Lost in Translation: Bitch Slap = Mulheres Rebeldes

quinta-feira, 19 de agosto de 2010




Ora então andava eu a passear os olhos pelas prateleiras da Fnac (não, não estou a receber dinheiro por esta publicidade) e dou por mim a identificar um DVD que já há muito queria importar (leia-se: comprar pela Amazon; idem aspas). BITCH SLAP de sua graça, narra a história de umas gajas que andam envolvidas na má vida. Para muita e boa gente, esta pequena descrição é o suficiente para quererem ver o filme. Pelo menos, para mim foi. Em caso de dúvida, deixo o Unrated Trailer abaixo incorporado para vossa consideração. Mas continuemos. Qual não é o meu espanto quando vejo que o título utilizado para comercializar este filme na nossa Tugaland foi MULHERES REBELDES. E mais, isto veio direitinho para video, sem passar pela casa da partida (leia-se: cinemas nacionais). Se a palavra "injustiça" apareceu agora nos vossos cérebros em letras garrafais a piscar em néon, acho que isso quer dizer alguma coisa. E não, não me estou a referir a recentes resultados futebolísticos.

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Double Feature: Fantastic Mr. Fox + Le Roman de Renard

quarta-feira, 14 de julho de 2010




A meu ver, uma fantástica Sessão Dupla, passando a redundância. Então, estava eu ontem a ver o DVD do mais recente filme de Wes Anderson (continuo incrédulo como esta pequena maravilha nem sequer passou pelos cinemas nacionais, principalmente por se terem dado ao trabalho de o dobrarem...), quando me apercebi o quanto FANTASTIC MR. FOX ficava a dever/prestava homenagem (decidam vocês) à primeira longa-metragem de animação stop-motion da História - LE ROMAN DE RENARD de Ladislas Starevitch.

Seja no óbvio (serem os dois filmes acerca duns malandros raposos), seja no menos óbvio (serem as duas histórias acerca de uma rebelião contra o poder através da argúcia do personagem principal), as semelhanças até se podem ver no próprio formato e acção dos bonecos: esguios e muito verticais. Bem, mas pormenores à parte, ontem tive a sensação que estava a assistir a um full-circle da evolução deste particular estilo de animação. Comprovem-no abaixo.



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Jennifer's Body

domingo, 25 de abril de 2010


Não há muitas coisas que me façam ficar sem palavras. Especialmente filmes. Mas ao acabar de ver Jennifer's Body dei por mim atordoada. Que raio?
Quando comecei a conseguir processar o que vi - ainda estou a fazê-lo - não me foi difícil chegar à conclusão mais simples. Não gostei, e não gostei por muitas razões. Por momentos, até achei uma decisão acertada não ter sido exibido em sala senão no Fantasporto. Algum processamento depois concluí que foi uma má decisão.

O que o Jennifer's Body tem em boa quantidade são referências a outros filmes. Uma coisa à Quentin Tarantino, que é um dos meus... despreferidos, digamos assim. O homem tem uma legião de fãs que acreditam na sua genialidade, que alegremente pagam bom dinheiro para ver coisas-que-já-viram-mas-agora-querm-ver-pelo-ponto-de-vista-do-Tarantino. Porque há de ser diferente com a Diablo Cody?

Após chegar a esta conclusão decidi continuar na busca da compreensão daquele trabalho. Puxei pela memória, recordando-me duma entrevista dela à revista Empire (creio), em que dizia a Diablo que nos filmes de terror para adolescentes o mais próximo de vilão que uma rapariga podia ser, era ser uma rapariga-má. Não a assassina, mas frequentemente a primeira a ser assassinada, castigada pela má vida que levava. Nas heroínas, existem a raparigas-boas, que ou por sorte, ou pela extrema bondade, ou por serem ajudadas lá se conseguem safar. É tudo verdade. Por isso decidiu a Diablo Cody fazer um filme com uma vilã relamente má, má-rapariga e má-demónio, e com uma heroína boa, boa-rapariga e boa-sem-estar-com-meias-medidas.
É no entanto um pouco triste que para apreciar um filme se tenha que pensar no que está por trás do filme, sem ter ou ser o próprio filme razão suficiente para apreciar.

O hype à volta da Diablo Cody foi mais do que o justificável. Houve mais fumo que fogo, e quando se espera um filme de génio (como o que eu esperava ao ver Juno, que embora não sendo genial é adorável), qualquer coisa a menos que isso é uma decepção. Espero que no próximo filme dela haja menos conversa (acerca dele) e mais acção (boa história).

Como disse a Peaches acerca de uma banda cujo nome já não me lembro mas é ao estilo rock anos '70, pode haver uma altura na tua vida em que tenhas que decidir entre ser original ou ser genuíno.
Foi um filme genuíno escrito por uma mulher genuína.
Mesmo assim, continuo a não gostar.

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Directo para Video: Fantastic Mr. Fox

segunda-feira, 8 de março de 2010



Sim, Sr. Raposo. Eu sei que é um pouco difícil esconder a admiração e o espanto, mas tenha a certeza que eu estou solidário com os seus sentimentos. Como foi possível tal faux-pas da parte das nossas distribuidoras?! Já não bastava o JENNIFER´S BODY ter tido a mesma sorte (o Fantas encheu a sala com a sua exibição; acho que deve ser um sinal positivo, vocês não acham?), agora mais uma casualidade. E este era um dos nomeados para os Oscars, por isso não se entende mesmo.

Portugal no seu melhor, nem mais.
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Trailer Trash: Captain Berlin vs. Hitler

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



Eu juro que não estou a inventar! Isto existe mesmo. E mais: saiu da torpe imaginação do infame Jörg NEKROMANTIK Buttgereit... Medo...

Pelos vistos, esta "coisa" começou por ser um "radio play" que Buttgereit fez para uma estação alemã e daí para a adaptação ao palco, foi um saltinho. Fiquem com a sinopse em inglês e pasmem (a mim, caiu-me o queixo, tá?) -

Adolf Hitler’s brain has survived. The crazy Nazi-doctor Helga von Blitzen hires the master of life and death: Dracula himself (Adolfo Assor). He is supposed to resuscitate Teutonic human material with his bite. The reward that has been chosen is the virgin Maria – Captain Berlin’s daughter (Sandra Steffl). Super hero Captain Berlin (Jürg Plüss) now has to confront these two monsters. Since the 1940ies he wants to eliminate Hitler, but now he first has to save his daughter from the vampire.


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Directo para Video: Jennifer's Body

domingo, 29 de novembro de 2009


Ok, não me perguntem quem faz este tipo de (ineptas) decisões, mas o que é certo é que já não iremos ver JENNIFER'S BODY nos grandes ecrãs. Sim, leram bem. O filme sensação da temporada (isto é, se pusermos NEW MOON fora da equação), protagonizado pela rapariga sensação do momento, Megan Fox, e escrito pela argumentista sensação (e oscarizada; e muito sexy, também) Diablo Cody, pelos vistos não foi considerado um suficientemente bom filme para estrear nas nossas salas... Isto depois de ter feito capa de tudo que é revistas de cinema por todo o mundo, incluindo a "nossa" Premiere...

Isto cheira-me a esturro. E cheira-me também que alguém deve estar a sofrer e muito as consequências desta decisão. Se não está, devia!
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