que se paga impostos), é um estomatologista, vulgo dentista. Isso mesmo. A sua vida poder-se-ia ler como um romance de super-herói da era moderna: "De dia extrai cáries e à noite assina autógrafos e dá entrevistas! Hardy é o seu nome!".

É claro que eu quero ver isto. Vocês não?!

► Leia mais...

Not Quite Hollywood

quinta-feira, 11 de março de 2010


Eu já disse isto antes e volto a dizer: ser cinéfilo é uma aventura constante e quando se pensa que já se viu tudo que se tinha para ver, novos mundos são-nos desvendados e nós, quais Vascos da Gama ou Cristóvãos Colombo, partimos em busca dessas Índias e dessas Américas com a adrenalina própria desses lendários pioneiros.

Uma dessas "descobertas" que me está a levar a viajar (sentadinho no conforto do meu sofá, entenda-se) literalmente para o outro lado do mundo, foi ter recentemente visto o documentário NOT QUITE HOLLYWOOD, dedicado ao cinema de exploitation feito lá para a terra de Oz (Austrália, para os leigos). Digo-vos uma coisa: está feito com tal amor à causa que no fim deu-me vontade de ver todos os filmes que aí são abordados. E não é à toa, porque realmente este é todo um mundo que apetece descobrir, um mundo quase sem regras onde também quase tudo era permitido devido à abolição de certa leis que, por sua vez, deram carta branca aos realizadores para fazerem o que melhor entendessem. O resultado são filmes onde se nota um genuíno espírito de aventura e vontade de fazer cinema transgressivo e dirigido às massas. Sim, porque se pensam que o cinema australiano se resume a PICNIC AT HANGING'S ROCK ou a PRISCILLA QUEEN OF THE DESERT, então enganam-se redondamente!

Tarantino, quiçá o maior entusiasta de cinema de exploitation no activo, é um dos entrevistados, mas desenganem-se se pensam que ele é o personagem mais interessante deste maravilhoso documentário: esse lugar cabe aos delirantes filmes que fizeram esta particular história. A ver urgentemente.

► Leia mais...

Oscars 2010: e os nomeados são...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010




Algumas surpresas, mas sobretudo muita previsibilidade. Como sempre, aliás...

Best Supporting Actress
Penelope Cruz, Nine
Vera Farmiga, Up in the Air
Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart
Anna Kendrick, Up in the Air
Mo'nique, Precious

Best Supporting Actor
Matt Damon, Invictus
Woody Harrelson, The Messenger
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Christoph Waltz, Inglourious Basterds

Best Actress
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Meryl Streep, Julie & Julia

Best Actor
Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, The Hurt Locker

Best Director
James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Lee Daniels, Precious
Jason Reitman, Up in the Air

Original Screenplay
Mark Boal, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Alessandro Camon & Oren Moverman, The Messenger
Joel & Ethan Coen, A Serious Man
Pete Docter, Bob Peterson, & Thomas McCarthy, Up

Adapted Screenplay
Neil Blomkamp & Terri Tatchell, District 9
Nick Hornby, An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Ianucci, & Tony Roche, In the Loop
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air

Foreign Language Film
Ajami (Israel)
El secreto de sus ojos (Argentina)
The Milk of Sorrow (Peru)
Un Prophete (France)
The White Ribbon (Germany)

Animated Film
Coraline
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
The Secret of Kells
Up

Best Picture
Avatar
The Blind Side
District 9
An Education
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
A Serious Man
Up
Up in the Air


Será este o ano de AVATAR? Tudo indica que sim, mas já é também tradição haver prémios inesperados para filmes muito menos cotados, por isso resta-nos esperar... Ah, e Meryl Streep soma mais uma nomeação! Será esta a 13ª ou a 14ª? Já lhe perdi a conta!
► Leia mais...

Golden Globes 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


Não, não são os prémios tugas, onde os "artistas" do nosso país vão para lá receber estes prémios e fazer discursos como se de Óscares se tratassem e como se estivessem a ser vistos por meia Via Láctea. Não, definitivamente. Estes são os verdadeiros, os originais, os prémios atribuídos pela Imprensa Estrangeira em Hollywood. E são já entregues no próximo Domingo, dia 17.

Fiquem com as nomeações:




Melhor Filme Dramático: Avatar, The Hurt Locker, Inglourious Basterds, Precious: Based on The Novel Push by Sapphire, Up in The Air.


Melhor Actriz de Drama: Emily Blunt (The Young Victoria), Sandra Bullock (The Blind Side), Helen Mirren (The Last Station), Carey Mulligan (An Education), Gabourey Sidibe (Precious: Based on The Novel Push by Sapphire).


Melhor Actor de Drama: Jeff Bridges (Crazy Heart), George Clooney (Up in The Air), Colin Firth (A Singleman), Morgan Freeman (Invictus), Tobey Maguire (Brothers).


Melhor Filme de Comédia ou Musical: Days of Summer, The Hangover, It's Complicated, Julie & Julia, Nine.


Melhor Actriz de Comédia ou Musical: Sandra Bullock (The Proposal), Marion Cotillard (Nine), Julia Roberts (Duplicity), Meryl Streep (It's Complicated), Meryl Streep (Julie & Julia).


Melhor Actor de Comédia ou Musical: Matt Damon (The Informant!), Daniel Day-Lewis (Nine), Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes), Joseph Gordon-Levitt (Days of Summer), Michael Stuhlbarg (A Serious Man).


Melhor Filme: Cloudy With a Chance of Meatballs, Coraline, Fantastic Mr. Fox, The Princess and the Frog, Up.



Melhor Filme Estrangeiro: Baaria (Itália), Abraços Desfeitos (Espanha), The Maid (Chile), A Prophet (França), The White Ribbon (Alemanha).



Melhor Actriz Secundária: Penélope Cruz (Nine), Vera Farmiga (Up in The Air), Anna Kendrick (Up in The Air), Mo'nique (Precious: Based on The Novel Push by Sapphire), Julianne Moore (A Singleman).


Melhor Actor Secundário: Matt Damon (Invictus), Woody Harrelson (The Messenger), Christopher Plummer (The Last Station), Stanley Tucci (The Lovely Bones), Christoph Waltz (Inglourious Basterds).


Melhor Realizador: Kathryn Bigelow (The Hurt Locker), James Cameron (Avatar), Clint Eastwood (Invictus), Jason Reitman (Up in The Air), Quentin Tarantino (Inglourious Basterds)


Melhor Argumento: Neil Blomkamp/ Terri Tatchell (District 9), Mark Boal (The Hurt Locker), Nancy Meyers (It's Complicated), Jason Reitman/ Sheldon Turner (Up in The Air), Quentin Tarantino (Inglourious Basterds).


Melhor Banda Sonora: Michael Giacchino (Up), Marvin Hamlisch (The Informant!), James Horner (Avatar), Abel Korzeniowski (A Singleman), Karen O/ Carter Burwell ( Where the Wild Things Are).


Melhor Música Original: 'Cinema italiano' (Nine), 'I want to come home' (Everybody's Fine), 'I see you' (Avatar), 'The weary kind (theme from crazy heart)' (Crazy Heart), 'Winter' (Brothers).


Melhor Série Televisiva de Drama: Big Love, Dexter, House, Mad Men, True Blood.


Melhor Actriz Televisiva de Drama: Glenn Close (Damages), January Jones (Mad Men), Julianna Margulies (The Good Wife), Anna Paquin (True Blood), Kyra Sedgwick (The Closer).


Melhor Actor Televisivo de Drama: Simon Baker (The Mentalist), Michael C. Hall (Dexter), Jon Hamm (Mad Men), Hugh Laurie (House), Bill Paxton (Big Love).


Melhor Série Televisiva de Comédia ou Musical: 30 Rock, Entourage, Glee, Modern Family, The Office.


Melhor Actriz Televisiva de Comédia ou Musical: Toni Collette (United States of Tara), Courteney Cox (Cougar Town), Edie Falco (Nurse Jackie), Tina Fey (30 Rock), Lea Michele (Glee).


Melhor Actor Televisivo de Comédia ou Musical: Alec Baldwin (30 Rock), Steve Carrel (The Office), David Duchovny (Californication), Thomas Jane (Hung), Matthew Morrison (Glee).


Melhor mini-série ou filme feito para televisão: Georgia O'keeffe, Grey Gardens, Into the Storm, Little Dorrit, Taking Chance.


Melhor Actriz de mini-série ou filme feito para televisão: Joan Allen (Georgia O'keeffe), Drew Barrymore (Grey Gardens), Jessica Lange (Grey Gardens), Anna Paquin (The Courageous Heart of Irena Sendler), Signourney Weaver (Prayers for bobby).


Melhor actor de mini-série ou filme feito para televisão: Kevin Bacon (Taking Chance), Kenneth Branagh (Wallander: One Step Behind), Chiwetel Ejiofor (Endgame), Brendan Gleeson (Into the Storm), Jeremy Irons (Georgia O'keeffe).



Melhor Actriz Secundária de mini-série ou filme feito para televisão: Jane Adams (Hung), Rose Byrne (Damages), Jane Lynch (Glee), Janet McTeer (Into the Storm), Chloë Sevigny (Big Love).



Melhor Actor Secundário de mini-série ou filme feito para televisão: Michael Emerson (Lost), Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother), William Hurt (Damages), John Lithgow (Dexter), Jeremy Piven (Entourage).
► Leia mais...

Elvis On Tour

domingo, 3 de janeiro de 2010


Se perguntarem a qualquer crítico de cinema quais são os melhores documentários de música feitos até hoje, as possíveis e prováveis respostas serão MONTEREY POP, GIMME SHELTER, THE LAST WALTZ, WOODSTOCK e, com sorte, WATTSTAX. Os mais snobs ainda incluirão o SYMPATHY FOR THE DEVIL aka ONE PLUS ONE, o documentário de Jean-Luc Godard sobre os ROLLING STONES.

Uma coisa é certa: nunca ouvirão sair das suas bocas que ELVIS ON TOUR é um dos melhores documentos gravados de qualquer digressão de um grande artista jamais feitos. E essa é a pura das realidades. Isto porque a figura de Elvis é demasiado kitsch e popularucha para ser tomada a sério. Ou assim se tornou, de qualquer das formas. O que não impede de todo de fazer com que este documentário seja uma obra constantemente inventiva a nível visual e a prova final de que Elvis foi um monumento pop que jamais terá rival. A única figura que talvez se aproxime a ele enquanto ídolo e ícone poderá ser Michael Jackson, principalmente agora depois da sua prematura morte.

Filmado num glorioso scope, ELVIS ON TOUR apresenta-nos o King no auge da segunda fase da sua carreira, a dos fatos com lantejoulas e da capa à Super-homem. Mas, embora esteja muito bem filmado, não é isso que torna este documentário único e a redescobrir. Não. É na original montagem que reside o seu maior trunfo: anunciado como apresentado no formato "multiple screen", isto significa que a imagem foi dividida em duas, três ou muitas mais secções para dar um efeito de mosaico ao filme que nos é apresentado. Isto resulta e muito bem principalmente nas partes do concerto em palco, onde podemos ver, ao mesmo tempo, Elvis, os músicos, as coristas e, por vezes também, o público. O efeito acumulativo final é glorioso e nunca cansativo, devido a uma cuidadosa montagem por parte dos editores de imagem.

Fica aqui então a sugestão e, se ainda não ficaram convencidos, vejam o trailer e digam alguma coisa no fim. Ah, e já agora: porque raios e coriscos é que esta maravilha ainda não saiu em DVD, Warner Bros.?

► Leia mais...

Filme do dia: Grey Gardens

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Há certos filmes que estão fadados para se tornarem objectos de culto. Este documentário feito pelos irmãos Maysles nos anos 70 é um desses casos. E o culto à volta de GREY GARDENS parece não ter fim: desde colecções de moda inspiradas nas originais ideias de Edie Beale (sobre ela, mais à frente), a livros, websites, blogs, um recente telefilme com Jessica Lange e Drew Barrymore nos principais papéis, e até um musical de sucesso da Broadway com direito a CD e tudo, o fascínio que a mãe e filha Beale projectam em quem as conhece é inesgotável.

Primas afastadas de Jacqueline Bouvier Kennedy, Edith e a sua mãe vivem uma vida também ela já muito longe dos seus tempos áureos de conviverem com a nata da sociedade americana. Restam-lhes as memórias, as roupas (já velhas e gastas), as muitas fotos, as promessas de uma vida de sonho que nunca se concretizará. E a casa, Grey Gardens. Decrépita e velha, com poucos móveis e num estado alarmante de degradação, a casa é também uma das personagens mais importantes deste documentário e também da vida destas duas carismáticas mulheres.

Mas o que é que torna a vida destas duas personagens assim tão interessante e digna de ser documentada? Para mim, é o seu espírito indomável, assim como o facto de a palavra “desistir” não pertencer ao seu vocabulário. E também o facto de estarmos perante dois perfeitos representantes de uma sociedade que já não existe, mas que insiste em não perecer por muito que caia no ridículo de não largar certas maneiras de falar e de agir em público. É uma espécie de crepúsculo dos deuses, um acidente rodoviário que não consigamos evitar de olhar. Mas acima de tudo, por sermos espectadores privilegiados de uma espécie de reality show que supera qualquer argumento que o mais dotado escritor seria incapaz de criar: a relação entre esta mãe e filha é digna de uma peça de Nöel Coward com os seus requintes de absurdo e sempre pontuadas com apontamentos de cultura para que não esqueçamos que estas duas senhoras têm as três qualidades essenciais numa mulher na época em que foram criadas – brains, breeding and beauty.

Mas fiquem com o filme, porque realmente as palavras não são suficientes para mostrar o quão fascinante GREY GARDENS é. E tornem-se fãs.

► Leia mais...

Top 5 filmes: Filmes Catástrofe

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Ahh os filmes catástrofe... Como prometido num outro post explico agora o meu ponto de vista.
Estamos afastados da natureza. Da natureza selvagem e da nossa natureza. É bom não andarmos sempre cheios de pulgas e piolhos, não termos que arriscar a vida por uma refeição, podermos fechar a janela e deixar o frio do lado de fora. Podermos dar um passeio pelo parque e ver as aves, podermos ir a um parque biológico e ver os javalis e raposas, podermos dar uma pinada sem ser para fazer um bebé e manter a espécie. É uma boa vida.
Ainda assim a maior parte de nós fica com os pelinhos do pescoço em pé quando vê um insecto grande, quando encontra uma cobra ou quando na noite escura os arbustos se agitam. O nosso instinto de sobrevivência, embora pouco utilizado, está lá. Nós sabemos que sim e não o queremos perder, mal seria de nós se tivéssemos a certeza de não nos conseguirmos desenvencilhar sozinhos. Por isso forçamos a coisa - andamos na montanha russa para sentirmos a adrenalina, fazemos jogging para nos certificarmos que conseguimos fugir, informamo-nos de quais os principais perigos naturais da nossa zona de residência.
Para este desejo básico de usar as nossas capacidades naturais temos os filmes catástrofe. Na verdade, acho que ninguém queria estar na zona do sudeste asiático afectada pelo tsunami de 2005, no mais recente terremoto na China ou no caminho do furacão Katrina. Pensamos apenas - e se eu estivesse ali, o que faria?
Eu sei que eu só me safava se pensasse, e não sei se conseguiria pensar. A catástrofes naturais são o meu grande terror. E zombies, vá...
Assim, reúno aqueles que considero os melhores filmes catástrofe.


5º: The Day After Tomorrow (2004)


Qual é o mal comum dos filmes catástrofe? É assumirem que o espectador tem muito boa vontade. Para aceitar na história a presença de absolutas impossibilidades (ver foto - é impossível), para aceitar que os protagonistas têm uma sorte desgraçada porque a morte passa-lhes constantemente a menos de um palmo do nariz e para aceitar a mesma história vezes sem conta - a da família separada que se reaproxima, pois nunca deixaram de se amar. Blergh.
The Day After Tomorrow é maravilhoso nos momentos de destruição. É em larga escala e é num ritmo que aterroriza. Tem momentos de silêncio de morte. Mas tudo isto, o que é bom, acaba depressa. Mais de metade do filme é no depois dos eventos destrutivos consumados. Os personagens e a história não são tão bons que aguentem tal pasmaceira. Mantém-se um bom filme, especialmente se tivermos em conta que, fora o exagero visual de algumas sequências e a rapidez com que tudo se processa, é mesmo o que nos vai acontecer. É tramado.


4º: Deep Impact (1998)


Um filme de meteoro pode ser bom? Pode. E pode acabar mal? Não.
E se soubermos em que data vamos todos para os anjinhos? Eis o que é raro num filme catástrofe. O Armageddon tem isso, mas é tratado com tal irrelevância que é como se não interessasse. No filme Deep Impact é isso desde o início. O filme apresenta três histórias: a do personagem do Elijah Wood, na altura ainda novinho, como o rapaz que descobre o meteoro. A história do personagem do Robert Duvall, astronauta que vai rebentar como meteoro, e a história do personagem da Téa Leoni, a jornalista que acidentalmente tropeça na notícia do meteoro, levando à sua divulgação. É cada história para seu lado, os personagens não se cruzam, e dos três referidos só um sobrevive. O mundo não acaba nem os Humanos se extinguem, mas todos se preparam para isso. Se todos os filmes catástrofe fossem assim não se diria que são sequências de efeitos especiais com história (básica) para encher. Em efeitos especiais não está nada mal, e tem a minha sequência favorita de catástrofe. A água a retroceder na praia antes da chegada da onda gigante. Medo.


3º: 2012 (2009)


O recém-estreado 2012 é um rebuçado para quem gosta de cenas de destruição. É verdade, finalmente um filme em que acontece o pior do início ao fim. Tem de tudo - tremores de terra, fissuras, deslizamentos, maremotos, erupções, tsunamis, etc, etc. As sequências em que é só história sem um desastre a acontecer mesmo ao lado são raras e breves. Este filme, acreditem-me, exige mesmo muito boa vontade para aceitar a sorte dos personagens. Mas muita muita muita. Picuinhices à parte, se assim não fosse, não se conseguia mostrar tanto em tantos sítios.


2º: End Day (2005 - TV)

É mais ou menos um filme, mais ou menos um documentário, da BBC. É tipo Groundhog Day, repete-se o dia, diferem os eventos. O filme/doc segue o Dr. Howell a acordar, dirigir-se ao aeroporto e apanhar um avião do Reino Unido para os EUA, onde vai fazer uma experiência com um acelerador de partículas. Vemos as pessoas por quem passa, o percurso feito uma e outra vez. À primeira há um mega-tsunami. À segunda (repete o acordar, repete as notícias, repete o táxi) há um asteróide. À terceira há uma pandemia. À quarta há a erupção do vulcão de Yellowstone. Todos os eventos afectam particularmente uma ou mais das pessoas por quem ele passa, a ele não particularmente. À quinta o Dr. Howell consegue apanhar o avião, e a catástrofe desta vez é causada pelo acelerador de partículas.
Cinco filmes catástrofe num só. Two thumbs up. Eis o filme:



1º: An Inconvenient Truth (2006)


Este é para levar a sério. Ver e aprender.
► Leia mais...

Próximas estreias: The September Issue

segunda-feira, 14 de setembro de 2009



Eu ultimamente ando numa fashion frenzy! Confesso que ainda não me recuperei dos efeitos causados pelo delicioso THE DEVIL WEARS PRADA (com uma brilhante Meryl Streep a interpretar uma versão da mulher mais tirânica do mundo da moda, a britânica Anna Wintour, a Editora-Chefe de há 20 anos a esta data da revista de moda mais influente do planeta, a Vogue americana) e mais ainda agora que o canal E! Entertainment acaba de estrear um reality show baseado no filme: 3 estagiárias a competirem por um lugar na Marie Claire americana! E o bitching já começou! JOY! Mas o melhor eu ainda não disse: a Editora de Moda convidada para fazer parte da equipa da Marie Claire é nada mais, nada menos do que Nina Garcia, ex-Editora-Chefe da Elle americana e famosa júri do igualmente delicioso Project Runway! FASHION FRENZY!!!

Bem, mas não é disso que eu vou hoje falar. Não. É de algo infinitamente melhor: e que tal seguirem os passos de Anna Wintour em pessoa enquanto ela prepara a edição mais procurada e vendida do ano - o número de Setembro da Vogue americana? Só em sonhos, dizem vocês. THE DEVIL WEARS PRADA for real? Riiiight... Mas é mesmo verdade. O documentário chama-se THE SEPTEMBER ISSUE e quem já o viu diz que é do melhoril, se me permitem a expressão. Bem, agora vamos mesmo ver se os factos retratados no filme sucesso de Streep foram largamente exagerados para o bem da ficção... ou não...!

► Leia mais...

/