Falar de cinema, cinema e mais cinema. Porque nunca é demais. Somos assumidamente cinéfilos, cinéfagos e cinecratas. Por isso não se metam connosco. E sim, somos maus. Mas não fazemos fitas.
Este aqui só mesmo visto, porque mesmo que eu diga que contém demónios destruidores, uma rapariga a tomar banho de imersão, romanos de cú à mostra e que deitam raios de laser pelos olhos, criancinhas assustadas em salas de cinema, uma cheerleader dos infernos, asteróides em colisão com a Terra, dilúvios de proporções bíblicas e flatulências capazes de provocarem explosões atómicas, não chega para descrever a insanidade que este video realizado pelo senhor que recentemente assinou o excelente THE ROAD - John Hillcoat - contém. Ah!, e o Nick Cave também por lá anda. De visão obrigatória. Algo entre uma trip visual de Jodorowsky e o Astérix. Oh, yeah.
Se têm 400 e tal euros para gastar, então aqui fica a sugestão de Natal: a Warner Bros. Records prepara-se para lançar uma caixa comemorativa dos 25 anos de colaboração entre Danny Elfman e Tim Burton. Isto assume-se como "quase" imprescindível, não fosse o elevadíssimo preço... Fiquem com os pormenores e o link para a página oficial:
* Danse Macabre: 25 Years of Danny Elfman and Tim Burton: A meticulously researched, lavishly illustrated 250+ page fine linen-wrapped hardbound book, entitled with gold foil stamping, and featuring a foreword by Johnny Depp. The book also includes rare photos, stories, and interviews from the cast and crew behind the scenes of this classic music — from the early days of Elfman’s band Oingo Boingo to the recent blockbuster film Alice in Wonderland. Interviewed are such collaborators and peers as Guillermo Del Toro, Phillip Glass, Paul Haggis, James Newton Howard, Tom Jones, Michael Keaton, Ang Lee, Errol Morris, Thomas Newman, Catherine O’Hara, Jon Peters, Paul Reubens, David Rockwell, Scott Rudin, Marc Shaiman, Howard Shore, Twyla Tharp, Gus Van Sant, and Richard Zanuck. This comprehensive 10″x10″ keepsake book is written by acclaimed film-music journalist Jeff Bond and designed by Grammy Award winning designer Matt Taylor.
* An hour-long exclusive, newly filmed DVD featuring an extended conversation between Burton and Elfman as they reflect on their quarter-century collaboration.
* As a collectible created exclusively for this treasure box of music, a distinctive Skeleton Key USB Flash Drive has been designed—inspired by the art of Tim Burton. A pull of the key unlocks a USB drive loaded with MP3s of the entire contents of this Limited-Edition Music Box. From Pee-wee’s Big Adventure through Alice In Wonderland, it’s all there, including all the bonus tracks, demos, work tapes, and other rarities.
* Newly created liner notes by Elfman discussing each expanded score and their bonus material of additional masters, song and score demos, work tapes, orchestra-only song mixes, and foreign language versions.
* A collection of music as unique as Elfman’s for the films of Tim Burton needed to be housed in something equally special, wondrous, and whimsical. Designed to evoke a treasure chest found in a mysterious attic, The Danny Elfman & Tim Burton 25th Anniversary Music Box is a work of art in itself. Grammy-winning designer Matt Taylor has transformed previously unseen art by Burton and crafted a large scale, tin-covered music box complete with an embedded music chip playing “The Music Box Suite” arranged and performed by Elfman specifically for this historic collection. And to literally top it all off, with a flip of the lid, a delightful working zoetrope is revealed featuring strips of art and photos by Burton and Elfman that come to animated life with a spin.
Ora aqui está uma colaboração que eu nunca pensei ver: Björk a compôr uma canção para os Moomins! Lembram-se deles? Se pertencerem à minha geração, não há como não se lembrarem. Pois é, eles agora têm um filme a estrear e em 3D, no less. Mas felizmente no espírito da série original. Fiquem com o trailer, com o video da canção e com o link para a página oficial. E até já.
Pois agora é que a porca torce o rabo: chegou a verdadeira prova de fogo. ROCKY HORROR PICTURE SHOW em Blu-Ray. Bem, lá vou ter que arranjar um mealheiro, quer queira, quer não queira. Fiquem com os pormenores todos.
Fox Home Entertainment have announced the US Blu-ray Disc release of The Rocky Horror Picture Show on 19th October 2010 priced at $34.99 SRP. A film adaptation from Richard O’Brien’s British musical horror comedy/rock opera, produced by Lou Adler and Michael White, The Rocky Horror Picture Show features revered performance by Tim Curry as a bizarre and self-proclaimed “sweet transvestite from Transsexual, Transylvania,” and Susan Sarandon and Barry Bostwick, as Brad and Janet, a couple who find themselves lost on a cold, rainy night. The madcap, musical mayhem begins when the couple takes refuge in the castle of Dr. Frank-N-Furter as he is about to unveil his greatest creation – and have a bit of fun with his reluctant guests.
For a limited time, The Rocky Horror Picture Show: 35th Anniversary will be packaged in a collectible 24-page book featuring legendary photography from Mick Rock, best known for his iconic shots of rock and roll artists. Rock served as the chief photographer on the film.
Features include:
* 1080P Widescreen
* English 7.1 DTS-HD MA
* English, French and Spanish subtitles
* Restored Picture – Brand New 4K/2K Master From The Original Camera Negatives
* The Midnight Experience: The Late Night, Double Feature, Picture-in-Picture Show, Vintage Callback Track (Unrated), Prop Box, Trivia Track
* BD-LIVE: Live Lookup Powered by IMDb
* Rocky-oke: Sing It!
* Don’t Dream It, Be It: The Search for the 35th Anniversary Shadowcast, Part I
* An-tic-i-pation: The Search for the 35th Anniversary Shadowcast, Part II
* Mick Rock (A Photographer)
* Mick Rock’s Picture Show (A Gallery)
* Pressbook and Poster Gallery
* Audio Commentary by Richard O’Brien and Patricia Quinn
* Deleted Musical Scenes and Outtakes
* Alternate Credit Ending and Misprint Ending
* Rocky Horror Double Feature Video Show
* Beacon Theater, New York City
* “Time Warp” Music Video
E como hoje é Sábado, que tal uma mattinéezinha? A sugestão de hoje chama-se ELECTROMA e é um filme já aqui abordado no Maus que achamos merece ser relembrado e re-estudado. Os seus criadores são o duo francês Daft Punk (que se preparam para ter uma exposição global ainda maior com TRON: LEGACY, para o qual compuseram a banda-sonora) e o resultado final é tão bom que esperamos não seja esta a sua única incursão no cinema. Enquanto isso não acontece, fiquem com esta pequena pérola de pouco mais de uma hora. E bom Sábado!
E Zack "300" Snyder está de volta, embora só possamos ver os frutos do seu mais recente trabalho - SUCKER PUNCH - no próximo ano em Março. Fiquem com os posters e o teaser.
E se gostaram da música do teaser, então fiquem com o video (que a meu ver, é bem mais divertido!).
O bom da editora americana Criterion Collection é que todos os meses lança para o mercado video uma selecção de filmes capaz de agradar a uma grande palette de cinéfilos. A outra coisa boa é que quem trabalha para essa editora tem o privilégio de resgatar filmes que até à data não foram lá muito bem tratados, nem respeitados. Como é o caso deste clássico de Nagisa Oshima: MERRY CHRISTMAS, MR. LAWRENCE. Com David Bowie, Ryuichi Sakamoto (que também assina a lendária Banda-Sonora) e Takeshi Kitano, não há como errar neste conto de um grupo de POW's num campo de concentração japonês.
O "mau" da Criterion Collection é que as suas edições ainda continuam a ser muito caras... Mas isso já é outra história. Fiquem com os extras e o trailer.
•New, restored high-definition master (with DTS-HD Master Audio on the Blu-ray edition)
•The Oshima Gang, an original making-of featurette
•New video interviews with producer Jeremy Thomas, screenwriter Paul Mayersberg, actor Tom Conti, and actor-composer Ryuichi Sakamoto
•Hasten Slowly, an hour-long documentary about author and adventurer Laurens van der Post, whose autobiographical novel is the basis for the film
•Original theatrical trailer
•PLUS: A booklet featuring an essay by film writer Chuck Stephens and a 1983 interview with director Nagisa Oshima by Japanese film writer Tadao Sato
[Rodolfo: esta é para ti] De um momento para o outro, este NOTRE JOUR VIENDRA tornou-se o meu filme mais aguardado do ano. Realizado por Romain Gavras, o filho do lendário Costa-Gavras, conta uma história de ruivos. Ruivos. Quem me conhece, sabe que isto seria o suficiente para eu querer ver este filme. Ruivos que, sem nada para fazer e sentindo-se à margem da sociedade, decidem ir para a Irlanda. Claro. Só que as coisas não são assim tão simples, como cedo descobrirão.
Com esta simples sinopse, o filme mais parece uma comédia do que outra coisa qualquer, não é? A verdade está, porém, muito longe disso. Muito longe mesmo. Basta verem o teaser recentemente lançado para a internet para o perceberem. E obrigado, Rodolfo por me teres mostrado o videoclip realizado por Romain Gavras que serve como aperitivo para o filme que ele (tudo indica, aparentemente) queria fazer. "Poderoso" não chega para o classificar. "Genial" anda lá perto.
Uma raridade e um objecto de culto que à custa de litígios entre a família do finado Zappa e os distribuidores actuais se encontra no limbo do mercado home video. O que por outras palavras quer dizer: "vejam esta cópia às tranches no YouTube porque tão cedo não vão poder comprá-la". E sem remorsos. E esta versão tem o bónus de ter legendas em PT do Brasil! Tá ligado?
Com Ringo Starr a fazer de Zappa, freiras voadoras, sequências de animação e um argumento que mais parece ter sido escrito por alguém sobre a influência de alucinogénicos (o que não deve estar muito longe da verdade...), 200 MOTELS tem também a honra de ter sido a primeira longa-metragem a ser inteiramente filmada em video (tendo sido posteriormente transferida para película). A ver com muita curiosidade, claro.
O meu coração cinéfilo tem andado nos últimos tempos pela Austrália. Primeiro, porque recebi ainda esta semana pelo correio o 1º volume de 6 filmes dedicados à Ozploitation e mal posso esperar para começar a vê-los um por um. Depois, porque acabei agora mesmo de ver um outro filme made in Oz - THE PROPOSITION - realizado por John Hillcoat, o mesmo do magnífico THE ROAD. Após breve pesquisa, constato que Hillcoat é colaborador habitual de Nick Cave (que assina o guião e banda-sonora de THE PROPOSITION e se safa muitíssimo bem), tendo com ele feito inúmeros videoclips. Aqui fica um que me remete para os tempos em que a MTV ainda era um canal onde se podia passar umas boas horas a assistir sem cairmos no marasmo mental.
Vi este filme pela primeira vez há cerca de dez anos, no extinto TeleCine 2, de manhã. O meu estado de sonolência e a esquisitice do filme fizeram com que aquela mistura espectáculo-musical/glam-rock/pacto-com-o-diabo ficasse bem conservada no meu imaginário.
Passados uns quantos meses tive um sonho com a mesma atmosfera do filme que, acredito piamente nisto, se algum dia me dedicar seriamente à BD com histórias minhas, a história deste sonho é a que tem mais pés para andar. Na altura criei umas 20 personagens e recordo com pormenor os cenários. Isto para dizer que Phantom of the Paradise é daqueles filmes que continuam para lá do filme, um verdadeiro estímulo à criatividade.
As músicas do filme são deliciosas e todas escritas por Paul Williams, que interpreta o vilão Swan (o que fez o pacto com o diabo, ao estilo Dorian Grey). As músicas estão todas no trailer que aqui ponho, depois de visto fica explicado porque não estou a falar nada da história - como quase todos os trailers antigos este revela tudo que há para saber do filme, incluindo o final.
Mantendo o espírito musical, há pelo menos dois vídeos inspirados neste filme. Um é de duas moças canadianas chamadas Tegan and Sara e a música chama-se I Hear Noises. O vídeo parece não existir no ciberespaço, o que me dá algum conforto, dado que não gosto da música e assim só me sobra o outro, do Bob Sinclar (ver abaixo).
Algumas trivialidades interessantes: quando questionado acerca do filme que gostaria que tivesse sido obra sua, o mais-que-espectacular Guillermo Del Toro disse que seria o Phantom of the Paradise; Há um evento chamado Phantompalooza, que parece só ter tido duas edições, a última em 2006; O título Phantom of the Paradise aparece duas vezes no IMDb, uma com com data 1974 e outra com data 2010, com Status de In Development; o realizador Brian De Palma é o maior.
Algumas surpresas, mas sobretudo muita previsibilidade. Como sempre, aliás...
Best Supporting Actress Penelope Cruz, Nine Vera Farmiga, Up in the Air Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart Anna Kendrick, Up in the Air Mo'nique, Precious
Best Supporting Actor Matt Damon, Invictus Woody Harrelson, The Messenger Christopher Plummer, The Last Station Stanley Tucci, The Lovely Bones Christoph Waltz, Inglourious Basterds
Best Actress Sandra Bullock, The Blind Side Helen Mirren, The Last Station Carey Mulligan, An Education Gabourey Sidibe, Precious Meryl Streep, Julie & Julia
Best Actor Jeff Bridges, Crazy Heart George Clooney, Up in the Air Colin Firth, A Single Man Morgan Freeman, Invictus Jeremy Renner, The Hurt Locker
Best Director James Cameron, Avatar Kathryn Bigelow, The Hurt Locker Quentin Tarantino, Inglourious Basterds Lee Daniels, Precious Jason Reitman, Up in the Air
Original Screenplay Mark Boal, The Hurt Locker Quentin Tarantino, Inglourious Basterds Alessandro Camon & Oren Moverman, The Messenger Joel & Ethan Coen, A Serious Man Pete Docter, Bob Peterson, & Thomas McCarthy, Up
Adapted Screenplay Neil Blomkamp & Terri Tatchell, District 9 Nick Hornby, An Education Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Ianucci, & Tony Roche, In the Loop Geoffrey Fletcher, Precious Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air
Foreign Language Film Ajami (Israel) El secreto de sus ojos (Argentina) The Milk of Sorrow (Peru) Un Prophete (France) The White Ribbon (Germany)
Animated Film Coraline Fantastic Mr. Fox The Princess and the Frog The Secret of Kells Up
Best Picture Avatar The Blind Side District 9 An Education The Hurt Locker Inglourious Basterds Precious A Serious Man Up Up in the Air
Será este o ano de AVATAR? Tudo indica que sim, mas já é também tradição haver prémios inesperados para filmes muito menos cotados, por isso resta-nos esperar... Ah, e Meryl Streep soma mais uma nomeação! Será esta a 13ª ou a 14ª? Já lhe perdi a conta!
Ora aqui está um realizador que devia fazer mais cinema, principalmente depois de nos ter deliciado com a sua ode aos anos 60 que foi o eclético CQ, uma mistura de BARBARELLA, DANGER: DIABOLIK e um qualquer filme de Godard com Anna Karina no papel principal.
Desde então tem-se dedicado a realizar video clips para tudo que é banda indie e hip. Pertencente à multi-talentosa família dos Coppola, este filho de peixe não deixa o seu pai ficar mal visto. De todo. E os seus talentos estendem-se além da área do cinema, sendo dono de uma marca de vinhos, co-fundador de um creme de cara de luxo e milhentas outras coisas. Mas para já, fiquem com o delirante video que realizou para os parisienses Phoenix para a faixa Funky Squaredance, que detém a honra de pertencer à colecção permanente do New York Museum of Modern Art. Não é qualquer um, hein?
Se perguntarem a qualquer crítico de cinema quais são os melhores documentários de música feitos até hoje, as possíveis e prováveis respostas serão MONTEREY POP, GIMME SHELTER, THE LAST WALTZ, WOODSTOCK e, com sorte, WATTSTAX. Os mais snobs ainda incluirão o SYMPATHY FOR THE DEVIL aka ONE PLUS ONE, o documentário de Jean-Luc Godard sobre os ROLLING STONES.
Uma coisa é certa: nunca ouvirão sair das suas bocas que ELVIS ON TOUR é um dos melhores documentos gravados de qualquer digressão de um grande artista jamais feitos. E essa é a pura das realidades. Isto porque a figura de Elvis é demasiado kitsch e popularucha para ser tomada a sério. Ou assim se tornou, de qualquer das formas. O que não impede de todo de fazer com que este documentário seja uma obra constantemente inventiva a nível visual e a prova final de que Elvis foi um monumento pop que jamais terá rival. A única figura que talvez se aproxime a ele enquanto ídolo e ícone poderá ser Michael Jackson, principalmente agora depois da sua prematura morte.
Filmado num glorioso scope, ELVIS ON TOUR apresenta-nos o King no auge da segunda fase da sua carreira, a dos fatos com lantejoulas e da capa à Super-homem. Mas, embora esteja muito bem filmado, não é isso que torna este documentário único e a redescobrir. Não. É na original montagem que reside o seu maior trunfo: anunciado como apresentado no formato "multiple screen", isto significa que a imagem foi dividida em duas, três ou muitas mais secções para dar um efeito de mosaico ao filme que nos é apresentado. Isto resulta e muito bem principalmente nas partes do concerto em palco, onde podemos ver, ao mesmo tempo, Elvis, os músicos, as coristas e, por vezes também, o público. O efeito acumulativo final é glorioso e nunca cansativo, devido a uma cuidadosa montagem por parte dos editores de imagem.
Fica aqui então a sugestão e, se ainda não ficaram convencidos, vejam o trailer e digam alguma coisa no fim. Ah, e já agora: porque raios e coriscos é que esta maravilha ainda não saiu em DVD, Warner Bros.?
Desenganem-se: nunca houve, nem nunca haverá alguém a quem fique melhor um smoking do que a Marlene Dietrich, como prova a foto acima. Homens incluídos! E também ninguém cantará com tanto desafecto e com tanta melancolia como esta grande senhora. Fiquem com a canção que se segue para comprovarem como é possível cantar uma canção de amor com o "ennui" próprio do tão típico existencialismo europeu. "Que maçada voltar a apaixonar-me outra vez", parece dizer-nos. E nós, hipnotizados, ouvimos e concordamos.
Ora eu sei que o Keanu Reeves tem uma banda. O Bruce Willis também. Não sei o nome da banda de nenhum, nem ouvi nenhuma música deles. Lembro-me de mais uns quantos que sei que também fazem música. Sem contar com o Wally de hoje, o único de quem conheço músicas é o Harry Connick Jr., mas se esse está solidamente consagrado quer como músico quer como actor, de outros actores sabemos das suas bandas como se fossem um hobby, independentemente de realmente serem ou não. As músicas deste Wally estão fresquinhas e a passar na Mtv, e parece que a carreira como actor - já com uns quantos anos - é agora a curiosidade na carreira de um vocalista.
Quem como eu vê mais séries do que devia poderá lembrar-se que depois da estreia do filme Romeo + Juliet de Baz Lhurmann (que foi em 1996 ou 1997) foi transmitida entre nós uma série com a Claire Daines muito novinha, que se chamava My So-Called Life. Esta série não durou nem por lá nem por cá e não encontro outra razão para a exibição tão tardia que não a de mostrar qualquer coisa da Julieta antes de ser Julieta. Um dos putos dessa séria era o Jared Leto. Naturalmente não num dos papéis que ficaram para a memória, não como Fight Club (1999) ou American Psycho (2000). No Fight Club era o rapaz de cabelo descolorado que fica com a cara feita num oito e no American Psycho era a vítima na sequência do sofá. Vendo a lista dos seus filmes no IMDb vemos que a maior parte dos personagens que interpreta morrem, se não morrem andam lá perto.
Nos últimos anos os filmes vêm a menor velocidade, será a música a tomar-lhe mais tempo. Deixo um vídeo da banda 30 Seconds to Mars, da música deles que me parece menos emo.
As casas antigas sempre me fascinaram. Eu próprio vivo numa e há alturas a meio da noite quando tudo está mais calado que juro que o ar que se respira é diferente. Mais denso. O que me leva ao tema deste Top – as casas assombradas. Da comédia ao terror puro, há de tudo por aqui. Venham daí.
5º: 13 Ghosts de William Castle O veterano William Castle é um dos favoritos do Maus da Fita e aqui está ele mais uma vez com mais um filme sobre uma casa assombrada (ver HOUSE ON HAUNTED HILL). O “gimmick” aqui usado por Castle para entreter miúdos e graúdos foi o Illusion-O, uns óculos especiais que, quando usados, permitiam aos espectadores verem os fantasmas (no caso dos corajosos), ou não (no caso dos medrosos), truque esse conseguido olhando através do filtro azul ou vermelho dos óculos. Fixe, não é? Porque é que hoje em dia não se fazem mais deste tipo de coisas? Eu cá pagava para ver um filme destes!
4º: Beetlejuice de Tim Burton O filme que fez toda uma geração de cinéfilos se apaixonar por Burton e ainda hoje um filme de culto em certos círculos. Para a memória ficam as caras de assombração de Geena Davis e William Baldwin e a cara de assombrada de Wynona Ryder e da sua imortal Lydia. Recheadinho de efeitos especiais deliciosos e de uma grandiosa banda-sonora por parte de Danny Elfman, é no entanto Michael Keaton no papel principal que rouba os holofotes todos ao resto da produção: o seu Beetlejuice é, no mínimo, uma criação de génio.
3º: The Amityville Horror de Stuart Rosenberg Baseado em factos reais, devo admitir que me assustei mais com o documentário incluído no DVD sobre a história por trás do filme, do que propriamente com o próprio filme. O que não quer dizer que o filme não seja bom. Pelo contrário, dentro do género é um bom filme que só não chega a ser muito bom porque lhe falta algo. O filme que se segue tem esse tal “algo” às paletes. Vamos a ele.
2º: The Others de Alejandro Aménabar Este filme foi uma surpresa para muito boa gente, gente essa que não conhecia ainda o trabalho de Aménabar. Para mim foi somente a confirmação do seu imenso talento. Com uma Nicole Kidman luminosa e a provar que isto dos filmes de terror não é só para actores de baixo calibre (muito pelo contrário), a história surpreende-nos pela maneira como nos deixamos envolver por ela e pela capacidade que o realizador tem, como exímio contador de histórias, de nos puxar o tapete por debaixo dos pés quando menos o esperávamos. Um clássico contemporâneo.
1º: The Innocents de Jack Clayton Uma pérola e, para mim, o melhor filme de sempre sobre uma casa assombrada. Adaptado por Truman Capote para o cinema a partir da obra The Turn of the Screw, o veterano britânico Jack Clayton monta aqui uma verdadeira tour-de-force com a ajuda preciosa do extraordinário director de fotografia Freddie Francis. Cada frame perfeitamente iluminado e enquadrado, este filme quase poderia servir de exemplo a uma masterclass de como fazer assustar pessoas a P/B widescreen. A jóia desta coroa pertence, contudo, a Deborah Kerr no papel principal de uma tutora que se vai ver a braços com situações um tanto ou quanto tétricas que a vão levar a tomar medidas extremas. Confesso que este filme me arrepia de todas as vezes que o vejo. Um conselho para tirarem dele o melhor partido: vejam-no à noitinha com as luzes apagadas. Fiquem com a canção que abre o filme.
Neste mês de Outubro foi lançado um repto aqui no Maus da Fita aos seus colaboradores: o de escreverem só e exclusivamente sobre cinema de terror e tudo que daí advém durante todo o mês. O repto foi aceite com entusiasmo e coube-me a mim dar início às festividades. Resolvi começar com o que considero o video clip mais assustador de todos os tempos: o Come To Daddy, assinado pelo talentosíssimo Chris Cunningham (que ainda não realizou nenhuma longa-metragem, mas que não deixa de ser menos famoso por isso).
Filmado em locais também utilizados por Kubrick quando rodava o seu mítico CLOCKWORK ORANGE, este video clip ainda surpreende pela sua força visual e perfeita edição de imagem. Ai, que saudades da antiga MTV onde só se conseguia ver este tipo de prodígios visuais a horas impróprias... Aquele gostinho de que se estava a ver coisas proibidas era impagável...
Zooey Deschanel, ou a menina dos olhos de boneca como eu gosto de a chamar, além de ser uma actriz que promete ter uma carreira longa na indústria do cinema (nem que seja a fazer romcoms baseado no seu look de "girl next door"), está também a dar cartas na música. A sua colaboração com o artista country-folk M. Ward resultou num dos mais belos álbuns de 2008 e no disco perfeito de qualquer Verão. O seu projecto conjunto chama-se simplesmente She & Him e o álbum, Volume One. Aconselha-se vivamente a sua audição.
Ora aqui está algo que nem eu fazia ideia: o videoclip do clássico de Billy Idol, Dancing With Myself, foi realizado nada mais, nada menos do que pelo senhor que assinou alguns dos mais famosos filmes de terror dos últimos 30 anos - Tobe Hooper.
Hooper, caso não se lembrem, foi o responsável pelo horrífico TEXAS CHAINSAW MASSACRE ou ainda pelo fantasmagórico POLTERGEIST (sim, foi ele mesmo também). Bem, nada mais tenho a acrescentar a não ser que hoje aprendi uma coisa nova. Não é muito, nem serve para salvar a humanidade, mas não deixa de ser uma coisa nova. Ok, eu calo-me. Até amanhã. Durmam bem. Ciao. Bye. Tschüss. Hasta mañana. Fui.