Double-Feature: Machete + Hatchet

quinta-feira, 25 de novembro de 2010



Não é por nada, mas se eu fosse realizador, aproveitava a onda e fazia um filme chamado "NAIFA". That's right, bitches.



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Double-Feature: Cat People (1942) + Cat People (1982)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010




Um exercício interessante para quem quiser ver como 40 anos de evolução na arte de fazer Cinema fazem toda a diferença. Os dois são clássicos à sua maneira, mas por razões completamente diferentes. Um porque mostra tudo, o outro porque deixa tudo à imaginação de cada um. E ambos funcionam. Coisa rara. E ainda bem que assim o é.



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Double-Feature: Shutter Island + Inception

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



Ocorreu-me hoje ao revisitar SHUTTER ISLAND em DVD que faria uma excelente Double-Feature com outro filme de Leonardo DiCaprio que também estreou este ano: INCEPTION. Dois filmes que questionam a realidade em que vivemos; dois filmes que estão constantemente a fazer jogos mentais com os espectadores; dois filmes que incluem elementos de terror e/ou fantástico na sua trama; e no seu centro, dois filmes que lidam com a perda de entes queridos por parte dos personagens principais. E dois magníficos filmes em todos os seus aspectos, porque não também!


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Double-Feature: Bitch Slap + Run! Bitch Run!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010




Bloggers de todo o mundo: unam-se à Grande Causa! Vamos tornar BITCH SLAP o próximo ROCKY HORROR PICTURE SHOW! Toca a fazer convenções, exibições e outra palavras acabadas em "ões"! "BITCH SLAP é culto" serão as nossas palavras de ordem e só descansaremos na nossa divina demanda quando este glorioso filme atingir o estatuto de Midnight Movie!

Agora mais a sério: este filme merece mesmo mais propaganda. Porquê?, perguntam vocês. Porque sim. E porque não se leva a sério. E porque é feito com a plena consciência que a sua natureza é a Exploitation pura e dura. E porque não ofende como outros que se levam mais a sério e que são bem mais "exploitativos" sem o quererem ser. O que não é o caso da segunda recomendação de hoje: RUN! BITCH RUN! Digam lá, não adorariam um dia ver estes dois filmes de enfiada "num Cinema perto de si"?

Para finalizar, um aviso: Outubro no Maus vai ser totalmente dedicadinho ao Cinema de Terror e/ou Fantástico, por isso WATCH OUT, BABY! E se acham que estes dois filmes não encaixam no género, olhem que eles provocariam expressões de terror em muito e boa gente por esse mundo fora...



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Double-Feature: Frontière(s) + Espion(s)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010



Continuo com grandes dúvidas existenciais. E acreditem que não ando a ler nem Sartre, nem Nietzsche, nem Schopenhauer. Não. Definitivamente. Mas façam-me o obséquio de me explicarem porque é que este dois filmes franceses têm o plural entre parêntesis. Será que é alguma nova vaga que por aí vem? Será que os realizadores não se decidiram pelo singular ou pelo plural e, à laia de pensamento de última hora muito mau, acharam que ficava bem assim? Ou será que estes dois títulos contêm algum significado muito mais profundo, assim tipo lenda arturiana ou do gênero, que eu não estou a conseguir captar? Ou será, porventura, alguma pista rosacruciana ou quiçá massónica, tipo linguagem de código?! Ajudem-me, por favor!
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Double-Feature: Bikini Bloodbath Christmas + Rare Exports

sexta-feira, 10 de setembro de 2010



Chamem-me weirdo, anormal, o que quiserem, mas eu cá já tenho a minha sessão-dupla natalícia preparadinha (e quem me conhece sabe que eu tenho das colecções de filmes de Natal mais estranhas à face da terra). E eu sei que ainda estamos em Setembro e que não faz grande sentido falarmos destas coisas tão prematuramente, mas contra isso eu deixo-vos os trailers para vossa consideração. E depois digam lá se não vos apetece montar já o pinheirinho [wink wink nudge nudge]!



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Double-Feature: Singin' in the Rain + A Clockwork Orange

terça-feira, 7 de setembro de 2010



Ah... poder um dia ver estes dois filmes numa Sessão Dupla numa qualquer sala de cinema perto de si... Nesse dia, a minha fé no futuro da Humanidade atingiria níveis estratosféricos.



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Double-Feature: Átame! + The Collector

sábado, 21 de agosto de 2010



Dois filmes que, a meu ver, emparelham muito bem. Os dois baseados na clássica obra literária de John Fowles - The Collector - apresentam o que se pode fazer quando se quer ser fiel à matéria-prima no segundo caso ou, pelo contrário, as inúmeras possibilidades que essa mesma matéria-prima pode conter quando se tem uma imaginação delirante (no primeiro caso, obviamente). Bom Sábado!




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Double Feature: Fantastic Mr. Fox + Le Roman de Renard

quarta-feira, 14 de julho de 2010




A meu ver, uma fantástica Sessão Dupla, passando a redundância. Então, estava eu ontem a ver o DVD do mais recente filme de Wes Anderson (continuo incrédulo como esta pequena maravilha nem sequer passou pelos cinemas nacionais, principalmente por se terem dado ao trabalho de o dobrarem...), quando me apercebi o quanto FANTASTIC MR. FOX ficava a dever/prestava homenagem (decidam vocês) à primeira longa-metragem de animação stop-motion da História - LE ROMAN DE RENARD de Ladislas Starevitch.

Seja no óbvio (serem os dois filmes acerca duns malandros raposos), seja no menos óbvio (serem as duas histórias acerca de uma rebelião contra o poder através da argúcia do personagem principal), as semelhanças até se podem ver no próprio formato e acção dos bonecos: esguios e muito verticais. Bem, mas pormenores à parte, ontem tive a sensação que estava a assistir a um full-circle da evolução deste particular estilo de animação. Comprovem-no abaixo.



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Double-Feature: Sullivan's Travels + O Brother, Where Art Thou?

segunda-feira, 28 de junho de 2010



Estes dois filmes estão intrinsecamente ligados. Um prémio a quem souber porquê.
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Double-Feature: Pink Flamingos + Cries and Whispers

quinta-feira, 3 de junho de 2010




Se virem o trailer abaixo incorporado, tudo fará sentido...

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Double-Feature: Poltergeist + Ringu

domingo, 7 de fevereiro de 2010




Se calhar aqueles pregadores de certas seitas americanas têm alguma razão quando dizem que "television is evil!"... Acho que as imagens falam por si, não acham? Agora, calmamente, desliguem o monitor do PC onde estão a ler estas linhas e dirijam-se ao botão On/Off do vosso comando TV e carreguem nele, não vá o diabo tecê-las...
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Sessão Dupla: Youth Without Youth + The Curious Case of Benjamin Button

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009



Duas histórias que se relacionam pela sua inversa natureza. Dois homens que desafiam as leis da natureza e, quais fenómenos científicos, começam a rejuvenescer com o passar do tempo, um desde que nasceu, fazendo assim a viagem até à morte em retrocesso, o outro, a partir do momento em que apanha uma descarga eléctrica provocada por um relâmpago.

Dois filmes recentes que exploram de maneiras originais novas maneiras de contar histórias, um realizado por um velho mestre - Francis Ford Coppola - o outro, por um futuro mestre - David Fincher. Este segundo teve direito a maior exposição mediática, devido às suas estrelas principais, Brad Pitt e Cate Blanchett. No entanto, isso não lhe tira mérito porque o filme é daqueles raros casos de perfeição cinematográfica, onde os efeitos especiais não se notam, de tão avançados são, o que só ajuda à verosimilhança da história e à não-distracção da nossa parte em relação ao enredo devido a qualquer falha técnica.

Mas deixo-vos com o trailer da obra de Coppola, que ainda continua a ser bastante ignorada, menos por aqueles que a viram. Este é daqueles filmes que todos os realizadores gostariam de fazer na sua idade madura. Coppola serve-se do material de apoio literário para desenvolver os seus próprios temas de eleição (como são o renascimento, o kharma e a alma-gêmea, já explorados em BRAM STOKER'S DRACULA), e tece um enredo com filamentos de ouro e com mestria suficiente para nos manter hipnotizados durante a sua duração. Especial destaque vai também para a sua Banda-sonora, que ajuda e muito ao ambiente feérico de que a história se alimenta. No fim deste dois filmes, fica a pergunta: o que fariamos nós se, ao invés de envelhecermos, ficássemos cada dia mais novos?

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Double-feature: Onibaba + Kuroneko

sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Mesmo, mesmo antes do Halloween dou por mim a revisitar dois clássicos do cinema de terror japonês dos anos 60 que já há muito tempo não punha os olhos em cima: ONIBABA e KURONEKO, ambos do realizador Kaneto Shindo. E porquê uma sessão-dupla deste par, perguntam vocês? Pois se querem saber, venham daí.

Shindo pertenceu à nova vaga de realizadores/autores japoneses que fizeram furor durante a revolucionária década de 60. Procurando novas formas de contar histórias e novos temas com maior relevância, assinaram dos títulos mais emblemáticos da época e dos seus talentos saíram filmes ainda hoje falados e ainda hoje vistos com renovado interesse e admiração. A Shindo, podemos acrescentar também Nagisa Oshima, Hiroshi Teshigahara, Masaki Kobayashi, Shohei Imamura e Yasuzo Masumura, todos eles criadores de poderosas obras de arte que têm o condão de funcionarem como peças esteticamente inovadoras, sem nunca deixarem de ser interessantes para o espectador, nem nunca serem desnecessariamente difíceis de assimilar.

Em ONIBABA e KURONEKO, Shindo oferece-nos uma visão de um mundo em turbulência, de uma época em que o Japão estava a sofrer grandes privações e conflitos e em que os samurai se aproveitavam da sua posição social e do seu poder bélico em detrimento dos mais fracos e desfavorecidos. Mas o que une estes dois filmes é o facto de as personagens principais serem duas mulheres em ambos os casos e que se vão ver a braços com situações extremas de sobrevivência. Isso, e de ambos conterem também elementos de terror (pensavam que já estava a fugir ao tema do mês, não era? Enganam-se! Isto é cinema fantástico com assinatura de mestre, meus amigos).

Em ONIBABA, há uma sogra e uma nora que esperam o retorno do filho/marido que nunca chegará, visto ter sido morto na guerra. Já em KURONEKO, temos uma mãe e uma filha que esperam o retorno do genro/marido que voltará sim, mas para encontrar os espectros/fantasmas das mesmas que pereceram às mãos de samurai sem escrúpulos. Como vêem, há aqui elementos suficientes para os ligarmos como obras-irmãs e para estudarmos as suas diferenças e semelhanças. Podiamos passar aqui o dia a enumerá-los e a dissecá-los e concerteza seria interessante, mas como não quero entrar em spoilers, prefiro deixar aqui a minha recomendação máxima para os verem logo que possam.

Só para terminar, ONIBABA é um espírito que pertence ao rico folclore japonês que é representado por uma mulher velha e KURONEKO é um gato preto que rouba os espíritos daqueles que morrem injustiçados para os vingarem para além da morte. E se isto tudo não serviu como incentivo para verem estes filmes, não se considerem fãs de cinema de terror. Pronto.

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Double-feature: Rocky Horror Picture Show + The Hunger

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Pois eu inauguro o mês a falar do Rocky Horror Picture Show então!

Quem nunca viu este filme não imagina o que está a perder...

Adaptado do teatro, conta como os recém-casados Brad e Janet (Barry Bostwick e Susan Sarandon) tendo uma avaria numa zona remota, acabam por ir parar ao castelo do Dr. Frank-N-Furter o travesti desempenhado por Tim Curry.

Pois bem, chegaram em boa hora pois era na realidade um dia importante para as gentes de Transsexual (o planeta) da galáxia Transylvania, o Dr. Frank-N-Furter iria revelar a sua mais recente criação: um jovem de seu nome Rocky Horror, concebido para “aliviar a tensão” do cientista.

Tudo corre bem até os mortos regressarem, de moto, a cantar, para novamente serem mortos e servidos à refeição.

Com muita cantoria (16 músicas entre as quais algumas com o Meat Loaf), muitos avanços sexuais do Dr. Frank-N-Furter, ditos espirituosos por parte de Riff Raff (Richard O’Brien) e momentos de rara sensualidade com Magenta e Columbia este maravilhoso monumento do entretenimento dá uma satisfação muito grande a quem o vê. Todo o ambiente de filme de ficção científica vintage e história são altamente cativantes, sendo os momentos musicais – na sua maioria – muito divertidos.

Este filme despertou um grande culto em diversos quadrantes, sendo comum encontrar nas suas exibições em cinemas imensos espectadores vestidos como personagens do filme, cantando e coreografando alegremente. Eu nunca tive essa oportunidade e tenho pena, gostaria de um dia, também eu cantar o Time Warp num cinema...



No bom espírito do filme decidi que esta entrada seria uma double feature e assim, falarei em seguida do The Hunger, também com Susan Sarandon.

Um relativo desconhecido de muitos amantes do género mais vampiresco, esta pérola, realizada por Tony Scott em 1983, conta com a participação de Catherine Deneuve e David Bowie nos principais papeis de Miriam e John.

Logo no início do filme há uma cena com os Bauhaus a tocarem que realmente é memorável para aqueles que como eu nutrem um especial carinho por eles. Segue-se uma sequência de caçada e repasto que nos deixa logo mais à vontade.

Os gajos não mordem, não, como boa gente de linhagem egípcia, eles cortam a garganta com uma pequena lâmina que guardam nuns ankhs... espertos.

O filme é bastante existencialista em boa verdade, e aborda uma situação interessante e normalmente não tratada noutros filmes do género: o envelhecimento. Aqui alguns vampiros envelhecem a partir de determinada altura, sofrendo de uma desconhecida mas nem por isso fatal doença.

É dramático por isto, os vampiros envelhecem mas não morrem. Definham armazenados em caixões alinhados no sotão; pelo menos os amantes de Miriam.

Entra Susan Sarandon como Sarah Roberts, especialista em Hematologia que realiza estudos de envelhecimento em babuínos. Sim, que Miriam, habituada a perder outros amantes, rapidamente se prepara para substituir John por Sarah que prontamente inicia nas misteriosas artes negras do sangue e da vida eterna.

Boa malha. Bom filme.
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Double-feature: Taking Woodstock + Woodstock

terça-feira, 22 de setembro de 2009



Uma nova rubrica acabadinha de estrear aqui no Maus da Fita: a Sessão Dupla. Surgiu-me esta ideia quando estava a ver o novo filme de Ang Lee no cinema com um amigo de longa data. É que o filme de Lee é tão fiel no retratar do ambiente, cenários e personagens da época em que se insere a trama da história que mais parecia que estavamos a ver um making-of do mais mítico dos festivais. Até comentei que se passassem o agora lendário documentário logo a seguir ao novo filme de Lee seria a experiência perfeita.

Mas confesso que entrei para a sala de cinema com algumas reservas. Como é que Lee, sendo chinês, se iria interessar por relatar todo o background que antecedeu a Woodstock, uma referência mais americana do que o hamburger ou o Cadillac (ou, pelo menos, tão americana)? As razões tornaram-se evidentes à medida que o filme se ia desenvolvendo. Uma das temáticas favoritas de Lee sempre foi a família e as relações pais/filhos. Ora, em TAKING WOODSTOCK, há uma típica relação dessas que chega a ser tão caricata em partes que mais parece que estamos a ver uma qualquer série TV. Mais há mais pormenores que eu aqui não desvendo para não estragar o filme, mas acreditem que vale mesmo a pena. O único senão é que, se estão à espera de ver um filme com a carga emocional de BROKEBACK MOUNTAIN ou com a beleza e a graça de CROUCHING TIGER HIDDEN DRAGON, podem desde já tirar o cavalinho da chuva. Lee é um iconoclasta, alguém que quebra barreiras em cada filme que nos apresenta e este TAKING WOODSTOCK não é diferente.

Despeço-me com um bocadinho de trivia: sabiam que um dos editores que ajudou à montagem das mais de 3 horas e meia de WOODSTOCK foi nada mais, nada menos do que Martin Scorsese? Pois é, é de baixo que se começa.

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