TV: Being Human 3

sábado, 8 de janeiro de 2011



Ainda não há data para estreia, por isso até lá é ir acompanhado os broadcasts da Annie e pedir o favor de não demorarem muito.

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Trick or Treat!

domingo, 31 de outubro de 2010



E é chegada uma das noites mais aguardadas do ano: o Halloween! Mascarem-se, vejam um filme de terror, brinquem, divirtam-se, enfim, façam o que quiserem, mas marquem este dia tão especial! Como brincadeira, fiquem com este episódio da série Addams Family original sobre o Halloween, desculpando desde já a redundância. Fiquem bem e uma boa Noite das Bruxas para todos!

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TV: Being Human

segunda-feira, 11 de outubro de 2010


Assume-se que seja fácil ser uma pessoa comum em Liverpool. Fazer o chá pela manhã, arrumar a casa, ir trabalhar, voltar do trabalho, ir ao pub, dormir e repetir. Assume-se até que com algumas peculiaridades se consegue ter uma existência banal. Sejam elas não morrer, estar morto ou ser um lobo uma vez por mês. Assume-se. E correctamente.


Este post é para todos os que, como eu, pelo anúncio ou por um qualquer resumo ou review perceberam que Being Human era uma série de criaturas sobrenaturais, maus efeitos especiais e com muito pinanço gratuito. Apesar de ter sido transmitida pelo canal Fox semanalmente antes dos episódios da última temporada de Lost, não me parece ter tido a adesão merecida. Há que corrigir a impressão errada que possa ter ficado: das criaturas sobrenaturais o cliché acaba antes de começar, dos efeitos especiais… são maus, mas isso não é relevante e do pinanço há pouco, que a gratuicidade é para séries sem substância. Esta série é comédia dramática, comédia em força, drama de nos fazer religiosamente colar à TV todas as semanas.

A ideia é básica: um vampiro com algumas décadas, uma recém-fantasma e um recém-lobisomem juntam-se para serem normais. O resultado imediato para o espectador é encontrar uma série de buddies, com um interesse acrescido.
Ser humano não é tão fácil quanto se espera, há vampiros conspiradores, religiosos perseguidores e, para a fantasma que ninguém vê, uma imensidão de solidão. Não vou entrar por descrições do que ocorre na série, porque estrago. Leitores, façam um bom negócio e encomendem na Amazon a caixa com as duas temporadas já transmitidas.
Três amigos, três house-mates, que são e fazem por ser humanos. Banal. Para apagar da memória aquele mau anúncio da Fox, deixo um vídeo bem mais fiel ao espírito da serie.



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Zombie Roadkill

domingo, 3 de outubro de 2010



Este post serve fundamentalmente uma dupla função: a de promover esta web-series que estreia amanhã no site FEAR.net e também para formalmente anunciar que doravante a nossa colega no crime Tó se irá debruçar e concentrar as suas energias na escrita de posts sobre séries de TV, a sua grande paixão.

Posto isto, deixo-vos com o trailer para esta hilariante web-series que, tal como disse, estreia amanhã num computador perto de si. Já agora: quem se lembrou de uma coisa destas só pode ser genial. E quem resolveu financiar esta loucura só pode ser louco. Parabéns a ambos.

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Mildred Pierce de Todd Haynes na HBO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010



Se já se começavam a perguntar qual seria o próximo projecto de Todd Haynes depois do sucesso de I'M NOT THERE, aqui têm a resposta: uma mini-série para a HBO com Kate Winslet e Guy Pearce nos principais papéis sobre a obra Mildred Pierce, já passado ao grande ecrã nos anos 40 com Joan Crawford.

Com estreia marcada para a Primavera de 2011, este é realmente um projecto que irá ser aguardado com extrema expectativa. Fiquem com o trailer.

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Moomins and the Comet chase

quinta-feira, 26 de agosto de 2010



Ora aqui está uma colaboração que eu nunca pensei ver: Björk a compôr uma canção para os Moomins! Lembram-se deles? Se pertencerem à minha geração, não há como não se lembrarem. Pois é, eles agora têm um filme a estrear e em 3D, no less. Mas felizmente no espírito da série original. Fiquem com o trailer, com o video da canção e com o link para a página oficial. E até já.



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Alerta Trailer: The Green Hornet

quarta-feira, 23 de junho de 2010



Já há muito que andavam a prometer a adaptação ao cinema desta clássica série de TV que lançou Bruce Lee e o filme aqui está, embora só o vejamos em Janeiro de 2011. Michel Gondry, o génio francês dos videoclips, é o realizador e o trailer aqui está para todos verem. A minha primeira impressão é que tem um aspecto um pouco genérico e não se consegue nos poucos minutos que tem o trailer vislumbrar o estilo muito sui generis que caracteriza o estilo de Gondry. Mas esperemos ansiosamente pelo resultado final.

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Feliz 100º Aniversário, Monsieur Cousteau!

sexta-feira, 11 de junho de 2010



Quem não se lembra dos seus lendários programas de televisão onde ficávamos todos a sonhar, perdidos no seu admirável mundo novo das águas profundas, cheio de criaturas estranhas que se moviam graciosa e delicadamente, como se em câmara lenta estivessem? E do seu barco, o Calypso? Se hoje fosse vivo, festejaria 100 aninhos. Parabéns, Monsieur Cousteau. E obrigado por nos fazeres sonhar.

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Alguns Maus da Fita de provocar arrepios

domingo, 11 de abril de 2010


Estamos quase a fazer um ano de existência. Vou tomar a liberdade de dar o pontapé de saída a uma semana de celebração, e que melhor forma de celebrar o Maus que com uma pequena homenagem a Maus?
Não é um top, porque é uma partilha dos meus pavores, e nisto de medos não há como dizer que um é mais medonho que outro. Ei-los:

Eugene Tooms (X-Files temporada 1 - episódios #3 "Squeeze" e #21 "Tooms")

Nos tempos idos em que a TVI era um canal novo especulou-se que o canal deixasse de existir devido às fracas audiências. Antes de se ter tornado o canal mais visto - na altura do Big Brother, em 2001 - e de se ter dedicado quase exclusivamente às telenovelas e talk-shows, mantendo agarradas à televisão as senhoras com mais idade, o trunfo da TVI eram as boas séries, que nos anos '90 eram exibidas em horário nobre. A série que manteve a TVI viva durante algum tempo, série à qual depois se juntaram outras de qualidade, foi Ficheiros Secretos. Eu era tween na altura e via-a religiosamente, apesar de aquilo me afectar o sossego no fim-de-semana que se seguia (era transmitida à quinta ou sexta-feira, disso não me lembro com precisão). O episódio que mais me afectou, de tal forma que já tendo passado a casa dos 20 ainda às vezes tomava duche em sobressalto se ouvia algum barulho no exterior, foi um dos com o Eugene Tooms.
A personagem apareceu pela primeira vez no terceiro episódio da primeira temporada e voltou ao vigésimo-primeiro (o que eu vi). Era um fulano mutante de ossos e músculos extensíveis que conseguia passar por sistemas de ventilação apertados - sanitas (daí o meu pavor, you see) - que passava quase toda a sua existência a hibernar. Acordava de 30 em 30 anos para comer fígados humanos e voltava à toca para hibernar mais 30. A descrição dos episódios está aqui e aqui. Para quem queira rever, ou ver pela primeira vez, os episódios estão disponíveis pela net a partir de um simples clic. Na Amazon, sem trafulhices.

Hillbillies (Deliverance; Calvaire; The Hills Have Eyes; etc.)

Pavorosos - porque existem, em todos os países do mundo. Ainda acerca de X-Files, num episódio (temporada 4 - episódio #2 "Home") os não-consanguíneos Mulder e Scully investigam uma família de Hillbillies que se diz serem simultaneamente irmãos, primos, filhos, pais e avós uns dos outros que vivem como nas zonas rurais do E.U.A. se vivia no início do século XX, sem água canalizada, à luz das velas e por aí fora. No final do episódio encontram a única mulher da família, sem braços ou pernas, enfiada debaixo na cama em cima de uma tábua com rodas. Eis o que diz a Wikipédia: ""Home" was inspired by a tale in Charlie Chaplin's autobiography, about the time he stayed at a tenement home while touring in a British musical theatre. After dinner, the family took him upstairs to meet their son - and pulled him out from under a bed. The son had no arms and legs and flopped around while they sang and danced. Glen Morgan read the story and decided to use the incident.". Erghh...

Onryō (Ju-On; Chakushin Ari; Ringu; etc.)

Atrás da porta encostada, debaixo da cama, ao virar da esquina, no banco traseiro do carro, no andar de cima - pode estar um ju-on à espera. Estas pessoas que morreram enfurecidas e/ou injustiçadas voltam devagarinho. Pode ser para se vingarem de quem lhes fez mal ou para aplicar a vingança em qualquer um que se cruze no seu caminho. Tal como nas histórias clássicas japonesas, quando sabemos a história toda ficamos com um ponto de interrogação sobre a cabeça (as histórias para crianças não são daquelas em que a moral da história é clara, às vezes até parece que o que a lenga-lenga diz é para praticar o mal). O que é claro é que o ju-on não quer a amizade de quem encontra, quanto muito pode querer à força o amor de alguém (como em Honogurai Mizu No Soko Kara / Dark Water). Os filmes com estas criaturas demoníacas colam-me ao ecrã mas procovam-me uma reacção histérica igual à que tenho quando vejo uma aranha daquelas de rabo gordo e pernas enormes e fininhas. Assim tipo... guinchos, vá...

Criaturas marinhas (Dagon; Pirates of the Caribbean; etc.)

Sou nascida e criada na cidade. Escuridão absoluta não é para mim. É assim que se vive lá embaixo - no escuro, no frio, entre os seres bizarros das profundezas dos oceanos. Quanto mais se desce mais estranho fica, e para os meios de que nós - macacos verticais sem pêlo - dispomos actualmente, muito dos oceanos fica por explorar (absolutamente positivo do ponto de vista ecológico, mas isso é outro assunto). Apesar de citadina vivo perto da água e não sei se é do ar salgado ou do nevoeiro gelado mas quando oiço histórias de pescador - por assim dizer - acredito naquilo tudo. Porque não acreditar? Não há como comprovar que é mentira. Seja o velho Adamastor, as enganadoras sereias ou o aterrador Cthulhu, tudo é possível.

Espelhos (Mirrors; Poltergeist III; etc.)

Outro coisa que me causa pavor são espelhos. Embora os espelhos sejam amigos, impedindo-nos de sair de casa fazendo uma triste figura, há tantas histórias com o que se pode passar do outro lado do espelho, que acho que é inevitável mais cedo ou mais tarde uma pessoa pôr-se a pensar "porque não?". Fazia isso de forma totalmente inocente até ter visto o Poltergeist III. O primeiro da série não me afectou, o segundo não vi sequer, já este malandreco apesar de me ter parecido um comum filme série B afectou-me a sério. O filme Mirrors (de 2008) volta a tocar no mesmo ponto sensível. Agora já tenho medo que saia um homem da sanita, que um jo-on me ponha a mão na cabeça durante o banho e que haja um demónio no espelho. Ficção, só te falta encontrar um monstro para o bidé.  

Zombies (28 Weeks Later; Day of the Dead; etc.)

Já disse que sonho recorrentemente com zombies? Foi-me dito recentemente que está relacionado com a rapidez dos frames do 28 Days Later, até pode ser, mas estes sonhos começaram após ter visto o aflitivo 28 Weeks Later. Basta-me um vão de escada deserto, dar um passeio nocturno no nevoeiro ou falhar a electricidade que vem o pensamento. E se estiver toda a gente morta - ou pior, e se estiver toda a gente meio-morta e me quiserem tirar um naco de carne? Onde está a minha família e amigos? E se querem fazer mal ao cão?  Fujo? Para quê e para onde? Espero que nunca chegue esse dia.
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Girls On Film

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Ora muito bem, então eu inspirado pela loucura nacional que o programa America's Next Top Model está a fazer por tudo que é agregado familiar (leitores, se têm o canal Sic Mulher e ainda não viram ou acham que aquilo é só para gajas, não sabem o que andam a perder), resolvi fazer um artigo especial sobre as verdadeiras Top Models, as primeiras, as únicas, as originais, as lendas. E, para não escapar muito ao tema deste blog, vão também ficar a saber quais foram os filmes onde as mesmas entraram, quer seja em papéis principais, secundários ou simples aparições. Comecemos então. Fiquem com as 10 magníficas:

Dorothy Virginia Margaret Juba, mais conhecida por Dovima, foi descoberta na rua por um editor de moda da Vogue e no dia seguinte estava a ser fotografada nada mais, nada menos do que por Irving Penn. Com Richard Avedon vai tirar as suas fotografias mais icónicas e inspirar o filme FUNNY FACE, protagonizado por Audrey Hepburn. Dovima faz uma papel secundário nesse filme onde representa uma modelo muito elegante, mas também muito burrinha. Quando morreu, foi reconhecida como uma das últimas modelos aristocráticas, senhora de um porte único.



E falando em aristocracia, a senhora que se segue pertence exactamente a essa classe social. Filha de um Conde e de uma Condessa, Vera Gottliebe Anna Gräfin von Lehndorff-Steinort, mais conhecida por Veruschka, é talvez a modelo mais camaleónica da história da moda e concerteza a mais versátil. Musa de muitos artistas, chegou mesmo a trabalhar com Salvador Dali, mas foi com o famoso BLOWUP de Michelangelo Antonioni que ganhou maior proeminência onde protagoniza uma agora mítica sessão de fotografia com o actor David Hemmings.



E falando em America's Next Top Model, concerteza que o nome Twiggy não vos é desconhecido. Esta gaiata fez furor nos anos 60 e com apenas 16 anos era a cara de toda uma geração. Lesley Hornby de sua graça, vai mais tarde dedicar-se ao cinema e à moda provando que era dona de muitos talentos. Já aqui falei de um filme onde representa o papel principal e muito bem, o THE BOY FRIEND de Ken Russell, naquele que é, talvez, o meu musical favorito. Uma "living légende", como Tyra gostava de a chamar.



Cecilia Ann Renee Parker, mais conhecida por Suzy Parker, foi das modelos mais bem pagas nos anos 50 e musa de Coco Chanel. Irmã de Dorian Leigh, outra supermodelo dos anos 50 (aquela família devia ter muito bons genes!), vai fazer capa de tudo que é capa de revista de moda e, mais tarde, entrar em alguns filmes e séries de TV. Foi outra das modelos que fez uma aparição em FUNNY FACE.



Marisa Berenson é também filha de uma condessa e nos tempos áureos da sua carreira de modelo era vista como a Party Girl, sendo vista em tudo que era evento social. A sua carreira no cinema está ligada a grandes nomes, entre eles Luchino Visconti (MORTE EM VENEZA) e Stanley Kubrick (BARRY LYNDON).



Jean Shrimpton, uma inglesa com feições clássicas, também fez capa de tudo que era revista de moda durante a sua meteórica carreira e teve casos com o fotógrafo David Bailey e com o actor Terence Stamp. Entra no filme PRIVILEGE de 1967 juntamente com Paul Jones.



Penelope Tree, uma anglo-americana com uma cara realmente fora da norma devido aos seus proeminentes olhos afastados, inspirou também ela toda uma geração e foi uma das responsáveis, juntamente com os Beatles, de difundir os Swingin' 60's. Ironicamente, entraria mais tarde num filme que parodiava a carreira dos Fab Four, THE RUTLES.




Jean Patchett foi outra das supermodelos dos anos 50 que fizeram furor e marcaram toda uma década, tendo sido convidada para entrevistas televisivas numa época em que a loucura actual que vivemos à volta do mundo das Top Models ainda não era moda. Foi outra das modelos que fez uma aparição em FUNNY FACE.



Peggy Moffit, musa do fotógrafo Rudi Gernreich que tirou as suas fotos mais icónicas com ela, é talvez a modelo mais avant-garde desta lista. Vai participar num filme-chave da década de 60, QUI ÊTES-VOUS, POLLY MAGOO?, do fotógrafo americano William Klein. Neste delírio visual, é feita uma crítica mordaz à artificialidade do mundo da moda. Qualquer dia vou escrever mais a fundo sobre este filme que merece ser redescoberto.



Last but not the least, temos a única modelo afro-americana com direito a lugar de honra nesta lista, Donyale Luna, née Peggy Anne Freeman. Dona de uma beleza singular e, por vezes lunar, como o seu nome indica, é a primeira modelo afro-americana que vai fazer capa da Vogue Britânica e causar uma revolução de valores. No cinema, vai ser requisitada por monstros sagrados tais como Fellini, Warhol e Otto Preminger. O seu declínio vai ser causado por uma crescente dependência de drogas. Era também conhecida por ser um pouco aluada e despegada do mundo real, fazendo assim novamente jús ao seu nome.



Por isso, já sabem: a próxima vez que se sentarem a ver o famoso programa de moda de Tyra Banks, lembrem-se que aquelas catraias que têm a mania que nasceram Top Models ainda têm muito que aprender para chegar aos calcanhares das senhoras acima destas linhas.
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Onde está o Wally?: Jared Leto

quinta-feira, 26 de novembro de 2009


Ora eu sei que o Keanu Reeves tem uma banda. O Bruce Willis também. Não sei o nome da banda de nenhum, nem ouvi nenhuma música deles. Lembro-me de mais uns quantos que sei que também fazem música. Sem contar com o Wally de hoje, o único de quem conheço músicas é o Harry Connick Jr., mas se esse está solidamente consagrado quer como músico quer como actor, de outros actores sabemos das suas bandas como se fossem um hobby, independentemente de realmente serem ou não. As músicas deste Wally estão fresquinhas e a passar na Mtv, e parece que a carreira como actor - já com uns quantos anos - é agora a curiosidade na carreira de um vocalista.

Quem como eu vê mais séries do que devia poderá lembrar-se que depois da estreia do filme Romeo + Juliet de Baz Lhurmann (que foi em 1996 ou 1997) foi transmitida entre nós uma série com a Claire Daines muito novinha, que se chamava My So-Called Life. Esta série não durou nem por lá nem por cá e não encontro outra razão para a exibição tão tardia que não a de mostrar qualquer coisa da Julieta antes de ser Julieta. Um dos putos dessa séria era o Jared Leto. Naturalmente não num dos papéis que ficaram para a memória, não como Fight Club (1999) ou American Psycho (2000). No Fight Club era o rapaz de cabelo descolorado que fica com a cara feita num oito e no American Psycho era a vítima na sequência do sofá. Vendo a lista dos seus filmes no IMDb vemos que a maior parte dos personagens que interpreta morrem, se não morrem andam lá perto.

Nos últimos anos os filmes vêm a menor velocidade, será a música a tomar-lhe mais tempo. Deixo um vídeo da banda 30 Seconds to Mars, da música deles que me parece menos emo.
 
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Por favor não me morda o pescoço

sexta-feira, 23 de outubro de 2009









Dos filmes de terror que vemos enquanto crianças fica sempre algo na memória. Os miúdos não são parvos e há filmes que mesmo para olhos jovens há qualquer coisa que lhes tira a seriedade.
Um papão que entra pelo buraquinho da fechadura é parvo, claro. Mas e se conseguisse? E se já está cá dentro? Acho que vou chamar os meus pais para me levarem em segurança para a cama deles. Irra, que medo.
Mesmo vendo a imbecilidade da coisa, as crianças ficam um pequenino medo.

Como criança absolutamente medrosa que era - e ainda sou, apesar de adulta (aqueles episódios iniciais de X Files mexeram comigo) - tudo me aterrava. O vídeo de Thriller do Michael Jackson matava-me. Tive medo até do filme que começava com uma animação catita e se chamava Por Favor Não Me Morda o Pescoço.

Um dos grandes factores de medo nesta coisa de filmes de vampiros é que as pobres coitadas que iam primeiro eram as virgens. Ora o meu signo do zodíaco é virgem. Medo.
Com o passar dos anos percebi que o relevante não era o signo, e isso tirou-lhe o interesse todo.

Se não há entre nós quem não tenha visto o filme - e quem tiver o canal TCM já o viu à vontade 50 vezes no último mês - não vale a pena alongar-me na história. E sim, eu sei quão maçadores são os meus post quando faço isso. Por isso vou continuar a falar da minha experiência pessoal.

O Polanski só começou a ser o Polanski para mim há muito pouco tempo. Antes era "o baixinho do Por Favor [...]". A Sharon Tate a mesma coisa, menos a referência à estatura.

A abertura do filme é um mimo não só pela animação ao estilo da época (1967), mas também por isto:



A música. Faz-me lembrar de imediato a perseguição do vampiro esquentado ao baixinho Polanski, o Professor Abronsius esquecido entalado na janela, as estalactites de ranho. Enquanto cachopa com medo de tudo o que era de terror não fugia a sete pés deste filme. Demorar um pouco mais a adormecer não era um efeito secundário insuportável e a compensação era grande. Hoje só me aborrece saber o que acontece a seguir.

E porque mencionei X Files há pouco, quem se lembra daquele episódio passado numa terriola infestada de vampiros em que o Mulder para ganhar tempo espalhava sementes pelo quarto, fazendo o rapaz de entrega de pizzas (vampiro) dizer-lhe com um ar muito desapontado "porque fizeste isso?" antes de se pôr de cócoras a apanhar as sementes, adiando assim a refeição-Mulder.
Não tem uma relação directa, mas é bom humor com vampiros. O que, sendo raro, é sempre apreciado.

E afinal como é que este filme se chama, mesmo?

The Fearless Vampire Killers

Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck

Dance of the Vampires

É todos os títulos acima. Embora o título em portugês não seja uma tradução fiel é uma adaptação do mais jeitoso.
O que também é raro mas sempre apreciado.
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The Munsters

quarta-feira, 7 de outubro de 2009



E porque para mim Outubro significa Halloween, e porque para mim Halloween sem a família Munsters não é mesma coisa, aqui fica um episódio inteirinho da série de culto que fez furor junto da geração baby-boomer americana numa altura em que o terror era de trazer por casa. Literalmente, neste caso. Enjoy!

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Onde está o Wally? - Jeffrey Dean Morgan

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Aproveitando a edição em home video de Watchmen, o meu cérebro lança-se a reconhecer uma cara. Sim, o meu cérebro às vezes funciona ao retardador.

Vários são os actores que têm carreira lançada no cinema, depois a coisa murcha, seja porque ficou colado a um estilo, porque passou de moda ou por qualquer outra razão que seja privada, e dá-se a vida artística da pessoa por morta. Ou actores cuja carreira no cinema nunca foi grande coisa. Depois aparecem numa série e ressuscitam. É o caso do Patrick Dempsey, Dr. Derek Shepherd (McDreamy) da Anatomia de Grey, que era um puto com aspecto de nerd nos 80s, nos 90s a coisa morreu, depois da série (e de ter ficado com uma carinha mais composta) voltou a ter alguma acção no cinema, pouca. Tenho apanhado alguns sustos ao encontrá-lo em filmes antigos, mas não foi este que o meu cérebro reconheceu. Nem à Katherine Heigl que tem andado pelo cinema, mas ao namorado / noivo morto da sua Izzie. Quem como eu viu um par de episódios de Anatomia de Grey, se não ficou viciado é porque é muito forte, já que o que falta à série em relevância é largamente compensado em estrutura género telenovela. O que acontece a seguir?, quais as consequências do que esta pessoa vai fazer? - este género telenovela.

Não vou explicar quem é o Denny Duquette (noivo morto) ou quão heart-breaking foram os episódios com ele., vivo ou morto. Quem acompanha a série sabe, quem não acompanha... dai-vos por felizes. Para mim o Denny ficou uma espécie de Jorge Tadeu da Tieta ou Heathcliff do Monte dos Vendavais (<- tentativa de seriedade): uma paixãozinha no meu coração que é no fundo um coração de sopeira.

Passando Jeffrey Dean Morgan (noivo morto da Izzie) no IMBb é um gozo ver o seu percurso. Não tenho dedos suficientes, de mãos e pés, que consigam contar as séries por que passou. Entre outras: Supernatural, ER, CSI, Star Trek, JAG, The O.C. e Walker, Texas Ranger.
Sim, Walker, o Ranger do Texas.

Reconheço-o como Comedian de Watchmen e o Linus reconhecê-lo-à também como Dan de Taking Woodstock. Numa carreira com já quase 20 anos com um pézinho do cinema e outro na TV, parece-me que estamos a vê-lo a começar. Se se dedicar a 100% ao cinema, espero que se torne um grande senhor, género Anthony Hopkins. Senão, vamos continuar a vê-lo em todo o lado. Bem bom.
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A Night at the Roxbury

sábado, 30 de maio de 2009


Corria o ano de 1998 quando foi lançado o filme A Night at the Roxbury. Os dois personagens principais, os irmãos Doug e Steve Butabi, saem dos sketches do Saturday Night Live para uma longa-metragem. Pode não ter sido o primeiro, mas foi um dos primeros dos muitos filmes daquele enorme grupo de buddies conhecido anteriormente como tipos ex-SNL, agora designados como frat pack, que tem o núcleo nos irmãos Wilson, Vince Vaughn, Ben Stiller e... Will Ferrell. Sim, pensando nisso, quando aparece um num filme aparecem logo outros dois ou três. Se há moça que é homem (ou rapaz adolescente) que chegue para ser one of the boys, é a Molly Shannon, que também está no Roxbury.

Convém ter mais de 23 anos hoje para se perceber o que no Roxbury é datado e o que no Roxbury era datado na altura em que foi feito. Em 1998 a musica de Haddaway era considerada chunga, mais, era considerada fora e isso era grave. Tipo Corona (The Rhythm of the Night) e os primeiros anos dos The Prodigy. Mau, muito mau. Em 1998 os telemóveis eram do tamanho de um estojo de lápis, não de um tijolo. Mas continuavam a ter antenas retrácteis.

Os irmãos Butabi vivem num universo próprio, o pai vive num universo também só dele e a mãe saiu do Melrose Place, versão pior. A mãe existe para existir e o pai tem uma loja de plantas falsas em que os filhos trabalham, enquanto não abrem o seu proprio night club, tão ou mais fixe que o Roxbury, onde nunca conseguiram entrar, apesar das muitas tentativas com demontrações de coolness ao porteiro, à partida destinadas ao fracasso aos olhos de qualquer um menos aos deles. É daqui que o filme parte, sem que seja relevante o rumo que leva a história logo que haja gags. A Night at the Roxbury é um filme para partilhar - preferencialmente com irmãos - pois tem frases e dance-moves que se tornam imediatamente private jokes para sempre.

Será que vou ver o trailer que se segue a abanar a cabeça para um lado? Não... siiiim!

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Vampiros e mais vampiros

quinta-feira, 21 de maio de 2009


Eu não avisei que 2009 iria ser o ano dos vampiros? 2008 já previa isso... É da maneira que dão um bocadinho de descanso aos zombies. Também, é suposto eles estarem mortos, correcto? Por isso, paz às suas almas.

Bem, por onde começar? Ok, sem contarmos com o LESBIAN VAMPIRE KILLERS (já aqui tratado), podem esperar ser atacados por estas criaturas sanguinárias literalmente por todas as frentes. Senão vejamos: Alan Ball, o criador da clássica série televisiva SIX FEET UNDER, volta à carga com a segunda temporada de TRUE BLOOD, uma crónica com algo de "pulp" que conta as aventuras e desventuras de uma comunidade de vampiros no sul da América. O enredo até é bem interessante: os vampiros deixaram de beber sangue humano, tendo sido encontrado um substituto que é comercializado em latas de refrigerante com o nome de... TRU BLOOD, assim mesmo, sem o E. Que ghetto que nós estamos... O que é certo é que os vampiros são agora aceites na sociedade como pessoas mais ou menos comuns. Pois. Os humanos é que ainda não os aceitam lá muito bem, o que provoca nos vampiros um certo receio de "sair do caixão"... Realmente, deve ser um bocadinho como "sair do armário": nunca se sabe qual vai ser a reacção das pessoas. Há quem não se importe, digo eu. E diz também a Anna Paquin, a menina aqui do poster e a personagem principal da série que se vai envolver (obviamente, senão não havia série!) com a vampiragem local.

Saindo do pequeno écrã e saltando para o grande, temos duas igualmente grandes estreias no horizonte. Começando pela mais aguardada por tudo que é teenager por esse mundo fora, o segundo filme da Saga Twilight - NEW MOON - já tem poster e podem dar uma vistaça de olhos à coisa aqui à vossa esquerda. Pelos vistos, vamos ter direito a triângulos amorosos e tudo. Não me perguntem é mais pormenores que eu não os sei. Não estavam à espera que eu tivesse lido os livros, pois não?!

O filme só estreia lá para Novembro mas o grau de antecipação já é tão grande que nos próximos prémios MTV irá passar um clip do filmezito para gáudio de milhões de teenagers inconscientes. E inconsequentes, digo eu. Mas se querem que eu vos diga a verdade, verdadinha, também estou assaz curioso para ver como a história se desenrola. Que querem, o bichinho dos vampiros mordeu-me o pescoço.


Mas o que eu quero mesmo ver é este, aqui em cima: BLOOD THE LAST VAMPIRE. Se bem se lembram, este título pertence a todo um franchise multimédia acerca da história da menina do poster, um halfling com mais de 400 anos e a quem querem dar cabo da sua raça.

Tanto o anime, como o manga, como o jogo de PC, como, penso eu, o filme a estrear, contam uma parte da sua história, convidando assim o espectador, leitor, ou jogador a uma maior interacção com todo o enredo. A ideia é realmente muito boa e é pena que não tenha sido mais aproveitada no Ocidente. Normalmente, o que acontece é de maneira inversa: se um filme tiver muito sucesso, dá origem ao jogo de PC, ao comic, ao desenho animado e por aí adiante. Confirmem no trailer em baixo se vale a pena ou não.



Enquanto isso, vou-me deleitando com o CD da Banda Sonora de THIRST acabadinho de chegar à minha caixa de correio. O compositor é o mesmo de OLDBOY e de SYMPATHY FOR LADY VENGEANCE, por isso já devem imaginar o calibre deste som. Quanto ao filme, estreou estes dias por Cannes e já dividiu opiniões. Uns gostaram à brava, enquanto que outros nem por isso, achando que a inclusão de cenas cómicas retirava peso ao drama principal. A ver vamos. Reservo os meus comentários para quando me sentar numa sala escurinha para o ver.
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