Bollywood para as Massas - Top 5

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Como correspondente Bollywood dos Maus da Fita, decidi criar este pequeníssimo top de filmes indianos actuais para servir de aperitivo a algum leitor que queira explorar o cinema indiano e não saiba por onde começar.

Os filmes desta lista são representativos do cinema indiano contemporâneo, a lista dos clássicos fica para a próxima. Todos - ou praticamente todos - são fáceis de encontrar em lojas de rua, lojas online e nas good ol' torrents. Mantenham uma mente aberta e divirtam-se!

Aviso - ficaram milhares (literalmente) de filmes bons fora desta lista.

Lagaan 



Este filme já foi visto por muitos portugueses e é o verdadeiro filme-assinatura de Aamir Khan, actor e produtor da película.
Numa Índia ainda sob o domínio de Inglaterra, um camponês pobre revolta-se contra os opressores ingleses e une toda a sua aldeia num torneio de criquete épico. A treinadora da equipa é a irmã do vilão inglês, que se apaixona pelo camponês e pela causa indiana.
Lindo, rural e fundamental, assim é Lagaan.


Chameli



Um filme que prova que a nata de Bollywood também faz cinema alternativo, Chameli tem praticamente um só cenário, e duas personagens: uma prostituta com uma história triste e um viúvo desiludido com a vida.
Os actores principais são Kareena Kapoor, a babe por excelência, e Rahul Bose, herói do cinema independente e que foi recentemente protagonista do primeiro beijo gay de sempre no cinema indiano.


Dil Se




Esta incursão por Bollywood de um aclamado realizador tamil foi um dos filmes indianos com mais sucesso no circuito de distribuição ocidental.
A temática é o terrorismo, aqui sob a forma de uma enigmática e traumatizada combatente separatista. Um jornalista apaixona-se por ela e tenta aproximar-se, mas o seu destino já está decidido.
O legítimo rei de Bollywood, Shah Rukh Khan, mostra que não tem medo de nenhum assunto.


Kuch Kuch Hota Hai




Aquilo que muitos consideram lugares-comuns de Bollywood resultam aqui na perfeição. Amores não correspondidos, desencontros entre amigos e a morte de pessoas que amamos, tudo conjugado com divertidas cenas de song-and-dance, bastante humor e emoções ao rubro. E claro, o rei Shah Rukh e a rainha Kajol.
Simples e previsível, mas no entanto brilhante.


Devdas




O filme que alguns veneram e outros detestam, Devdas é Bollywood no seu melhor.
É um festim visual e emocional com algumas das mais fantásticas cenas musicadas já vistas (ou imaginadas) e com diálogos pensados ao pormenor e saídos directamente do período Romântico. É disto que os sonhos são feitos.
Com Aishwarya Rai, Madhuri Dixit e Shah Rukh Khan.
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Cinema Nun'Álvares reabre com Avatar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Por Sérgio C. Andrade in Público
"Jovem empresário moçambicano aposta na recuperação da histórica sala da Boavista, na qual pretende conciliar o cinema comercial com os filmes independentes



É uma boa notícia para os cinéfilos e para os portuenses espectadores de cinema em geral, que vem contrariar o que tem acontecido nos últimos anos neste sector: o Porto vai voltar a poder contar com um dos seus cinemas históricos - o Nun"Álvares, na Rua de Guerra Junqueiro, que ontem à noite reabriu ao público com o último filme de James Cameron, Avatar, exibido em 3D.A iniciativa partiu de Elias Macovela, um jovem empresário nascido em Maputo, em 1977, que para o efeito criou a empresa Malayka Filmes, que se ocupará da gestão e programação da sala portuense.
Elias Macovela, que é também administrador-delegado da distribuidora de cinema independente Pantheon Entertainments, com sede em Lisboa, diz ter decidido investir agora no Porto, e em particular no Nun"Álvares, por motivos de certo modo "afectivos". É nesta cidade, na zona do Campo Alegre, que mora a sua filha, ainda criança, e que é o principal motivo das suas repetidas visitas ao Porto - que também conhece das viagens profissionais como técnico de luz de companhias de teatro como a Cornucópia.
"Primeiro, nas folgas do teatro, aos domingos e segundas-feiras, e depois, quando vinha buscar a minha filha, frequentava habitualmente o Nun"Álvares e gostava muito do cinema", recorda o empresário. Um dia, depois de 2005, chegou lá e viu as luzes apagadas. "Fez-me confusão ver fechado um cinema tão bem localizado, ainda por cima num bairro muito dinâmico, com escolas de música e artísticas por perto, para além da Universidade", diz Elias Macovela, que desde essa altura viu no Nun"Álvares um desafio para si próprio.
Os contactos para o arrendamento desta casa começou a fazê-los há cerca de um ano. "Não procurei outros cinemas. Era o Nun"Álvares que eu queria", diz Elias Macovela, que, assegurado o acordo para um período experimental de dois anos, tratou de dotar o cinema com o mais moderno equipamento de projecção digital e também 3D - que lhe permite exibir agora o filme de James Cameron.
Duas sessões à meia-noite
O novo exibidor realça, aliás, o facto de o cinema manter todas as condições funcionais. "O ecrã, a plateia, a cabina de projecção, o sistema de cortinas e o ar condicionado estão todos em perfeitas condições", diz, acrescentando que a gestão da sala será assegurada por uma pequena equipa de quatro pessoas (mas nenhuma delas é antigo funcionário do cinema).
O programa de Elias Macovela para o Nun"Álvares é o de conciliar o cinema comercial, principalmente nos fins-de-semana, com as cinematografias independentes, nomeadamente os filmes que o próprio distribui através da Pantheon Entertainments - que detém títulos como Lake Tahoe, de Fernando Eimbcke, Disierto Adentro, de Rodrigo Plá, Le Fils de l"Épicier, de Eric Guirado, The Lemon Tree, de Will Campbell - e que preencherão os dias da semana. Elias Macovela está também aberto a colaborar com festivais como o Fantasporto ou o Indie, e em iniciativas sazonais como a Festa do Cinema Francês, bem como com o Cineclube do Porto e a anunciada Cinemateca para a cidade.
Aproveitando as novas tecnologias de exibição, o cinema poderá ainda "exibir conteúdos alternativos, nomeadamente transmitir concertos em directo", diz o empresário. O Nun"Álvares terá quatro sessões diárias, a que se acrescentarão a sessão da meia-noite às sextas-feiras e sábados."

Malta do Ministério da Cultura, vejam se seguem o exemplo e reabram também a Casa das Artes.





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A Companhia dos Lobos

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Este clássico de Neil Jordan, vencedor de três prémios do Fantasporto em 1985 e adaptado do livro The Bloody Chamber de Angela Carter, é um must-see para fãs de lobos, fãs de horror gótico e feministas que se prezem.
Eu sou isso tudo e por isso tenho nesta obra a minha Bíblia cinematográfica.

Ancorado nas histórias macabras da literatura medieval europeia em que os humanos se transformam em bichos e vice-versa, o filme está pejado de leituras freudianas da história da Capuchinho Vermelho, essa pobre menina inocente que tudo o que queria era levar comida à avozinha e que, pelo caminho, é tentada por um lobo homem misterioso de sobrancelhas farfalhudas.

Quando era pequenina vi o trailer deste filme na televisão e fiquei aterrorizada para sempre. Só passou quando, já na idade adulta, vi o filme e me apaixonei pelos lobos.

Fiquem então com estas sábias palavras de uma ajuizada Capuchinho:
Little girls, this seems to say, never stop upon your way, never trust a stranger friend, no-one knows how it will end!
As you're pretty, so be wise. Wolves may lurk in every guise.
Now, as then, it's simple truth, sweetest tongue has sharpest tooth...

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Top 5 personagens: Meninas do Cinema

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


No seguimento do imenso sucesso que foi o Top 5 de Cavalonas do Cinema, fui convidada a fazer um Top de Meninas. A ideia não foi minha, a sério. E farei os possíveis para não descambar para a gozação gratuita. Cá vai então:

5º Meninas dos filmes do Fellini


Fellini era um grande realizador, isso ninguém discute.
Uma das coisas que para mim fazia dos seus filmes obras tão bizarras quanto interessantes era a abundância de garotinhas, perdão, meninas que neles havia.
Em Satyricon essa abundância de graça feminina em jovens rapazes é por demais notória e como é óbvio não os podia deixar de fora deste top. Tenham em atenção que a menina é a da esquerda.

4º Björn Andrésen, a miúda do Morte em Veneza


Ainda falando de filmes do antigamente, quem não se lembra desta menina encantadora que tantos cavalheiros deve ter apoquentado no seu tempo? Andrésen entretanto tem reiterado que não é dado a mariquices mas nós gostamos de o recordar como ele era na mocidade.
Já agora, então não é que depois de Morte em Veneza o garoto rumou ao Japão onde chegou a gravar umas musiquitas? Talk about being big in Japan...

3º Jonathan Rhys-Meyers


Dando um salto de algumas décadas chegamos aos anos 90, altura em que Rhys-Meyers brilhou (literalmente) no glamoroso Velvet Goldmine. Tendo entrado em vários produções de época (uma mulher sempre adora aquele imaginário Maria Antonieta, certo?), o actor teve novamente um desempenho aclamado em Match Point, aquele filme em que tem uma relação lésbica amorosa com a curvilínea Scarlett Johansson.

2º A Vampira de Twilight


E porque isto do mundo do cinema está sempre a evoluir e temos de acompanhar as tendências, tenho a dizer que a menina do momento é Robert Pattinson, que talvez reconheçam dos cartazes daquele filme emo adolescente chamado Twilight.
Eu estou a tentar evitar a questão do lesbianismo mas aqui é impossível. Eu não vi o filme (se calhar é porque já não tenho idade) mas quer-me parecer que o Robert Pattinson aparece agarrado a uma gaja.

1º Kitten de Breakfast on Pluto


E agora sim, a verdadeira, a mais linda, a mais charmosa e ladylike deste grupo: a adorável Kitten (aka Cillian Murphy) de Breakfast on Pluto. A esta até eu punha um anel no dedo, meus amigos!
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Cruising

sexta-feira, 1 de maio de 2009


Sábado à tarde, enroscada no sofá, nenhuma vontade de me mexer. Nestas alturas costumo fazer sessões de várias horas de cinema indiano ou fazer aquilo que faço melhor: ver séries criminais.

Graças ao canal Fox Crime vi por completo acaso um filme que fiquei a amar: Cruising, de 1980.

Realizado por William Friedkin (sim, o mesmo do Exorcista) e com Al Pacino no papel do polícia durão, Cruising tem tudo: um psicopata misterioso, vários homicídios por resolver e um polícia que dá tudo pela profissão.
Isto, senhoras e senhores é tudo o que é preciso para termos entretenimento e suspense garantidos.

Adicionalmente, há a parte fixe. O homicida só ataca na cena gay leather nova-iorquina, tem preferência por tipos morenos e tesos e só há uma maneira de o apanhar: agir sob disfarce.

Eu tenho um irmão mais novo que, como muitos da sua geração, vêem Pacino como o gangsta original, o verdadeiro e genuíno "cabra-macho". E sim, o meu irmão obrigou-me a ver Scarface e todos os outros filmes em que Al Pacino faz juz à fama de durão. E Cruising é só mais um.

O facto é que o tipo aceita sem hesitar embrenhar-se nas cenas mais hardcore possíveis - que vão desde encontros sexuais fortuitos em parques públicos até festas kamikaze com tipos fardados de polícias (e outros de nazis).

Para mim, foi também a oportunidade de aprender algo de novo, nomeadamente o código das cores dos lenços de cornucópias que o pessoal usava nos 70s para identificar práticas e preferências, eheheh.

Seja como for, este filme tem muitas subtilezas e se fosse feito com um bocadinho mais de humor pareceria saído da mente de Pedro Almodóvar. Mas com Al Pacino não se brinca, ele é que brinca connosco.
Muito bom mesmo.
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