Video Clips de Realizadores famosos: Heathen Child de John Hillcoat para Grinderman

terça-feira, 2 de novembro de 2010



Este aqui só mesmo visto, porque mesmo que eu diga que contém demónios destruidores, uma rapariga a tomar banho de imersão, romanos de cú à mostra e que deitam raios de laser pelos olhos, criancinhas assustadas em salas de cinema, uma cheerleader dos infernos,  asteróides em colisão com a Terra, dilúvios de proporções bíblicas e flatulências capazes de provocarem explosões atómicas, não chega para descrever a insanidade que este video realizado pelo senhor que recentemente assinou o excelente THE ROAD - John Hillcoat - contém. Ah!, e o Nick Cave também por lá anda. De visão obrigatória. Algo entre uma trip visual de Jodorowsky e o Astérix. Oh, yeah.

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Top 10 filmes bizarros de Vampiros

domingo, 17 de outubro de 2010


E já que esta semana tivemos muita vampiragem aqui pelo Maus, que tal terminar em grande com um Topzito dedicado aos mais bizarros filmes de vampiros de que me consegui lembrar? Fui buscá-los aos quatro cantos do mundo e a variedade aqui é tão grande que só prova mesmo que estas criaturinhas pálidas e aterradoras ainda vão andar entre nós por muito mais tempo. Também, é suposto serem imortais, correcto? Comecemos então. Ah!, desta vez não há lugares porque, como poderão ver, eles são todos tão bizarros à sua maneira que seria até um pouco injusto decidir qual estaria nesta ou naquela posição. Aqui ficam eles então, todos em pé de igualdade.

Blacula de William Crain


E começamos fortes! O que é que acontece quando se junta Blaxploitation com Vampirismo? Acontece este BLACULA, that's what motherfucker! Este mano gosta mesmo é de ferrar pescocinhos de damas - e elas, de serem ferradas por ele. Já se sabe, once you go black, you never go back!


Zinda Laash de Khwaja Sarfraz


Também conhecido como DRACULA IN PAKISTAN, este delírio Bollywood com canções à mistura e tudo, consegue transpôr o original de Bram Stoker para a Índia como se nada fosse. Neste caso, o vampiro em questão era um cientista que ficou assim virado para o sangue após beber uma mistura que, em princípio, lhe daria a imortalidade. A coisa deu para o torto, claro. Como estão a ver, isto é Dr. Jekyll and Mr. Hyde, Dracula e drama musical tudo à mistura numa grande masala! Imperdível.


Cronos de Guillermo Del Toro


Guillermo Del Toro prova aqui com a sua primeiríssima longa-metragem que já era um gajo com ideias e visão. Aqui o vampirismo é originado por um antiquíssimo artefacto em forma de escaravelho dourado feito por um alquimista do século XVI que, mais uma vez, está feito para garantir a imortalidade a quem o utilizar (mas será que estes gajos não aprendem que essa cena de vida eterna é muito má onda? Dá sempre para o torto!). O interessante da coisa é que nos mostra o vampirismo como uma dependência. Ah!, e tem como personagem principal um velhote dono de um antiquário que vai utilizar esse mesmo artefacto para se sentir mais jovem e viril. Como nós o percebemos...


El Vampiro de Fernando Méndez


Dracula no México soa-vos mal? Pois a este señores não. Se há coisas que os países da América Latina sempre souberam fazer de maneira... como dizer, ímpar... foi pegar em aspectos culturais de outros países e introduzi-los na sua cultura sem pensar muito na coisa. Os indianos têm a masala, os mexicanos... a piñata...? Bem hajam, porque não há realmente que ser snob nestas coisas da cultura!


Legend of the 7 Golden Vampires de Roy Ward Baker


Ok, mais uma: o que é que acontece quando se pega nos filmes da Hammer e se mistura com artes marciais? Acontece esta coisa assustadora que estão a ver em cima! Feito numa altura em que os filmes do Bruce Lee estavam "a dar" (dinheiro, claro), este filme faz-me lembrar o Dragon Ball: "Fu-são!".


Mr Vampire de Ricky Lau


E se a moda não pegou muito cá para os nossos lados, pelos vistos lá para a Ásia a coisa deu resultado. E o resultado é outra bizarria, desta feita vinda all the way from Hong Kong. Os vampiros aqui saltam. Alto. Muito alto. I kid you not. Só vendo para crerem. Fez grande sucesso e é hoje um dos clássicos do cinema de terror asiático. It's a strange world, I know.


Thirst de Park Chan-wook


E continuamos no Oriente, desta feita na Coreia do Sul onde uma história carregada de simbolismos religiosos nos provoca com o poder da sua mensagem e das suas imagens, criadas nada mais, nada menos do que pelo enfant terrible daquelas bandas: Park Chan-wook, o Sr. Oldboy. A surpresa aqui é vermos um padre católico sul-coreano a combater os seus demónios pessoais e a falhar miseravelmente. E a apaixonar-se pelo meio. Soa-vos a um bom filme? Então é porque é mesmo. Altamente recomendável.


Thirst de Rod Hardy


Mas já em 1979 alguém se tinha lembrado de fazer um filme sobre vampiros com esse nome. E na Austrália, no less (eu disse-vos que os fui buscar aos quatro cantos do mundo, não disse? Não estava a brincar, como vêem). Neste filme vamo-nos deparar com uma comunidade de vampiros que usam os humanos como fonte de subsistência e onde os criam em quintas para assegurar a sua sanguinária sobrevivência. Se isto vos soa a um outro filme que por aí anda que fala mais ou menos da mesma coisa (cof... DAYBREAKERS... cof...), então não estão a imaginar coisas. E agora damos um salto através do Pacífico em direcção aos good old U. S. of A.


Jesus Christ Vampire Hunter de Lee Demarbre


Sim, este filme é exactamente tudo aquilo que estão a pensar. E ainda mais! Só para terem uma ideia da natureza desta besta, deixo-vos com a descrição que aparece no Imdb: "Kung-Fu Action / Comedy / Horror / Musical about the second coming". Para mim isto é o suficiente para o incluir em qualquer lista que se preze.


Vampire Girl vs. Frankenstein Girl de Yoshihiro Nishimura


E fechamos com chave de ouro com um dos mais bizarros filmes saídos do Japão ou de qualquer outro país! Esta demência visual é de visão obrigatória para todos os fãs de filmes de vampiros! O meu sonho é pôr um fã da saga Twilight a ver isto com aqueles grampos nos olhos à la Laranja Mecânica! Bem que eles merecem, não é? Bom Domingo, pessoal!

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24/07/10 - Life In A Day

sexta-feira, 23 de julho de 2010



É já amanhã! O concurso video mais megalómano de sempre! Fiquem com a síntese:

"A vida em um dia" é uma experiência global histórica para criar o primeiro longa-metragem do mundo gerado por usuários: um documentário, filmado em um único dia, por você. Em 24 de julho, você terá 24 horas para documentar um trecho da sua vida com uma câmera. As filmagens mais interessantes e originais serão editadas em um documentário experimental, produzido por Ridley Scott e dirigido por Kevin Macdonald.

Para obter mais informações, visite youtube.com/lifeinaday.



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Spots TV de Realizadores Famosos: Go Work de John Hillcoat para Levi's

quinta-feira, 8 de julho de 2010



Acabei de descobrir este spot publicitário da lendária Levi's realizado pelo australiano John Hillcoat, o mesmo do recente THE ROAD com Viggo Mortensen e babei. O seu domínio da imagem é, no mínimo, brilhante. Em plena semana de competição do Curtas de Vila do Conde, isto merecia passar por lá. Porque quem diz que os spots publicitários também não davam excelentes curtas?

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The Naked Bunyip

sábado, 22 de maio de 2010


Pergunta: O que é o Naked Bunyip? Resposta: uma figura mítica australiana, tipo Yeti, que se pergunta porque é nú. Perceberam? Eu também não, mas bizarramente tornou-se o símbolo perfeito para denominar este lendário e seminal documentário made in Australia sobre a sexualidade que se vivia na altura da revolução sexual dos anos 60. E foi também o responsável indirecto pelo renascer do cinema australiano e pelos fabulosos filmes que foram feitos na década seguinte.

Se há documentários que me prendem ao sofá são estes, baseados em temas da sempre polémica área da sexualidade humana. E THE NAKED BUNYIP não foge à regra. É engraçado notar que, passados que estão 40 anos desde que foi lançado nos cinemas, muitos dos assuntos do dia ainda continuam actuais (os problemas da inserção na sociedade da comunidade LGBT), enquanto que outros passaram felizmente à história (a misoginia latente em algumas mulheres deu entretanto lugar à sua justa emancipação). Pelo meio, temos a lenda que é Barry Humphries a brincar com estas e outras questões usando o seu alter-ego, Dame Edna. Resposta de Dame Edna à pergunta se usa a pílula: "Não uso, porque não sou católica!".

Parte documentário, parte mockumentary, parte tratado sexual importantíssimo, THE NAKED BUNYIP consegue tocar em muitos assuntos que ainda hoje são considerados um pouco tabu e ao fazê-lo, provoca uma reviravolta na engrenagem da censura da altura que ainda hoje se faz sentir, porque a "obriga" a reconsiderar o que é aceitável aos olhos do grande público. Pode-se, por isso, dizer que este filme é o responsável por todas as maluqueiras que fizeram a história do cinema de Exploitation na Austrália dos anos 70. E olhem que não foram poucas! Fiquem atentos aos próximos posts e acompanhem-me enquanto eu me lanço na aventura dessa excitante filmografia!

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Video Clips de Realizadores famosos: Do You Love Me? de John Hillcoat para Nick Cave and The Bad Seeds

sexta-feira, 30 de abril de 2010



O meu coração cinéfilo tem andado nos últimos tempos pela Austrália. Primeiro, porque recebi ainda esta semana pelo correio o 1º volume de 6 filmes dedicados à Ozploitation e mal posso esperar para começar a vê-los um por um. Depois, porque acabei agora mesmo de ver um outro filme made in Oz - THE PROPOSITION - realizado por John Hillcoat, o mesmo do magnífico THE ROAD. Após breve pesquisa, constato que Hillcoat é colaborador habitual de Nick Cave (que assina o guião e banda-sonora de THE PROPOSITION e se safa muitíssimo bem), tendo com ele feito inúmeros videoclips. Aqui fica um que me remete para os tempos em que a MTV ainda era um canal onde se podia passar umas boas horas a assistir sem cairmos no marasmo mental.

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Not Quite Hollywood

quinta-feira, 11 de março de 2010


Eu já disse isto antes e volto a dizer: ser cinéfilo é uma aventura constante e quando se pensa que já se viu tudo que se tinha para ver, novos mundos são-nos desvendados e nós, quais Vascos da Gama ou Cristóvãos Colombo, partimos em busca dessas Índias e dessas Américas com a adrenalina própria desses lendários pioneiros.

Uma dessas "descobertas" que me está a levar a viajar (sentadinho no conforto do meu sofá, entenda-se) literalmente para o outro lado do mundo, foi ter recentemente visto o documentário NOT QUITE HOLLYWOOD, dedicado ao cinema de exploitation feito lá para a terra de Oz (Austrália, para os leigos). Digo-vos uma coisa: está feito com tal amor à causa que no fim deu-me vontade de ver todos os filmes que aí são abordados. E não é à toa, porque realmente este é todo um mundo que apetece descobrir, um mundo quase sem regras onde também quase tudo era permitido devido à abolição de certa leis que, por sua vez, deram carta branca aos realizadores para fazerem o que melhor entendessem. O resultado são filmes onde se nota um genuíno espírito de aventura e vontade de fazer cinema transgressivo e dirigido às massas. Sim, porque se pensam que o cinema australiano se resume a PICNIC AT HANGING'S ROCK ou a PRISCILLA QUEEN OF THE DESERT, então enganam-se redondamente!

Tarantino, quiçá o maior entusiasta de cinema de exploitation no activo, é um dos entrevistados, mas desenganem-se se pensam que ele é o personagem mais interessante deste maravilhoso documentário: esse lugar cabe aos delirantes filmes que fizeram esta particular história. A ver urgentemente.

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Top 5 filmes: Bonecos

domingo, 13 de setembro de 2009


Inspirado pelo anterior post dedicado à campanha publicitária do novo de Spike Jonze - WHERE THE WILD THINGS ARE - decidi escrever um em tom de brincadeira tendo por tema os filmes com bonecos. Não daqueles que se desenham ou dos feitos por computador. Não. Bonecos, mesmo. Pendurados por arames ou fios, com pessoas dentro de fatos ou mãozinhas enfiadas por lá dentro. Pois. Dos inanimados. Nada de stop-motion aqui. Bem, comecemos.

5º: Thunderbirds are GO, de David Lane

É claro que uma lista de filmes com bonecos não seria completa sem as famosas criações dos ingleses Gerry e Sylvia Anderson, os Thunderbirds. Eu devo dizer que estes bonecos causam-me um certo arrepio, não sei se por causa dos olhos esbugalhados e assustados, se por causa das mudas bocas. Mas essa sensação de estranheza passa imediatamente a riso a partir do momento em que os vemos a correr para se meterem naqueles aviõezinhos que qualquer criança da minha geração quiz ter um dia. Lembram-se dos fios à mostra?

4º: Muppets from Space, de Tim Hill

E é claro também que qualquer lista de bonecos que se preze seria impensável ser compilada sem um filme ou outro do lendário Jim Henson. Há várias escolhas, mas eu decidi colocar esta aventura espacial em quarto lugar porque o segmento MUPPETS IN SPACE na série dos MARRETAS era o meu favorito (e penso que também de muita gente). Neste filme, o Gonzo descobre a sua verdadeira natureza...! A expressão "do outro mundo" poderá ser aqui aplicada...

3º: Dark Crystal, de Jim Henson e Frank Oz

E já cá faltava o toque pessoal do Sr. Henson. DARK CRYSTAL foi um filme que não causou grande sensação quando saiu para as salas de cinema, mas que com os anos foi conquistando um público fiel, sendo agora considerado um filme de culto. Projecto pessoalíssimo de Henson, a história está carregadinha de simbolismos e de filosofias. Além de ter bonecos bizarríssimos e de respirar todo um ambiente de fantasia pura, este filme encanta pelo seu candor e pela sua mensagem. A ver, então e merecidíssimo deste honroso terceiro lugar.

2º: Team America: World Police, de Trey Parker

Já esta loucura saída da mente de Trey Parker e do seu colega do crime, Matt Stone é que não está no primeiro lugar porque seria muito difícil destronar o "objecto de culto" abaixo. Mas vamos por partes. TEAM AMERICA pega nas técnicas desenvolvidas por Gerry Anderson e dá-lhes um toque pós-moderno. Os fios que seguram os bonecos estão TODOS bem à mostra e, diga-se de passagem, o filme é de fazer rir até doer os músculos da barriga e da cara! Se não viram ainda, então de que estão à espera?! Não me digam que não gostam de ver americanos idiotas a desempenharem o seu papel na perfeição? Crítica mordaz à maneira como a América trata os outros países e também à imagem de salvadores da Terra que pensam ter herdado de algum deus (o errado, claro), TEAM AMERICA possui imagens verdadeiramente icónicas e polémicas. Exemplo: quando a equipa decide fazer um salvamento "heróico", acabando por destruir metade de Paris, levando a Torre Eiffel na frente e tudo. Obrigatório, meus amigos!

1º: Meet the Feebles, de Peter Jackson

Eu confesso que há Tops que eu faço "quase" de propósito para dar o primeiro lugar a filmes por quais eu tenho devoção. Este delírio de Peter Jackson é "quase" um desses casos. Pronto, ok: é mesmo um desses casos. Admito. Anárquico, controverso, picante, javardo, hilário, fofinho, nojento, todos estes adjectivos serviriam para classificá-lo. Para mim, está próximo de obra-prima. E pensar que este projecto foi inicialmente feito para exibição num canal japonês! Isto é bem mais do que um telefilme - isto é cinema feito com amor à causa. Um triunfo do low budget. Peter Jackson, porque te perdeste?

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Selva Canibal

sexta-feira, 31 de julho de 2009



Quatro amigos - um casal estabelecido e um recém-apresentado - com algum amor à aventura e nenhum à vida, rumam à Papua Nova Guiné em busca do desaparecido Michael Rockefeller, da mui abonada família Rockefeller de Nova Iorque, com destino a um local remoto da selva, minado de canibais e outros que tais, onde terá sido avistado por um aviador um homem branco barbudo e velho, como seria hoje o Michel Rockefeller (pessoa real, nascida a 1938 e desaparecido a 1961, teria 71 anos em 2009).
Partem das Fiji bem apetrechados com duas câmaras de filmar e todo o material necessário para a vida ao ar livre - entenda-se tendas, comida, lanternas, bebidas alcoólicas - rumo ao país que é referido no filme como o segundo local mais perigoso do mundo, a seguir ao Iraque. Sem medo, o grupo tem alguns problemas com os locais civilizados, o que para mim seria mais que suficiente para voltar para casa com o rabinho entre as pernas, e chega finalmente à selva onde tudo é lindo. A natureza é linda, os missionários são lindos, as caveiras humanas são lindas. Estes rapazes e raparigas só se acagaçam quando estão frente-a-frente com a morte. Bom para eles.
Apesar de poder apontar algumas falhas ao filme, como questões de continuidade e pequenas questões logísticas de armazenamento de carne (de pessoa), dou-lhe two thumbs up. A história tem o suficiente para despertar interesse pelo filme e para fazer alguma investigação posterior (usar a amiga wikipedia) e não se estende em explicações que poderiam resultar mal, o filme está muito bem estruturado: o alarme de perigo começa a soar muito cedo e mantém-nos em alerta durante muito tempo em que nada de grave acontece. Os sustos não causam pulos de terror no sofá, antes o levantar dos pelinhos do pescoço. E, mais que tudo, não tenta ser sério. O título original é Welcome to the Jungle, mas o nosso Selva Canibal tem mais pinta.
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Os filmes que eu quero ver: Bright Star de Jane Campion

sexta-feira, 24 de julho de 2009



Devo confessar que ando um pouco farto de tudo que é filme de época. Parecem-me todos iguais uns aos outros. O caso muda de figura quando é a Sra. Jane Campion a realizar e o filme, uma biografia de Keats. Espreitem o trailer acabadinho de chegar à internet:

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Rogue

segunda-feira, 15 de junho de 2009


Uma outra segunda incursão no cinema de um outro realizador que deu que falar aqui há uns anos atrás com o seu primeiro filme (WOLF CREEK), tal como tinha acontecido com o seu colega de profissão Fabrice du Welz com CALVAIRE. Os segundos filmes são normalmente muito ingratos, principalmente quando os primeiros têm assim tanto impacto como os referidos tiveram. Há sempre uma grande expectativa em relação ao que eles vão fazer a seguir e, normalmente, os novos trabalhos ficam sempre um pouco aquém do que seria de esperar.

ROGUE não é excepção a esta regra (nem o foi VINYAN), o que não quer dizer de todo que seja um projecto fracassado. De maneira nenhuma. São apenas diferentes em tom e estrutura e só nos cabe a nós, espectadores, lidarmos com isso. Mas passemos ao filme.

Ok: lembram-se do JAWS? Claro que sim. Agora ponham um crocodilo gigante na sua vez e um grupo de turistas que, ao subirem o rio para verem a vida selvagem em directo, acabam por ficar presos numa ilhota à mercê da maré e do referido animaleco. Estão a ver a ideia? É claro que estou a ser muito simplista, mas o filme resume-se a isto: à luta do homem contra a natureza no seu estado mais predatório. E digamos que há algumas baixas a registar...

O lado humano da história não é descurado e os actores são suficientemente verosímeis nas suas aflições e estados de espírito para nos fazerem crer que estamos a ver pessoas em situações limite. Quanto ao Sr. Crocodilo, parabéns desde já à equipa técnica e de efeitos visuais porque ele está "lá", e muito credível por sinal.

Ah, e as imagens do "australian outback" são lindíssimas, por isso, fãs do National Geographic: vejam este ROGUE.

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Top 5 filmes: Zom Com

domingo, 31 de maio de 2009


"Zom quê?" Zom Com, isso mesmo. Comédias com zombies, para ser mais preciso. Ou zombies com jeito para a comédia, como queiram. Um dos meus sub-géneros favoritos. Vamos lá começar, então?

5º: Undead, de Michael e Peter Sierig

Quando uma pacata cidade australiana é atingida por um meteorito transformando quase toda a gente em raivosos e esfomeados zombies, os sobreviventes deste mini-holocausto vão-se ver a braços para os exterminar. Ainda bem que vão contar com a ajuda de um Rambo local que mata tudo que é morto-vivo com a caçadeira de 3 (!) tubos que construiu especialmente para o efeito. Chamada de atenção para o final que é especialmente surpreendente.

4º: Tokyo Zombie, de Sakichi Satô

Já previamente discutido aqui no Maus da Fita, esta Zom Com tem tudo para ser um clássico: uma dupla cómica que funciona muito bem junta, uma história tipicamente estapafúrdia (como convém a estas andanças, aliás), gore q.b., zombies galore e um sentido de nonsense não forçado. A ver, absolutamente.

3º: Fido, de Andrew Currie

Eu amo este filme de coração. Foi daquelas raras vezes que, quando os créditos finais começaram a passar, fiquei triste porque não queria mesmo que acabasse. É quase perfeito. Senão, vejam a história: numa realidade alternativa, a América conservadora dos anos 50 já passou por uma Grande Guerra Zombie e, como resultado, em vez de os exterminarem por completo, aprenderam a lidar com eles. Ter um zombie domesticado é o último grito e todas as crianças (e adultos também!) querem um. Ou uma. Estão a ver onde eu quero chegar, não estão? Com referências a filmes como LASSIE e imagens tão assépticas quanto virulentas, este é um filme que recomendo vivamente.

2º: Shaun of the Dead, de Edgar Wright

Se ainda não viram este filme, por onde andaram este tempo todo? Um clássico obrigatório, meus amigos. Além de ser o único da lista que também pode ser classificado de Zom Rom Com (sim, tem romance à mistura e tudo), este pequeno grande filme é dos maiores exemplos da comédia britânica no seu melhor. Cena imperdível: a criteriosa selecção de quais discos de vinil podem servir para atirar à cabeça dos zombies.

1º: Braindead, de Peter Jackson

Sim, o mesmo Peter Jackson da trilogia LORD OF THE RINGS. E sim, o homem começou a sua carreira no cinema a fazer filmes de terror de (muito) baixo orçamento. E com muito gore à mistura. Aliás, BRAINDEAD leva o título de filme com mais gore do cinema de que há memória. No final, ficamos quase abananados com a acumulação visual de tanto exagero. Era inadmissível esta maravilha não estar em primeiro lugar. Um pedacinho de Trivia: em Espanha este filme coube-lhe o hilariante título de TU MADRE HA COMIDO A MI PERRO! Ai, estes nuestros hermanos são de rir. ZINGAIA!

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Top 5 filmes: Colégios internos

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Fazer listas é sempre uma tarefa ingrata, principalmente quando essas mesmas listas são Tops. É perfeitamente natural que discordem do filme que coloquei em primeiro lugar, ou até do que coloquei em quinto. Isso para aqui também não importa assim tanto. O que importa é que talvez descubram alguma jóia na coroa destes grandes cinco que talvez ainda não conheçam. É que eles são todos mesmo muito bons, todos eles merecedores de pertencerem a este Top 5.

O tema, como já adivinharam são os Colégios internos. Repressões, inimizades, assassinatos, mártires, bruxaria, desaparecimentos, ele há de tudo nestes cinco filmes escolhidos. Comecemos pelo quinto lugar.

5º: Au revoir les enfants, de Louis Malle

Passado na França da 2ª Guerra Mundial, conta-nos a história da amizade entre dois rapazes que acabará de forma algo trágica. A magia está na recriação da época e na forma como as relações entre os rapazes são fielmente retratadas. No final, deixa-nos um travo na boca de inocência perdida que custa a sair.

4º: If... , de Lindsay Anderson

Um grande filme com um enorme Malcolm McDowell no seu papel de estreia no cinema. Se procuram um filme sobre colégios internos britânicos onde toda a gente é má para toda a gente, onde a disciplina e a mania das hierarquias é levada a extremos, então este filme é para vocês. McDowell faz de rebelde, como não poderia deixar de ser, que com a ajuda de mais dois maus da fita (hehe) vai fazer a vida negra aos docentes e respectivos colegas com a mania das grandezas. A ver com toda a urgência!

3º: La Residencia, de Narciso Ibañez Serrador

A primeira obra no cinema do espanhol Narciso Ibañez Serrador e a sua primeira obra-prima (só realizaria infelizmente mais um filme, também esse uma obra-prima, QUIÉN PUEDE MATAR A UN NIÑO?, dedicando-se posteriormente à televisão para nossa grande perda). Aqui não há rapazes, só raparigas. E todas elas flores que não se cheiram! Quem manda neste galinheiro é uma professora com sérios problemas lá em cima no 5º andar, se é que me percebem... Se juntarem a isto repressões sexuais, sadismo entre colegas, uma banda-sonora poderosíssima e um assassino, temos em mãos um grande filme. Mais do que merecedor do 3º lugar.

2º: Suspiria, de Dario Argento

Se ainda não viram este filme, não se considerem cinéfilos. Essencial, meus amigos. O delírio visual de Argento faz lembrar um pouco o anterior filme, LA RESIDENCIA, principalmente nalguns planos de corredores e numa outra cena passada num sótão. Semelhanças à parte (e Argento diz que não tinha visto o filme espanhol antes de fazer SUSPIRIA), este é um filme onde quem procura lógica, não a encontrará. A narrativa segue a linguagem dos sonhos, onde uma sequência de imagens e ataques sensoriais encadeia noutra logo a seguir sem qualquer explicação. Este é o tipo de filme perfeito para mim, onde posso desligar o cérebro, apreciar as imagens e ainda por cima não perder o fio à meada. Ah, já me esquecia: é neste que há bruxaria...

1º: Picnic at Hanging Rock, de Peter Weir

Um mistério ainda hoje por resolver. O filme e os factos verídicos. Num passeio a Hanging Rock, onde um grupo de colegiais internas vão fazer um pic-nic, algumas delas desaparecem sem deixar quase qualquer rasto. Se não acreditam em magia, vão passar a acreditar no fim de verem este filme. Feito com uma sensibilidade profunda e uma atenção à imagem exemplar, é um filme onde tudo é deixado em aberto, deixando-nos a sonhar, perdido nas nossas próprias reminiscências. Haverá maior dádiva para um espectador?

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