Top 10 Comic Movies: the Bizarro Edition

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Este Top é especialmente dedicado a todos aqueles que quando se dizem as palavras "comics" e "filmes" só conseguem pensar em Batman ou Superman ou ainda Iron Man. Pois fiquem todos a saber que os filmes que se seguem são todos, todinhos baseados em comics e foram todos, todinhos adaptados ao Cinema, como comprovam os trailers que os acompanham. E se ainda não repararem, este Top é mais uma incursão no bizarro. Por isso, ponham lá os cintos de segurança e venham daí!

10º: 3 Dev Adam de T. Fikret Uçak


Benditos sejam os turcos, pois criam maravilhas do Kitsch como esta que aqui temos. Digam-me lá onde podem encontrar outro filme que tenham o Capitão América e o Homem-Aranha a combaterem entre si? Ah!, e o aracnídeo senhor é o mau da fita! Se eu vos disser que o El Santo também por lá entra, não vos vou estragar o filme, pois não? Bem me parece que não.




9º: Baba Yaga de Corrado Farina

 

Guido Crepax é uma figura de culto dos Fumetti, os comics à italiana. E a sua Valentina, a musa de muitos geeks devoradores de páginas desenhadas à mão. Pois é mesmo de Itália que vem a sua maior homenagem - BABA YAGA - um clássico do Eurosleaze, com grandes doses de nudez, uma história de sexo sórdido (como convém, aliás) e muitas mulheres bonitas à mistura. Só mesmo nos 70's, meux amigox!




8º: Barbarella de Roger Vadim


Que não restem dúvidas: eu AMO este filme! Desde a performance camp OTT da Jane Fonda [mas por que raios é que a mulher decidiu em dar em feminista (nos 70's) com a mania das aeróbicas (nos 80's)?!], aos cenários pop psicadélicos, às personagens, à magnífica banda-sonora, enfim, tudo mesmo! Jean-Claude Forest de certeza que não imaginaria que a sua navegadora intergalática se iria tornar um símbolo da cultura Pop quando a criou. Agradeçamos também a Roger Vadim (na altura namorado de Fonda) ter realizado um dos maiores guilty-pleasures cinematográficos de que há memória!




Gwendoline de Just Jaeckin


O realizador de EMMANUELLE serve-nos aqui um prato sofisticadíssimo, com requintes de sado-masoquismo que nem o seu anterior HISTOIRE D'O faria prever. O seu olhar meticuloso de ex-fotógrafo profissional está aqui mais presente que nunca e o meu piqueno coração só tem mesmo pena que já não hajam assim amantes do erotismo no Cinema como estes: desinibidos e provocadores como só algumas mentes visionárias o conseguem ser.




6º: Li'l Abner de Melvin Frank


Ora aqui está uma espécie de raridade: uma produção dos anos 50 com músicas à mistura e tudo, como convém, baseado no comic strip de Al Capp sobre uma família de hillbillies, habitantes de uma tal Dogpatch lá para as bandas do Kentucky. Se vos parece bem, aos americanos também, visto que este Sr. Capp desenhou durante 43 anos as aventuras e desventuras dessa mesma família, sempre com um tom mais do que irónico. O filme tem a particularidade de ter actores que são a "cara" dos personagens.




5º: Lupin the Third: Strange Psychokinetic Strategy de Takashi Tsuboshima


Este Lupin III é de tal forma famoso na sua terra natal - o Japão - que já se fez de quase tudo para explorar essa mesma situação de privilégio na cultura popular de um país: séries de anime, uma longa-metragem de animação que tem a distinção de ser a primeira do Mestre Hayao Miyazaki e ainda um filme em imagem real, o tal que vos trago aqui hoje. Digamos que este Lupin está para os japoneses como o Astérix está para os franceses. E tem muita pinta, também!




4º: Danger: Diabolik de Mario Bava


Mais um famoso Fumetti italiano, desta feita levado ao cinema por um dos grandes: Mario Bava. Filmado como se de um comic book se tratasse, Bava consegue (com a ajuda preciosa de uma banda-sonora de um outro mestre italiano, Ennio Morricone) um filme de inegável Pop appeal, com um dos personagens mais enigmáticos e esquivos de que há memória. Ah!, e é deste filme que Mike Myers tira o famoso riso maquiavélico para o Sr. Evil, o que o classifica logo de visão obrigatório para qualquer fã deste piqueno blog.





3º: Killer Condom de Martin Walz


Não há mesmo muito a dizer. Eu avisei que este Top tinha conotações assumidas de bizarro, não avisei? Pois é, por isso não se queixem. E aposto que não sabiam que era baseado num comic, pois não? Mas é. Estes alemães são levados para a brincadeira, não são? Querem saber uma trivia deliciosa? Este filme no Brasil levou o título de CAMISINHA ASSASSINA. Lindo!





2º: Watari Ninja Boy de Sadao Nakajima


A meu ver, uma das mais fiéis e mais bem conseguidas adaptações de um comic ao Cinema e só tenho mesmo pena que não seja mais conhecido no Ocidente, porque realmente merece toda a atenção que lhe possamos dedicar. Efeitos especiais muito acima da média dos que eram feitos na altura, uma narrativa cheia de acção que nunca pára para respirar, um actor principal que, não obstante a sua tenra idade, consegue perfeitamente dar conta do trabalho, enfim, o que mais dizer. Vejam-no a todo o custo. Prometo que não vão se arrepender.
 



1º: La gran aventura de Mortadelo y Filemón de Javier Fesser


E terminamos em grande com aquela que é para mim uma das melhores adaptações de sempre de um comic ao grande ecrã. Estes nossos vizinhos sabem mesmo fazer coisas muito boas quando querem e a prova está toda aqui. Hilariante, daqueles de fazer doer a barriga de tanto rir, Javier Fesser está aqui mais do que parabéns por ter criado um comic book em movimento. Porque é isso mesmo que isto é - pura animação, no pleno sentido da palavra.

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Top 10 filmes bizarros de Vampiros

domingo, 17 de outubro de 2010


E já que esta semana tivemos muita vampiragem aqui pelo Maus, que tal terminar em grande com um Topzito dedicado aos mais bizarros filmes de vampiros de que me consegui lembrar? Fui buscá-los aos quatro cantos do mundo e a variedade aqui é tão grande que só prova mesmo que estas criaturinhas pálidas e aterradoras ainda vão andar entre nós por muito mais tempo. Também, é suposto serem imortais, correcto? Comecemos então. Ah!, desta vez não há lugares porque, como poderão ver, eles são todos tão bizarros à sua maneira que seria até um pouco injusto decidir qual estaria nesta ou naquela posição. Aqui ficam eles então, todos em pé de igualdade.

Blacula de William Crain


E começamos fortes! O que é que acontece quando se junta Blaxploitation com Vampirismo? Acontece este BLACULA, that's what motherfucker! Este mano gosta mesmo é de ferrar pescocinhos de damas - e elas, de serem ferradas por ele. Já se sabe, once you go black, you never go back!


Zinda Laash de Khwaja Sarfraz


Também conhecido como DRACULA IN PAKISTAN, este delírio Bollywood com canções à mistura e tudo, consegue transpôr o original de Bram Stoker para a Índia como se nada fosse. Neste caso, o vampiro em questão era um cientista que ficou assim virado para o sangue após beber uma mistura que, em princípio, lhe daria a imortalidade. A coisa deu para o torto, claro. Como estão a ver, isto é Dr. Jekyll and Mr. Hyde, Dracula e drama musical tudo à mistura numa grande masala! Imperdível.


Cronos de Guillermo Del Toro


Guillermo Del Toro prova aqui com a sua primeiríssima longa-metragem que já era um gajo com ideias e visão. Aqui o vampirismo é originado por um antiquíssimo artefacto em forma de escaravelho dourado feito por um alquimista do século XVI que, mais uma vez, está feito para garantir a imortalidade a quem o utilizar (mas será que estes gajos não aprendem que essa cena de vida eterna é muito má onda? Dá sempre para o torto!). O interessante da coisa é que nos mostra o vampirismo como uma dependência. Ah!, e tem como personagem principal um velhote dono de um antiquário que vai utilizar esse mesmo artefacto para se sentir mais jovem e viril. Como nós o percebemos...


El Vampiro de Fernando Méndez


Dracula no México soa-vos mal? Pois a este señores não. Se há coisas que os países da América Latina sempre souberam fazer de maneira... como dizer, ímpar... foi pegar em aspectos culturais de outros países e introduzi-los na sua cultura sem pensar muito na coisa. Os indianos têm a masala, os mexicanos... a piñata...? Bem hajam, porque não há realmente que ser snob nestas coisas da cultura!


Legend of the 7 Golden Vampires de Roy Ward Baker


Ok, mais uma: o que é que acontece quando se pega nos filmes da Hammer e se mistura com artes marciais? Acontece esta coisa assustadora que estão a ver em cima! Feito numa altura em que os filmes do Bruce Lee estavam "a dar" (dinheiro, claro), este filme faz-me lembrar o Dragon Ball: "Fu-são!".


Mr Vampire de Ricky Lau


E se a moda não pegou muito cá para os nossos lados, pelos vistos lá para a Ásia a coisa deu resultado. E o resultado é outra bizarria, desta feita vinda all the way from Hong Kong. Os vampiros aqui saltam. Alto. Muito alto. I kid you not. Só vendo para crerem. Fez grande sucesso e é hoje um dos clássicos do cinema de terror asiático. It's a strange world, I know.


Thirst de Park Chan-wook


E continuamos no Oriente, desta feita na Coreia do Sul onde uma história carregada de simbolismos religiosos nos provoca com o poder da sua mensagem e das suas imagens, criadas nada mais, nada menos do que pelo enfant terrible daquelas bandas: Park Chan-wook, o Sr. Oldboy. A surpresa aqui é vermos um padre católico sul-coreano a combater os seus demónios pessoais e a falhar miseravelmente. E a apaixonar-se pelo meio. Soa-vos a um bom filme? Então é porque é mesmo. Altamente recomendável.


Thirst de Rod Hardy


Mas já em 1979 alguém se tinha lembrado de fazer um filme sobre vampiros com esse nome. E na Austrália, no less (eu disse-vos que os fui buscar aos quatro cantos do mundo, não disse? Não estava a brincar, como vêem). Neste filme vamo-nos deparar com uma comunidade de vampiros que usam os humanos como fonte de subsistência e onde os criam em quintas para assegurar a sua sanguinária sobrevivência. Se isto vos soa a um outro filme que por aí anda que fala mais ou menos da mesma coisa (cof... DAYBREAKERS... cof...), então não estão a imaginar coisas. E agora damos um salto através do Pacífico em direcção aos good old U. S. of A.


Jesus Christ Vampire Hunter de Lee Demarbre


Sim, este filme é exactamente tudo aquilo que estão a pensar. E ainda mais! Só para terem uma ideia da natureza desta besta, deixo-vos com a descrição que aparece no Imdb: "Kung-Fu Action / Comedy / Horror / Musical about the second coming". Para mim isto é o suficiente para o incluir em qualquer lista que se preze.


Vampire Girl vs. Frankenstein Girl de Yoshihiro Nishimura


E fechamos com chave de ouro com um dos mais bizarros filmes saídos do Japão ou de qualquer outro país! Esta demência visual é de visão obrigatória para todos os fãs de filmes de vampiros! O meu sonho é pôr um fã da saga Twilight a ver isto com aqueles grampos nos olhos à la Laranja Mecânica! Bem que eles merecem, não é? Bom Domingo, pessoal!

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Top 10 personagens: John Leguizamo (rocks!)

sábado, 4 de setembro de 2010



Porque não são só a Meryl e o Morgan os actores que já interpretaram de tudo.
Porque o actor que é bom pode ser simultaneamente um javardo.
Porque o adoro.
Porque em trailers percebe-se melhor o que quero dizer.

I give you: John Leguizamo.
Em 10 (+1) versão diferentes.


10º: Clown & Violator (Spawn)



9º: Disco Man (Summer of Sam)



8º: Luigi (Super Mario Bros.)



7º: Preguiça (Ice Age)



6º: Gangster Fininho (Romeo + Juliet)



5º: Zombie Cop (Land of the Dead)



4º: Drag (To Wong Foo, Thanks for Everything! Julie Newmar)



3º: Toulouse Lautrec (Moulin Rouge!)



2º: Estafermo (The Pest)



1º: John Leguizamo as Himself

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Top 10 filmes: Meryl Streep

domingo, 15 de agosto de 2010


Eu já me devia este Top há muito tempo. Meryl Streep é de longe a melhor actriz contemporânea a trabalhar no cinema e alguém que me tem acompanhado nestes meus anos todos de cinefilia e que me tem dado infindáveis alegrias. Assim posto, sou eu que lhe devia este Top há muito tempo. E como ela de 1 a 10 é um perfect 10, aqui ficam as minhas 10 escolhas.

10º: The French Lieutenant's Woman de Karel Reisz


Aqui começou a minha fase de namoro com Streep. Era eu ainda petiz e lembro-me perfeitamente de ter visto este filme no chão do quarto dos meus tios, numas férias que por lá passei. Era já tarde e todos já ressonavam, primos e tudo, enquanto eu, de olhos esbugalhados, apaixonava-me para sempre por ela, linda, misteriosa e ruiva. Nasce aqui também o meu fascínio por pessoas ruivas (ai meu Deus, tanta confissão junta; isto começa bem). Lindo filme de Reisz, com um romântico Jeremy Irons e uma não menos romântica e algo gótica também banda-sonora. Ainda hoje o revejo com ternura.


9º: A Cry In The Dark de Fred Schepisi


Inspirado em factos reais acontecidos na Austrália, trata do desaparecimento de uma criança que se supõe ter sido raptada por um dingo, o cão selvagem daquelas bandas. Streep protagoniza o papel da mãe de maneira exemplar, com o sotaque australiano mais genuíno que eu já ouvi uma americana tentar. Não é hoje em dia um filme seu muito celebrado, mas vale muito a pena vê-lo, principalmente pelo retrato de uma família que entra em crise devido ao fenómeno dos mass media que criaram à sua volta (ver: Maddie).


8º: Ironweed de Hector Babenco


Um papel seu ainda mais esquecido (já para não falar do filme, injustamente) onde a miséria tem também um papel principal, visto ser passado nos anos da Depressão. Streep brilha ao lado de Jack Nicholson e depois de termos visto este filme, uma coisa fica como certa: esta mulher não tem medo de aparecer feia no grande ecrã. E isso é lindo de se ver.


7º: Plenty de Fred Schepisi


Se já viram este filme, das duas uma: ou apanharam-no no canal Hollywood aqui há uns anos por acaso, ou então são mesmo fãs desta mulher. Não é realmente dos melhores filmes dela, mas a sua representação de uma mulher britânica que gradualmente vai perder a fé na vida e entrar em marasmo emocional tem tanto de subtil como de fascinante. Este é daqueles que quantas vezes mais o vejo, mais nuances encontro. E Streep raras vezes esteve mais bonita.



6º: The Bridges of Madison County de Clint Eastwood


Um dos seus papéis mais celebrados e muito justamente também. O verdadeiro artista, como diria Tony Silva, é aquele que com a sua arte consegue criar magia quase sem esforço. Ou pelo menos assim parecendo. O que não transparecem são as técnicas elevadíssimas por trás de todo esse processo. Este filme é a suma demonstração disto mesmo que acabo de escrever. Parece muito fácil, mas não é.


5º: Out of Africa de Sydney Pollack


A sua Karen Blixen/Isak Dinesen continua a ser das maiores heroínas românticas do cinema dos anos 80. E com razão. Streep empresta-se a essa apaixonada mulher de tal maneira que a torna também ela num ícone de emancipação feminina de grande relevância histórica. Inspirado na vida real da famosa escritora dinamarquesa, OUT OF AFRICA fica-nos também na memória pelas suas imagens inesquecíveis, embelezadas pela não menos memorável banda-sonora de John Barry.



4º: Death Becomes Her de Robert Zemeckis


Já podemos todos estar fartos deste filme à custa dos canais privados o passarem tanta vez aos fins-de-semana, mas o que é certo é que continua a ser bem divertido. E a palavra aqui é mesmo essa: divertido. Streep prova que também é capaz de outros registos além da heroína romântica e a sua Madeleine Ashton é simplesmente deliciosa na sua arrogância e malícia. E foi aqui que dissemos, "Queremos mais!". E ela fez-nos a vontade. Dos primeiros filmes dela que fui ver ao cinema.


3º: Doubt de John Patrick Shanley


Neste filme não é só Streep que brilha. Por incrível que possa parecer, todos os outros actores também. O que é muito entusiasmante se se é cinéfilo. O seu retrato de uma madre-superiora sem escrúpulos que faz tudo por tudo para desmascarar um padre que não caiu nas suas boas graças, por assim dizer, é assustadoramente genial. Repito: assustador e genial. Merece e muito o bronze deste Top.


2º: The Devil Wears Prada de David Frankel


Só o mero facto de Streep ter sido nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Principal num filme onde a verdadeira protagonista (tecnicamente, pelo menos) é Anne Hathaway, quer dizer algo, não é? Não sei como é que ela consegue, mas a sua empatia com os personagens que cria é tal, que mesmo quando faz de bitch-mor (caso em questão) apaixonamo-nos todos outra vez por ela. A sua Miranda Priestley é o sonho de qualquer female impersonator por esse mundo fora, há que dizê-lo.


1º: Sophie's Choice de Alan J. Pakula


Desenganem-se todos aqueles que estavam à espera de ver no primeiro lugar algo como KRAMER CONTRA KRAMER ou MAMMA MIA. Este é de longe o melhor filme de Meryl Streep e um marco na representação feminina no Cinema do século XX. O seu retrato de Sophie, uma sobrevivente do Holocausto, nunca mais nos deixa depois de a conhecermos. Streep está aqui transfigurada. É quase como vermos alguém ser possuído por um outro espírito. E se adoram tanto quanto eu vê-la fazer sotaques como ninguém mais consegue, então aqui têm o Jackpot: experimentem imaginar uma polaca que fala alemão na perfeição e que quando tenta falar inglês, apercebemo-nos de todas essas influências e entonações. Conseguem? Se não, vejam o clip abaixo incorporado e curvem-se em admiração perante a arte desta grande mulher.



P.S. muito brevemente vou poder adicionar mais um filme seu a esta lista. É que Streep prepara-se para encarnar a Dama de Ferro. Oh yeah: Meryl Streep a fazer de Margaret Thatcher! I kid you not!
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Top 5 filmes: Crueldade Animal no Cinema

terça-feira, 27 de julho de 2010


Porque sim e porque nunca é demais relembrar que estas coisas ainda existem e ainda continuam a ser praticadas de uma ou outra maneira por esse mundo fora. E não pensem que este Top tem um fundamento militante ou qualquer coisa do género. Não. O meu objectivo não é instruir. É alertar. O irónico da coisa é que todos os filmes abaixo descritos são excelentes filmes, o que só ajuda à sua polémica. Comecemos.

5º: White Dog de Samuel Fuller


Não contendo propriamente cenas em que animais são maltratados (ou cães, neste caso), não deixa de ser um filme pertinente na medida em que não só mostra o quanto podemos ser maquiavélicos com os nossos animais de estimação, como também desmascara o inerente racismo dessas mesmas atitudes. O tema do cão que é treinado para ser racista foi demais para o conservadorismo americano e, como resultado, nunca chegou a estrear nas suas salas de cinema, tendo feito carreira fora das terras do Uncle Sam. Poderoso, é a palavra.




4º: Cockfighter de Monte Hellman


Não há muito a dizer sobre este filme, a não ser que é um drama com contornos existencialistas que involve lutas de galos. Verdadeiras. Pensando bem, até se poderia dizer muita coisa sobre este filme e, efectivamente, já muito se escreveu. Mas uma coisa é certa: se gostam de comer carne branca, depois deste filme são vocês que vão ter problemas existencialistas.




3º: Cannibal Holocaust de Ruggero Deodato


Este filme já é reincidente nestes Tops do Maus e com justa razão: ainda continua a ser dose. A cena da matança da tartaruga (e não esquecendo também a do macaco que perde literalmente a cabeça e os miolos) são o teste máximo para qualquer gore fiend. É que isto aconteceu mesmo, não são efeitos especiais, minhas senhoras e meus senhores. Por isso, não é à toa que este filme continue a ser banido em mais de 30 países por esse mundo fora. E se pensavam que isto estaria em 1º lugar, desenganem-se, pois vem aí muita coisa pior.




2º: Africa Addio de Franco Prosperi e Gualtiero Jacopetti


Um documentário choque pelos padrinhos dos documentários Mondo. Aqui não só há mortes violentíssimas de animais, como também de seres humanos. Tudo ali à nossa frente, filmado com as mais bonitas cores que só África tem e com um poder de mise-en-scène inspirado. Aliás, os seus autores levaram em cima com um processo de tribunal exactamente por causa disso: as suspeitas de que muitas das atrocidades em cena tinham sido orquestradas e encenadas para as câmeras é algo que ainda hoje eles não estão completamente isentos. Entre as muitas barbaridades, podemos ver um elefante e um hipopótamo a serem selvaticamente mortos.




1º: The Animals Film de Myriam Alaux e Victor Schonfeld


É claro que este filme não poderia estar em outro lugar que não este. Este documentário tem a honra de levar ao vegetarianismo e ao veganismo o maior número de pessoas. Ao documentar as atrocidade sofridas diariamente pelos animais em favor do consumismo mundial, dá-nos não só um retrato alarmante da maneira como eles são tratados, como também da própria condição humana e dos seus (parcos) escrúpulos. De minha parte, devo dizer à laia de remate confessional que sou um defensor dos animais hipócrita, visto que não consigo deixar de ser omnívoro (embora tenha decidido recentemente fazer uma refeição vegetariana semanal como penitência), mas que temos mesmo que deixar de tratar os animais destas maneiras, ai isso temos. E já!

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Top 5 filmes: Drogas no Cinema

domingo, 13 de junho de 2010


Cada um tem os seus vícios, as suas dependências, as suas drogas. A minha é o Cinema. Quem me conhece, sabe-o bem. E na 7ª Arte não faltam exemplos de filmes que lidam com histórias de dependências, sejam elas reais ou imaginárias. Hoje decidi concentrar-me em 5 que andam à volta daquelas tóxicas, com melhores ou piores resultados. Sejam vocês os júris. E comecemos, como já é da praxe, pelo quinto lugar.

5º: Reefer Madness de Louis J. Gasnier


Esta curiosidade de 1936 é hoje um clássico da geração "ganza" dos anos 60, visto que fez furor em sessões cineclubistas das faculdades norte-americanas da época ao ser resgatado do purgatório do esquecimento. A sua maior piada é que o seu teor moralista é tal, que chega a culpar a marijuana de histeria, loucura, esquizofrenia e tendências homicido-suicidas. Até o chavão da cena de tribunal não foi descurado. É claro que os seus espectadores gozavam com tudo isto, enquanto iam enrolando as suas mortalhas. Um clássico, sim senhor. For all the wrong reasons.


4º: Haré Raama Haré Krishna de Dev Anand


E falando na geração "ganza": que tal um filme Bollywood sobre o tópico, hein? Pois é mesmo isso que este filme é. Com canções à mistura e tudo, como não podia deixar de ser. Contando com a participação nos extras de verdadeiros exemplares de comunidades hippies, Haré Raama Haré Krishna é hoje um clássico do kitsch, mais uma vez pelas razões erradas. Moralista até ao tutano, deixa bem claro ao espectador que com drogas não se brinca e que o Homem Branco é E-VIL!


3º: Altered States de Ken Russell


Com Ken Russell atrás das câmaras, não se poderia esperar outra coisa senão um delírio visual. E este filme tem cenas completamente delirantes e febris. William Hurt farta-se de tomar drogas numa viagem que faz a um país da América do Sul (não me perguntem o nome, porque já faz um tempo que não vejo este filme...), tudo para bem da investigação científica que está a fazer. Claro. Chegado aos States, tranca-se num tanque de isolamento e tenta compreender o Universo. Com a ajuda de mais drogas. Claro. Resultado: transforma-se num símio. I kid you not.


2º: The Trip de Roger Corman


O filme sobre o LSD. Corman chegou mesmo a tomá-lo para melhor entender o que se sentia quando se experienciava o famoso ácido que tanta moda ganhou à custa dos Beatles. Peter Fonda é o protagonista deste underground classic e nele podemos vê-lo a tentar encontrar não Deus numa flor, ou num grão de areia, mas sim numa máquina de lavar roupa. Por exemplo. Cleanliness is next to godliness, já dizia o ditado. A piada deste THE TRIP são as sequências a meio que tentam mostrar visualmente o psicadelismo da coisa.


1º: Christiane F. - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo de Uli Edel


Desculpem lá terminar este Top (que até estava a ser engraçado) de maneira tão deprimente, mas para mim não há filme mais realista e ainda tão actual sobre o que é ser toxicodependente como este. É completamente fundamental para a formação de um adolescente ver este filme ou ler o livro que o deu origem. Até devia ser obrigatório passá-lo nas aulas. E se pensavam que o primeiro lugar deveria pertencer ao TRAINSPOTTING ou algo do género, enganam-se. Este filme é o real deal (desculpem lá tanto anglo-saxismo, se é que isso existe, mas hoje apetece-me, ok?). E depois, tem o David Bowie, na sua fase de Berlin. Como é que isto não poderia estar no topo?!

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Top 5 filmes: Incesto no Cinema

quinta-feira, 27 de maio de 2010


O tabu dos tabus. Toca a expô-lo à luz do dia, sem medos? Avancem por conta própria.

5º ex-aequo: Oldboy de Park Chan-wook e Twin Peaks: Fire Walk With Me de David Lynch

E começamos valentemente com dois enormes spoilers. Para quem não viu estes dois filmes, pois é, já não vão a tempo de evitar saber porque é que o senhor da esquerda se mata ou quem é que afinal matou Laura Palmer. Irmão com irmã e pai com filha, respectivamente. E não me venham cá com expressões de repulsa ou nojo. Estes filmes são excelentes, ok? Mas passemos para o verdadeiro berço do incesto: o velho continente.


4º: Le Souffle au Coeur de Louis Malle

E quem melhor do que a burguesia europeia sabe mais acerca destas coisas? Um aviso: daqui para a frente a tendência é exclusivamente edipiana, ok? E nesta incursão de Malle, a coisa até é tratada com alguma ternura. Já se sabe, burgueses em férias, é no que dá.


3º: La Luna de Bernardo Bertolucci

Uma mãe recentemente viúva cantora de ópera e um filho adolescente orfão de pai e toxicodependente. Os dados estão lançados para um filme que se adivinha potente. E é-o. Com imagens inesquecíveis de Vittorio Storaro, este La Luna continua com as preocupações freudianas de Bertolucci e leva-as ao seu extremo. As roupas aqui não caem. O que também acontece no próximo filme.


Savage Grace de Tom Kalin

Julianne Moore prova mais uma vez com este filme que é a actriz mainstream com mais cojones do momento. E fá-lo com o abandono próprio de uma grande actriz. E com a compostura de uma grande senhora. Baseado em factos reais, Savage Grace é um filme a descobrir urgentemente, com actuações brilhantes dos actores principais, uma fotografia deslumbrante e um argumento acutilante, para rimar. Ah!, e é em cima do sofá que tudo acontece.


1º: Edipo Re de Pier Paolo Pasolini

Humm... Dah! Que outro poderia estar em primeiro lugar?!


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Top 5 filmes: irmãos no Cinema

quarta-feira, 5 de maio de 2010


Se há filmes que me prendem ao ecrã são os que a trama anda à volta de histórias fraternais. Não daquelas com teor católico ou religioso. Não é esse tipo de fraternalidade. Daquelas de irmãos à séria, de sangue. Dos que nascem do mesmo ventre, embora não necessariamente do mesmo pai. Quem tem irmãos sabe do que estou a falar. São relações muito sui generis. Mas também muito especiais. Vamos a mais um topzinho?

5º: A Night At The Roxbury de John Fortenberry

E começamos com um clássico. Admirados com a minha classificação extravagante? Bem, se um clássico é um filme que marca uma época porque os passamos a citar em conversas de café ou porque descobrimos novos amigos só com um abanar de cabeça ao som de uma música de Hathaway, então este filme sobre dois irmãos muito broncos mas que se amam muito também é um clássico. Dos poucos spin-offs de um sketch do Saturday Night Live que funciona bem para além do lendário programa de TV.


4º: Kevin And Perry Go Large de Ed Bye

E continuamos com um outro spin-off de um programa televisivo, desta vez do outro lado do Atlântico. Kevin e Perry são dois irmãos também eles muito broncos que vivem no Reino Unido e que têm um sonho húmido: ir a Ibiza engatar miúdas. Muitas miúdas. E perder a virgindade. Básicos até dizer chega e muito javardos também, as situações originadas pela sua demanda de gajas, ganza e ganda mocas eleva este filme ao estatuto de obrigatório.


3º: Dead Ringers de David Cronenberg

O que é que acontece quando temos Cronenberg a realizar um filme sobre dois irmãos gêmeos ginecologistas-cirurgiões que se apaixonam pela mesma mulher que por sua vez é sua paciente também? Um filme estranhíssimo, é o que acontece. E a definição de medo cinematográfico para muita gente também. E um dos grandes filmes sobre a dependência obsessiva que pode existir entre dois irmãos.


2º: The Brothers Bloom de Rian Johnson

Este filme foi para mim uma surpresa. Por tudo. Porque não estava à espera que a história fosse tão boa (dois irmãos con-artists extraordinaires que planeiam as suas burlas como se de romances russos se tratassem, com arcos temáticos e referências literárias); porque já há muito que não via um guarda-roupa tão bonito, nem tão evocativo de uma época e de um certo tipo de filme; porque adoro ver personagens excêntricas que não são ridicularizadas, nem vistas como aves raras; e poque há frases como esta: "Não há vidas não-escritas. Somente vidas mal escritas". A ver urgentemente. E este filme só não está em primeiro lugar porque vai buscar demasiadas influências estilísticas ao filme que se segue.


1º: The Royal Tenenbaums de Wes Anderson

Eu podia muito bem colocar um outro filme de Wes Anderson em primeiro lugar, mas estaria a repetir-me, visto que nesse outro entra também o Adrien Brody do filme em segundo lugar e depois porque já escrevi sobre ele num outro sítio também. E embora THE DARJEELING LIMITED seja mais sobre as relações fraternais do que propriamente THE ROYAL TENENBAUMS o é (centrado mais na família como um núcleo orgânico que descamba para o caótico), para mim a história de irmãos que foram meninos-prodígio que entretanto cresceram e viram as suas vidas e projectos sairem furados e se afastam, para mais tarde se reunirem devido a uma crise familiar é bem mais interessante a nível pessoal. E como eu já disse também nesse outro sítio, Anderson é o meu menino bonito do cinema actual e meu mano do coração, por isso não haveria outro lugar para um dos seus filmes senão o primeiro.

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