Falar de cinema, cinema e mais cinema. Porque nunca é demais. Somos assumidamente cinéfilos, cinéfagos e cinecratas. Por isso não se metam connosco. E sim, somos maus. Mas não fazemos fitas.
Alexander Petrov realiza esta pérola da Animação e ganha o Oscar de Melhor Curta-Metragem em 1999. Nós vemo-la e somos transportados para um mundo que seguramente não é o nosso em que vivemos nos dias de hoje. É esse o nosso prémio. Deixem-se levar pelo encantamento das imagens.
Esta curta-metragem sempre me fez sonhar devido à sua grande magia. Ou talvez por me fazer lembrar dos tempos do Vasco Granja. Seja como for, vale a pena a recomendação e os três singelos minutos de duração. Bom Domingo.
Por esta juro a pés juntos que não contava. O realizador de culto Kenneth Anger a fazer uma curta-metragem para a casa italiana de Moda Missoni? Ok, por surpresas destas eu não me importo mesmo nada. E parabéns a ambos! A Kenneth Anger por ter aceite o convite e à Missoni por ter tido a brilhante ideia de o convidar. Por este caminho vamos ver o Chris Cunningham a fazer uma publicidade para a Guess. Ou talvez não.
Mesmo a acabar este Domingo, deixo-vos com uma preciosidade: uma curta-metragem fruto de uma colaboração entre Walt Disney e Salvador Dali. Se a ideia vos parece fascinante ou até surpreendente, lembrem-se que Disney atravessou uma fase extremamente criativa onde experimentou com variadíssimos registos (quem viu FANTASIA sabe do que estou a falar) e que Dali também andou por Hollywood e trabalhou inclusive com Hitchcock em SPELLBOUND numa famosíssima sequência onírica desse mesmo filme.
A curta-metragem chama-se DESTINO e, passando a redundância, quiz o destino que quase não viesse a fruir. Só muitos anos mais tarde é que elementos da Disney pegaram nos esboços e material deixado por ambos e finalizaram a que é hoje considerada uma das melhores coisas que já saiu dos famosos estúdios de Burbank. Posto isto, recomendo-vos vivamente que a vejam porque vale mesmo a pena.
Ora aqui está uma raridade: a primeiríssima curta-metragem de Paul Thomas Anderson, feita quando ainda era um puto com 18 anos, mas com a ambição toda lá. O curioso desta curta é que iria mais tarde servir de molde ao filme que lançou Anderson - BOOGIE NIGHTS. Ambas as obras são inspiradas na lenda porno que foi John Holmes e na sua vida cheia de altos e baixos, passando a expressão...
Vejam então lá a curta, porque a última vez que ela apareceu no formato Home Video foi quando a Criterion Collection a incluiu como extra na sua edição do BOOGIE NIGHTS em... Laserdisc! Lembram-se deles?
O 18º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Vila do Conde está mesmo aí à espreita e nós não podiamos (nem vamos!) deixar passar isso em branco. Fiquem com os Spots recentemente lançados para o Vimeo e com o link para a página oficial. E que comece a contagem decrescente!
Descobri esta deliciosa curta-metragem agora mesmo enquanto vasculhava o Vimeo. Chama-se MOMENTOS e o seu realizador responde ao nome de Nuno Rocha. Foi feita de encomenda para a marca coreana LG, mas consegue mostrar que o seu autor até tem jeito para a coisa. Pelo menos, eu acho. Vejam lá o que vocês acham.
Uma coisa é certa: se isto passar na TV (se é que já não está a passar; confesso que não vejo muita televisão nacional...), vai fazer virar muitas cabecinhas na sua direcção.
E porque hoje é o Dia Mundial da Criança, fiquem com esta belíssima curta-metragem de animação do canadiano Frédéric Back: CRAC!, a história singela de uma cadeira de baloiço que vai atravessar geração após geração de famílias. E sintam-se crianças outra vez.
E porque não usar o Maus da Fita para promover esta belíssima iniciativa que já vai na sua 4ª edição? Os amigos em causa merecem e os resultados têm sido, no mínimo, surpreendentes. Para mais pormenores, cliquem aqui e aqui. E participem!
Quando esta brilhante curta-metragem passou pelo Curtas de Vila do Conde no ano passado, foi o meu filme favorito de todos que por lá passaram. De longe. Só que nunca esperei que fosse chegar assim tão longe (ganhou o Oscar, se bem se estão lembrados, eliminando pelo caminho competição tão feroz quanto a nova aventura de Wallace & Gromit, habitués deste prémio em passadas edições).
Se ainda não viram, então preparem-se para uma verdadeira vertigem de logotipos nos próximos 16 minutos após clicarem em "play". E divirtam-se.
Este post não vai envelhecer bem, dentro de um mês já vai estar completamente ultrapassado. Por isso, enquanto o link existe é para aproveitar. Aproveitar mesmo, digo eu. A minha revista de cinema favorita, a Empire, tem este ano uma competição deliciosa: transformar uma longa-metragem numa micro, de 60 segundos. Embora o período para envio dos vídeos e a votação para o melhor já tenham terminado, o resultado desta votação ainda não foi revelado. Aqui estão os 20 melhores. Recomendo vistoria, especialmente a Avatar e There Will Be Blood.
Queria dar a conhecer um projecto português (embora tenha sido gravado em inglês tanto os actores com as filmagens são "Tugas").
Numa altura em que Hollywood voltou à moda "Pós-Apocalíptica" com filmes como por exemplo "The book of Eli" ou o muito aclamado "The Road", eis que Portugal também segue essas pisadas, embora seja apenas uma curta está muito bem conseguida, com uma boa história, boas interpretações e como não podia faltar um "Twist" no fim.
Recomendo que vejam... Boa sorte para os Festivais....
Hoje é dia de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS. Ponto. Tudo o resto deixa de ter importância. Já tenho bilhete comprado e mal espero a hora para me sentar naquela salinha escura com os óculos postos e perder-me durante quase 2 horas num mundo de fantasia guiado pela mão por um dos mestres actuais da 7ª Arte.
Para marcar a data da mais recente adaptação ao cinema do clássico intemporal de Lewis Carroll, deixo-vos com a primeira versão feita para o grande ecrã: uma curta-metragem muda datada de 1903 (!). Ah, e se algum dia quiseram saber como era a verdadeira Alice, a que inspirou o autor das surrealistas histórias à sua volta, ela está aqui mesmo ao nosso lado. O seu ar sonhador de certeza muito contribuiu para dar o mote ao enredo. Até já.
Algumas surpresas, mas sobretudo muita previsibilidade. Como sempre, aliás...
Best Supporting Actress Penelope Cruz, Nine Vera Farmiga, Up in the Air Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart Anna Kendrick, Up in the Air Mo'nique, Precious
Best Supporting Actor Matt Damon, Invictus Woody Harrelson, The Messenger Christopher Plummer, The Last Station Stanley Tucci, The Lovely Bones Christoph Waltz, Inglourious Basterds
Best Actress Sandra Bullock, The Blind Side Helen Mirren, The Last Station Carey Mulligan, An Education Gabourey Sidibe, Precious Meryl Streep, Julie & Julia
Best Actor Jeff Bridges, Crazy Heart George Clooney, Up in the Air Colin Firth, A Single Man Morgan Freeman, Invictus Jeremy Renner, The Hurt Locker
Best Director James Cameron, Avatar Kathryn Bigelow, The Hurt Locker Quentin Tarantino, Inglourious Basterds Lee Daniels, Precious Jason Reitman, Up in the Air
Original Screenplay Mark Boal, The Hurt Locker Quentin Tarantino, Inglourious Basterds Alessandro Camon & Oren Moverman, The Messenger Joel & Ethan Coen, A Serious Man Pete Docter, Bob Peterson, & Thomas McCarthy, Up
Adapted Screenplay Neil Blomkamp & Terri Tatchell, District 9 Nick Hornby, An Education Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Ianucci, & Tony Roche, In the Loop Geoffrey Fletcher, Precious Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air
Foreign Language Film Ajami (Israel) El secreto de sus ojos (Argentina) The Milk of Sorrow (Peru) Un Prophete (France) The White Ribbon (Germany)
Animated Film Coraline Fantastic Mr. Fox The Princess and the Frog The Secret of Kells Up
Best Picture Avatar The Blind Side District 9 An Education The Hurt Locker Inglourious Basterds Precious A Serious Man Up Up in the Air
Será este o ano de AVATAR? Tudo indica que sim, mas já é também tradição haver prémios inesperados para filmes muito menos cotados, por isso resta-nos esperar... Ah, e Meryl Streep soma mais uma nomeação! Será esta a 13ª ou a 14ª? Já lhe perdi a conta!
Façam de conta que o filme de terror está mesmo prestes a começar e que antes disso vão ter direito a verem uma curta de animação. Que saudades, não?
E por falar em saudades, quem não se lembra do adorável Gasparzinho, o fantasma amiguinho? Aqui está ele na sua primeira aparição numa curta de animação dos irmãos Fleischer. O seu aspecto ainda não era tão redondinho, nem tão fofinho, mas o factor "queridinho" já estava lá. Bom filme!, quer dizer, boa curta! :)
O amigo Linus já aqui falou do Kenneth Anger, mas o meu amor pela simbologia e pelo ocultismo leva-me a falar aqui de mais um dos seus pequenos filmes: Lucifer Rising, filmado em 1972.
Não sendo considerado um dos seus melhores - dizem por aí as más línguas que é aquele com motoqueiros nazis, o Scorpio Rising - é, sem dúvida, um dos meus favoritos.
A malta Thelemita está completamente a "jogar em casa" com a simbologia usada e abusada neste filme (o Crowley teria orgulho quer no deboche, quer no fino trato ritualista da coisa) e o tratamento das imagens que muitos chamam - pejorativamente - de psicadélico pode estar só a esconder dos olhos aquilo que o coração vê.
De qualquer modo a maneira de filmar rápida (vertiginosa mesmo) em conjunto com as sobreposições e mais uma míriade de outros efeitos de edição in-camera tornam o senhor Anger e os seus filmes um verdadeiro manual de como fazer tele-discos para a geração MTV.
Falando de música, tem de se falar da banda sonora - que eu acho genial - composta pelo não menos genial e ruim (no sentido satânico) Bobby Beausoleil, um ilustre membro da família Manson (sim, essa do massacre da Sharon Tate e outros ilustres...). A dita música compõe mesmo o ramalhete em toda a sua alegria psicadélica e em determinados momentos, perturbante.
De Avebury a Externstein passando por Karnak e Giza, esta curta aborda a vida e a morte através de uma jornada místico-religiosa que deverá ser vista com a atenção e empenho merecidos - e, dizem as más-línguas novamente, sob o efeito de substâncias menos lícitas - para um efeito total e esclarecedor.
Ontem chamaram-me a atenção para o facto de eu ainda não ter dedicado nenhum post a um dos meus heróis cinematográficos, John Waters. No meu caso, é mesmo uma gaffe porque Waters é para mim um role model e se vocês conhecem a figura em questão, é melhor ficarmos por aqui.
De modo que, ao invés de escolher falar só sobre um filme dele e depois passá-lo ao esquecimento, resolvi o oposto: abordar toda a sua obra, um filme de cada vez. Que tal, hã? Acham que estão preparados? Quer estejam ou não, quando menos esperarem, irão encontrar-se com o seu muito particular mundo aqui mesmo neste espaço. Isto porque eu acho que a sua obra integral é de essencial visionamento para qualquer cinéfilo que se preze.
Posto isto, comecemos pelo princípio: as suas curtas-metragens. Esta DIANE LINKLETTER STORY é o seu trabalho mais antigo que pode ser visionado sem recorrermos a um assalto ao seu armário. Sim, porque aparentemente ele não gosta lá muito que se vejam estas suas primeiras "tentativas" de fazer cinema. Visto que esta se encontra disponível no YouTube, aproveitem. A curta é sobre o suicídio de Diane Linkletter, filha de Art Linkletter, famoso cómico americano. Sim, leram bem: sobre o seu suicídio. Feito e lançado antes da moça ter sido enterrada. Isto é que é ser avant-garde, meus amigos. É claro que causou um pequeno escândalo e só prova que Waters sempre teve intuição para prever fenómenos sociológicos. Se não sabem, ainda este ano vamos ter o "privilégio" de sermos presenteados com um filme sobre a vida de Michael Jackson... De certeza que Waters já deve estar a esfregar as mãos de ansiedade.
Bem, mas fiquem com a curta e vejam um(a) Divine ainda longe de se tornar a lenda que sempre foi. Até já.
E se um filme genial não chegava, o homem fez outro, filmando a segunda parte da trilogia do qual Begotten faz parte.
Din of Celestial Birds trata das origens, desta feita não da Humanidade em si, mas de tudo um pouco.
Usando a mesma linguagem experimental de Begotten, Elias Merhige consegue, mais uma vez e de uma maneira distinta, cativar o interesse do ínicio ao fim, num suceder espiralado de magia psicadélica a preto e branco com uma banda sonora (mais uma vez) absolutamente adequada.
Fica esta curta aqui para visionamento, na íntegra.
Olhos bem postos neste realizador checo, Ivan Zacharias. Perante tanto talento, é de esperar uma grande entrada no mundo do cinema. Isto é, quando ele se decidir a fazer longas-metragens. Por enquanto, podem apreciar a sua mestria visual nesta curta deliciosa, com cheirinho a Bollywood e hilariante até dizer chega. Zacharias também meteu o dedinho nos spots publicitários e, dentro em breve, verão alguns exemplos aqui mesmo, no Maus da Fita. Até lá, fiquem com a sua explicação para o aparecimento do penteado mais infame da história dos penteados: o mullet ou, neste caso, Mulit! Boas férias!