Top 10 filmes bizarros de Vampiros

domingo, 17 de outubro de 2010


E já que esta semana tivemos muita vampiragem aqui pelo Maus, que tal terminar em grande com um Topzito dedicado aos mais bizarros filmes de vampiros de que me consegui lembrar? Fui buscá-los aos quatro cantos do mundo e a variedade aqui é tão grande que só prova mesmo que estas criaturinhas pálidas e aterradoras ainda vão andar entre nós por muito mais tempo. Também, é suposto serem imortais, correcto? Comecemos então. Ah!, desta vez não há lugares porque, como poderão ver, eles são todos tão bizarros à sua maneira que seria até um pouco injusto decidir qual estaria nesta ou naquela posição. Aqui ficam eles então, todos em pé de igualdade.

Blacula de William Crain


E começamos fortes! O que é que acontece quando se junta Blaxploitation com Vampirismo? Acontece este BLACULA, that's what motherfucker! Este mano gosta mesmo é de ferrar pescocinhos de damas - e elas, de serem ferradas por ele. Já se sabe, once you go black, you never go back!


Zinda Laash de Khwaja Sarfraz


Também conhecido como DRACULA IN PAKISTAN, este delírio Bollywood com canções à mistura e tudo, consegue transpôr o original de Bram Stoker para a Índia como se nada fosse. Neste caso, o vampiro em questão era um cientista que ficou assim virado para o sangue após beber uma mistura que, em princípio, lhe daria a imortalidade. A coisa deu para o torto, claro. Como estão a ver, isto é Dr. Jekyll and Mr. Hyde, Dracula e drama musical tudo à mistura numa grande masala! Imperdível.


Cronos de Guillermo Del Toro


Guillermo Del Toro prova aqui com a sua primeiríssima longa-metragem que já era um gajo com ideias e visão. Aqui o vampirismo é originado por um antiquíssimo artefacto em forma de escaravelho dourado feito por um alquimista do século XVI que, mais uma vez, está feito para garantir a imortalidade a quem o utilizar (mas será que estes gajos não aprendem que essa cena de vida eterna é muito má onda? Dá sempre para o torto!). O interessante da coisa é que nos mostra o vampirismo como uma dependência. Ah!, e tem como personagem principal um velhote dono de um antiquário que vai utilizar esse mesmo artefacto para se sentir mais jovem e viril. Como nós o percebemos...


El Vampiro de Fernando Méndez


Dracula no México soa-vos mal? Pois a este señores não. Se há coisas que os países da América Latina sempre souberam fazer de maneira... como dizer, ímpar... foi pegar em aspectos culturais de outros países e introduzi-los na sua cultura sem pensar muito na coisa. Os indianos têm a masala, os mexicanos... a piñata...? Bem hajam, porque não há realmente que ser snob nestas coisas da cultura!


Legend of the 7 Golden Vampires de Roy Ward Baker


Ok, mais uma: o que é que acontece quando se pega nos filmes da Hammer e se mistura com artes marciais? Acontece esta coisa assustadora que estão a ver em cima! Feito numa altura em que os filmes do Bruce Lee estavam "a dar" (dinheiro, claro), este filme faz-me lembrar o Dragon Ball: "Fu-são!".


Mr Vampire de Ricky Lau


E se a moda não pegou muito cá para os nossos lados, pelos vistos lá para a Ásia a coisa deu resultado. E o resultado é outra bizarria, desta feita vinda all the way from Hong Kong. Os vampiros aqui saltam. Alto. Muito alto. I kid you not. Só vendo para crerem. Fez grande sucesso e é hoje um dos clássicos do cinema de terror asiático. It's a strange world, I know.


Thirst de Park Chan-wook


E continuamos no Oriente, desta feita na Coreia do Sul onde uma história carregada de simbolismos religiosos nos provoca com o poder da sua mensagem e das suas imagens, criadas nada mais, nada menos do que pelo enfant terrible daquelas bandas: Park Chan-wook, o Sr. Oldboy. A surpresa aqui é vermos um padre católico sul-coreano a combater os seus demónios pessoais e a falhar miseravelmente. E a apaixonar-se pelo meio. Soa-vos a um bom filme? Então é porque é mesmo. Altamente recomendável.


Thirst de Rod Hardy


Mas já em 1979 alguém se tinha lembrado de fazer um filme sobre vampiros com esse nome. E na Austrália, no less (eu disse-vos que os fui buscar aos quatro cantos do mundo, não disse? Não estava a brincar, como vêem). Neste filme vamo-nos deparar com uma comunidade de vampiros que usam os humanos como fonte de subsistência e onde os criam em quintas para assegurar a sua sanguinária sobrevivência. Se isto vos soa a um outro filme que por aí anda que fala mais ou menos da mesma coisa (cof... DAYBREAKERS... cof...), então não estão a imaginar coisas. E agora damos um salto através do Pacífico em direcção aos good old U. S. of A.


Jesus Christ Vampire Hunter de Lee Demarbre


Sim, este filme é exactamente tudo aquilo que estão a pensar. E ainda mais! Só para terem uma ideia da natureza desta besta, deixo-vos com a descrição que aparece no Imdb: "Kung-Fu Action / Comedy / Horror / Musical about the second coming". Para mim isto é o suficiente para o incluir em qualquer lista que se preze.


Vampire Girl vs. Frankenstein Girl de Yoshihiro Nishimura


E fechamos com chave de ouro com um dos mais bizarros filmes saídos do Japão ou de qualquer outro país! Esta demência visual é de visão obrigatória para todos os fãs de filmes de vampiros! O meu sonho é pôr um fã da saga Twilight a ver isto com aqueles grampos nos olhos à la Laranja Mecânica! Bem que eles merecem, não é? Bom Domingo, pessoal!

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Morgiana

sexta-feira, 15 de outubro de 2010



Assim como quem não quer a coisa, Juraj Herz passou de um realizador checo completamente desconhecido para mim até há uns meses atrás, para alguém de quem fiquei fã após ter visto recentemente três filmes dele. Fã mesmo. Assim como quem não quer a coisa.

Já por aqui tinha escrito sobre a sua adaptação do clássico A Bela e o Monstro - Panna a Netvor - e como esse filme me tinha fascinado com a sua riqueza de imagens e de simbolismos. Daí a ver um outro filme seu (THE CREMATOR, sobre um cremador, nem mais e filmado de uma maneira tão gótica quanto febril) foi um passinho. Mas havia um outro seu que me escapava e que eu queria ver mais que nenhum e é esse mesmo que eu aqui trago hoje: MORGIANA.


Baseado num conto de Aleksandr Grin, Jessie and Morgiana, conta-nos a história de duas irmãs que após perderem o seu pai, herdam cada uma uma parte do seu grande espólio. E à boa maneira literária, uma tem tanto de maquiavélica e invejosa como a outra tem de boazinha e angelical. E vai ser a partir desta balança altamente desequilibrada de personalidades antagónicas que as linhas desta trama se irão tecer. Se vos disser que ambas as irmãs são interpretadas pela mesma actriz com grande savoir-faire e óbvio prazer e que todas estas andanças foram filmadas por Jaroslav Kucera, o mesmo senhor responsável pelas imagens de outro filme-chave da Nova Vaga Checa dos anos 60 - DAISIES de Vera Chytilová - têm aqui indícios suficientes para o quererem ver com toda a urgência.


O curioso da coisa é que este filme não é tido lá muito em conta pelo próprio realizador. Ele considera-o mais como um exercício de estilo na área do gótico e do fantástico a que ele se propôs a fazer para não perder o "jeito", vá lá. Por mim, ainda bem que o fez, porque o resultado final é magnífico. Mas se pensarmos bem, e se tivermos em conta o ambiente politico-cultural que se viveria na Checoslováquia dos anos 70, então não o podemos mesmo julgar muito arduamente. É que ele devia estar numa situação em que ou fazia filmes, sejam eles quais fossem os temas ou estilos, ou então não os fazia mesmo se a sua intenção fosse realizar algo que fosse contra as ideologias de então. Uma coisa é evidente: o seu talento em captar imagens de um enquadramento exímio e de um pormenor extremo, já não falando, está claro, na sua capacidade de nos hipnotizar com a maneira como a história nos é contada. E é aqui que se vê a marca de um grande realizador.

Ah!, só mais uma coisa: a Morgiana da história é esta gata siamesa que estão a ver aqui em baixo e uma coisa vos digo, o desfecho deste filme vai depender e muito desta gatinha. E mais não digo, a não ser que quase de certeza o vou ver outra vez esta noite!


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Os filmes que eu quero ver: As Taras do Mini-Vampiro

terça-feira, 12 de outubro de 2010



Descrição:

Neste filme fuderoso, nosso querido e aclamado Chumbinho atua em sua forma vampiresca, apreciador de modess ensangüentados, porque além de anão, o minivampiro é banguelo!

Agora, digam-me em pura verdade: quem é que não quer ver isto?! Delicioso! Chumbinho é o meu novo herói!


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TV: Being Human

segunda-feira, 11 de outubro de 2010


Assume-se que seja fácil ser uma pessoa comum em Liverpool. Fazer o chá pela manhã, arrumar a casa, ir trabalhar, voltar do trabalho, ir ao pub, dormir e repetir. Assume-se até que com algumas peculiaridades se consegue ter uma existência banal. Sejam elas não morrer, estar morto ou ser um lobo uma vez por mês. Assume-se. E correctamente.


Este post é para todos os que, como eu, pelo anúncio ou por um qualquer resumo ou review perceberam que Being Human era uma série de criaturas sobrenaturais, maus efeitos especiais e com muito pinanço gratuito. Apesar de ter sido transmitida pelo canal Fox semanalmente antes dos episódios da última temporada de Lost, não me parece ter tido a adesão merecida. Há que corrigir a impressão errada que possa ter ficado: das criaturas sobrenaturais o cliché acaba antes de começar, dos efeitos especiais… são maus, mas isso não é relevante e do pinanço há pouco, que a gratuicidade é para séries sem substância. Esta série é comédia dramática, comédia em força, drama de nos fazer religiosamente colar à TV todas as semanas.

A ideia é básica: um vampiro com algumas décadas, uma recém-fantasma e um recém-lobisomem juntam-se para serem normais. O resultado imediato para o espectador é encontrar uma série de buddies, com um interesse acrescido.
Ser humano não é tão fácil quanto se espera, há vampiros conspiradores, religiosos perseguidores e, para a fantasma que ninguém vê, uma imensidão de solidão. Não vou entrar por descrições do que ocorre na série, porque estrago. Leitores, façam um bom negócio e encomendem na Amazon a caixa com as duas temporadas já transmitidas.
Três amigos, três house-mates, que são e fazem por ser humanos. Banal. Para apagar da memória aquele mau anúncio da Fox, deixo um vídeo bem mais fiel ao espírito da serie.



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The Danny Elfman & Tim Burton 25th Anniversary Music Box

quarta-feira, 6 de outubro de 2010



Se têm 400 e tal euros para gastar, então aqui fica a sugestão de Natal: a Warner Bros. Records prepara-se para lançar uma caixa comemorativa dos 25 anos de colaboração entre Danny Elfman e Tim Burton. Isto assume-se como "quase" imprescindível, não fosse o elevadíssimo preço... Fiquem com os pormenores e o link para a página oficial:

* Danse Macabre: 25 Years of Danny Elfman and Tim Burton: A meticulously researched, lavishly illustrated 250+ page fine linen-wrapped hardbound book, entitled with gold foil stamping, and featuring a foreword by Johnny Depp. The book also includes rare photos, stories, and interviews from the cast and crew behind the scenes of this classic music — from the early days of Elfman’s band Oingo Boingo to the recent blockbuster film Alice in Wonderland. Interviewed are such collaborators and peers as Guillermo Del Toro, Phillip Glass, Paul Haggis, James Newton Howard, Tom Jones, Michael Keaton, Ang Lee, Errol Morris, Thomas Newman, Catherine O’Hara, Jon Peters, Paul Reubens, David Rockwell, Scott Rudin, Marc Shaiman, Howard Shore, Twyla Tharp, Gus Van Sant, and Richard Zanuck. This comprehensive 10″x10″ keepsake book is written by acclaimed film-music journalist Jeff Bond and designed by Grammy Award winning designer Matt Taylor.

* An hour-long exclusive, newly filmed DVD featuring an extended conversation between Burton and Elfman as they reflect on their quarter-century collaboration.

* As a collectible created exclusively for this treasure box of music, a distinctive Skeleton Key USB Flash Drive has been designed—inspired by the art of Tim Burton. A pull of the key unlocks a USB drive loaded with MP3s of the entire contents of this Limited-Edition Music Box. From Pee-wee’s Big Adventure through Alice In Wonderland, it’s all there, including all the bonus tracks, demos, work tapes, and other rarities.

* Newly created liner notes by Elfman discussing each expanded score and their bonus material of additional masters, song and score demos, work tapes, orchestra-only song mixes, and foreign language versions.

* A collection of music as unique as Elfman’s for the films of Tim Burton needed to be housed in something equally special, wondrous, and whimsical. Designed to evoke a treasure chest found in a mysterious attic, The Danny Elfman & Tim Burton 25th Anniversary Music Box is a work of art in itself. Grammy-winning designer Matt Taylor has transformed previously unseen art by Burton and crafted a large scale, tin-covered music box complete with an embedded music chip playing “The Music Box Suite” arranged and performed by Elfman specifically for this historic collection. And to literally top it all off, with a flip of the lid, a delightful working zoetrope is revealed featuring strips of art and photos by Burton and Elfman that come to animated life with a spin.

Limitado a 1000 cópias.

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Double-Feature: Singin' in the Rain + A Clockwork Orange

terça-feira, 7 de setembro de 2010



Ah... poder um dia ver estes dois filmes numa Sessão Dupla numa qualquer sala de cinema perto de si... Nesse dia, a minha fé no futuro da Humanidade atingiria níveis estratosféricos.



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Rocky Horror Picture Show em Blu-Ray!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010



Pois agora é que a porca torce o rabo: chegou a verdadeira prova de fogo. ROCKY HORROR PICTURE SHOW em Blu-Ray. Bem, lá vou ter que arranjar um mealheiro, quer queira, quer não queira. Fiquem com os pormenores todos.

Fox Home Entertainment have announced the US Blu-ray Disc release of The Rocky Horror Picture Show on 19th October 2010 priced at $34.99 SRP. A film adaptation from Richard O’Brien’s British musical horror comedy/rock opera, produced by Lou Adler and Michael White, The Rocky Horror Picture Show features revered performance by Tim Curry as a bizarre and self-proclaimed “sweet transvestite from Transsexual, Transylvania,” and Susan Sarandon and Barry Bostwick, as Brad and Janet, a couple who find themselves lost on a cold, rainy night. The madcap, musical mayhem begins when the couple takes refuge in the castle of Dr. Frank-N-Furter as he is about to unveil his greatest creation – and have a bit of fun with his reluctant guests.

For a limited time, The Rocky Horror Picture Show: 35th Anniversary will be packaged in a collectible 24-page book featuring legendary photography from Mick Rock, best known for his iconic shots of rock and roll artists. Rock served as the chief photographer on the film.

Features include:

* 1080P Widescreen
* English 7.1 DTS-HD MA
* English, French and Spanish subtitles
* Restored Picture – Brand New 4K/2K Master From The Original Camera Negatives
* The Midnight Experience: The Late Night, Double Feature, Picture-in-Picture Show, Vintage Callback Track (Unrated), Prop Box, Trivia Track
* BD-LIVE: Live Lookup Powered by IMDb
* Rocky-oke: Sing It!
* Don’t Dream It, Be It: The Search for the 35th Anniversary Shadowcast, Part I
* An-tic-i-pation: The Search for the 35th Anniversary Shadowcast, Part II
* Mick Rock (A Photographer)
* Mick Rock’s Picture Show (A Gallery)
* Pressbook and Poster Gallery
* Audio Commentary by Richard O’Brien and Patricia Quinn
* Deleted Musical Scenes and Outtakes
* Alternate Credit Ending and Misprint Ending
* Rocky Horror Double Feature Video Show
* Beacon Theater, New York City
* “Time Warp” Music Video


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Top 10 filmes: Meryl Streep

domingo, 15 de agosto de 2010


Eu já me devia este Top há muito tempo. Meryl Streep é de longe a melhor actriz contemporânea a trabalhar no cinema e alguém que me tem acompanhado nestes meus anos todos de cinefilia e que me tem dado infindáveis alegrias. Assim posto, sou eu que lhe devia este Top há muito tempo. E como ela de 1 a 10 é um perfect 10, aqui ficam as minhas 10 escolhas.

10º: The French Lieutenant's Woman de Karel Reisz


Aqui começou a minha fase de namoro com Streep. Era eu ainda petiz e lembro-me perfeitamente de ter visto este filme no chão do quarto dos meus tios, numas férias que por lá passei. Era já tarde e todos já ressonavam, primos e tudo, enquanto eu, de olhos esbugalhados, apaixonava-me para sempre por ela, linda, misteriosa e ruiva. Nasce aqui também o meu fascínio por pessoas ruivas (ai meu Deus, tanta confissão junta; isto começa bem). Lindo filme de Reisz, com um romântico Jeremy Irons e uma não menos romântica e algo gótica também banda-sonora. Ainda hoje o revejo com ternura.


9º: A Cry In The Dark de Fred Schepisi


Inspirado em factos reais acontecidos na Austrália, trata do desaparecimento de uma criança que se supõe ter sido raptada por um dingo, o cão selvagem daquelas bandas. Streep protagoniza o papel da mãe de maneira exemplar, com o sotaque australiano mais genuíno que eu já ouvi uma americana tentar. Não é hoje em dia um filme seu muito celebrado, mas vale muito a pena vê-lo, principalmente pelo retrato de uma família que entra em crise devido ao fenómeno dos mass media que criaram à sua volta (ver: Maddie).


8º: Ironweed de Hector Babenco


Um papel seu ainda mais esquecido (já para não falar do filme, injustamente) onde a miséria tem também um papel principal, visto ser passado nos anos da Depressão. Streep brilha ao lado de Jack Nicholson e depois de termos visto este filme, uma coisa fica como certa: esta mulher não tem medo de aparecer feia no grande ecrã. E isso é lindo de se ver.


7º: Plenty de Fred Schepisi


Se já viram este filme, das duas uma: ou apanharam-no no canal Hollywood aqui há uns anos por acaso, ou então são mesmo fãs desta mulher. Não é realmente dos melhores filmes dela, mas a sua representação de uma mulher britânica que gradualmente vai perder a fé na vida e entrar em marasmo emocional tem tanto de subtil como de fascinante. Este é daqueles que quantas vezes mais o vejo, mais nuances encontro. E Streep raras vezes esteve mais bonita.



6º: The Bridges of Madison County de Clint Eastwood


Um dos seus papéis mais celebrados e muito justamente também. O verdadeiro artista, como diria Tony Silva, é aquele que com a sua arte consegue criar magia quase sem esforço. Ou pelo menos assim parecendo. O que não transparecem são as técnicas elevadíssimas por trás de todo esse processo. Este filme é a suma demonstração disto mesmo que acabo de escrever. Parece muito fácil, mas não é.


5º: Out of Africa de Sydney Pollack


A sua Karen Blixen/Isak Dinesen continua a ser das maiores heroínas românticas do cinema dos anos 80. E com razão. Streep empresta-se a essa apaixonada mulher de tal maneira que a torna também ela num ícone de emancipação feminina de grande relevância histórica. Inspirado na vida real da famosa escritora dinamarquesa, OUT OF AFRICA fica-nos também na memória pelas suas imagens inesquecíveis, embelezadas pela não menos memorável banda-sonora de John Barry.



4º: Death Becomes Her de Robert Zemeckis


Já podemos todos estar fartos deste filme à custa dos canais privados o passarem tanta vez aos fins-de-semana, mas o que é certo é que continua a ser bem divertido. E a palavra aqui é mesmo essa: divertido. Streep prova que também é capaz de outros registos além da heroína romântica e a sua Madeleine Ashton é simplesmente deliciosa na sua arrogância e malícia. E foi aqui que dissemos, "Queremos mais!". E ela fez-nos a vontade. Dos primeiros filmes dela que fui ver ao cinema.


3º: Doubt de John Patrick Shanley


Neste filme não é só Streep que brilha. Por incrível que possa parecer, todos os outros actores também. O que é muito entusiasmante se se é cinéfilo. O seu retrato de uma madre-superiora sem escrúpulos que faz tudo por tudo para desmascarar um padre que não caiu nas suas boas graças, por assim dizer, é assustadoramente genial. Repito: assustador e genial. Merece e muito o bronze deste Top.


2º: The Devil Wears Prada de David Frankel


Só o mero facto de Streep ter sido nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Principal num filme onde a verdadeira protagonista (tecnicamente, pelo menos) é Anne Hathaway, quer dizer algo, não é? Não sei como é que ela consegue, mas a sua empatia com os personagens que cria é tal, que mesmo quando faz de bitch-mor (caso em questão) apaixonamo-nos todos outra vez por ela. A sua Miranda Priestley é o sonho de qualquer female impersonator por esse mundo fora, há que dizê-lo.


1º: Sophie's Choice de Alan J. Pakula


Desenganem-se todos aqueles que estavam à espera de ver no primeiro lugar algo como KRAMER CONTRA KRAMER ou MAMMA MIA. Este é de longe o melhor filme de Meryl Streep e um marco na representação feminina no Cinema do século XX. O seu retrato de Sophie, uma sobrevivente do Holocausto, nunca mais nos deixa depois de a conhecermos. Streep está aqui transfigurada. É quase como vermos alguém ser possuído por um outro espírito. E se adoram tanto quanto eu vê-la fazer sotaques como ninguém mais consegue, então aqui têm o Jackpot: experimentem imaginar uma polaca que fala alemão na perfeição e que quando tenta falar inglês, apercebemo-nos de todas essas influências e entonações. Conseguem? Se não, vejam o clip abaixo incorporado e curvem-se em admiração perante a arte desta grande mulher.



P.S. muito brevemente vou poder adicionar mais um filme seu a esta lista. É que Streep prepara-se para encarnar a Dama de Ferro. Oh yeah: Meryl Streep a fazer de Margaret Thatcher! I kid you not!
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Rolling Roadshow

quinta-feira, 12 de agosto de 2010


O design de posters de cinema sempre me fascinou, por isso foi com enorme curiosidade que tentei saber porque razão estes filmes que abaixo seguem iriam ser projectados ao ar livre e nas localidades onde originalmente foram rodados e, principalmente, quem estava por trás do excelente design dos posters reimaginados. Após alguns minutos a googlar, descobri que estamos perante uma excelente iniciativa da Alamo Roadhouse e da Levi's e que o responsável pelos posters responde ao nome de um tal Olly Moss, cujo trabalho merece mais divulgação. Pois ela aqui fica.











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Sushi Typhoon!

sexta-feira, 30 de julho de 2010



Fãs de cinema ultra-gore japonês de todo o mundo: juntem as palmas em oração e inclinem-se em agradecimento aos deuses dos vossos altares caseiros! Eis que do amor às tripas e aos mutantes humanos com tentáculos surge uma nova produtora capaz de responder às vossas mais sonhadas preces: SUSHI TYPHOON! Fiquem com a breve história tiradinha do site oficial:

Born in 2010, The Sushi Typhoon is the the upstart, wild offspring of a respectable parent—Nikkatsu Corporation, the oldest film studio in Japan and once home to legendary 1960’s action stars like Joe Shishido, Akira Kobayashi, Tetsuya Watari, Meiko Kaji and Yujiro Ishihara. With a long history of genre films and violent gangster epics, the company was also the leader of Japan’s erotic renaissance of the 1970’s with their Roman Porno line…and now, Nikkatsu’s latest offering, The Sushi Typhoon, takes their century-old extremes to the next level.

The brainchild of veteran producer Yoshinori Chiba, responsible for introducing directors Takashi Miike, Noboru Iguchi and Yoshihiro Nishimura to Western audiences, The Sushi Typhoon seeks to satisfy audiences who crave the good taste of bad taste, and for whom too much is never enough.

The Sushi Typhoon has brought together the best and brightest of Japan’s genre entertainment world, with Miike, Iguchi and Nishimura joined by the festival award-winning Sion Sono, Tak Sakaguchi and Yudai Yamaguchi. A tour-de-force of inventive, boundary-pushing entertainment, the first phase of The Sushi Typhoon’s films will be released in late 2010 and early 2011, with the company self-distributing their titles in North America with the assistance of FUNimation Entertainment, the Texas-based company responsible for releasing some of the best anime titles in America. FUNimation will begin releasing Sushi Typhoon titles to DVD and BluRay in early 2011.

Connoisseurs of dangerous and wild Japanese cinema need look no further to satisfy their hunger for comedy, action, horror, splatter and raucous cult entertainment: The Sushi Typhoon is headed for America’s shores, ready to fill your belly with the raw entertainment you’ve been craving!

Acho que podemos dizer que estamos perante uma espécie de Troma japonesa do mais alto calibre! Fiquem com o teaser das próximas atracções e babem!

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Hausu na Criterion Collection

sexta-feira, 16 de julho de 2010



E as prendinhas continuam a chegar a um ritmo quase diário: como prometido já há alguns meses, a Criterion Collection anunciou recentemente o lançamento para Outubro do singularíssimo HAUSU em DVD e Blu-Ray. Fiquem com os pormenores para esta aguardadíssima edição:

•New, restored high-definition digital transfer (with uncompressed monaural soundtrack on the Blu-ray edition)
•Constructing a House, a new video piece featuring interviews with director Nobuhiko Obayashi, story scenarist and daughter of the director Chigumi Obayashi, and screenwriter Chiho Katsura
•Emotion, a 1966 experimental film by Obayashi
•New video appreciation by director Ti West (House of the Devil)
•Theatrical trailer
•New and improved English subtitle translation
•PLUS: An essay by Chuck Stephens

O bom da coisa, e para quem já comprou a excelente edição inglesa da editora Masters of Cinema não entrar já em desespero, é que os extras são todos diferentes dessa mesma edição e, ao que parece, também o transfer video o é. Por isso, este é um double-dip em que ficamos todos a ganhar. Os fãs deste filme, entenda-se. Fiquem com um clip se ainda estão em dúvida quanto à sua verdadeira natureza. E até já!

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Double Feature: Fantastic Mr. Fox + Le Roman de Renard

quarta-feira, 14 de julho de 2010




A meu ver, uma fantástica Sessão Dupla, passando a redundância. Então, estava eu ontem a ver o DVD do mais recente filme de Wes Anderson (continuo incrédulo como esta pequena maravilha nem sequer passou pelos cinemas nacionais, principalmente por se terem dado ao trabalho de o dobrarem...), quando me apercebi o quanto FANTASTIC MR. FOX ficava a dever/prestava homenagem (decidam vocês) à primeira longa-metragem de animação stop-motion da História - LE ROMAN DE RENARD de Ladislas Starevitch.

Seja no óbvio (serem os dois filmes acerca duns malandros raposos), seja no menos óbvio (serem as duas histórias acerca de uma rebelião contra o poder através da argúcia do personagem principal), as semelhanças até se podem ver no próprio formato e acção dos bonecos: esguios e muito verticais. Bem, mas pormenores à parte, ontem tive a sensação que estava a assistir a um full-circle da evolução deste particular estilo de animação. Comprovem-no abaixo.



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Flesh for Frankenstein em 3D!

quarta-feira, 7 de julho de 2010



"To know death, Otto - you have to fuck life in ze gall bladder!"

Hoje à noite, às 23:30h no Curtas de Vila do Conde. Em 3D. Imperdível. Vêmo-nos por lá!

Já agora, prometo uma pequena resenha do que foi e está a ser a 18ª edição do Curtas lá para a semana. Enquanto isso, fiquem com um clipzito.

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The Virgin and the Monster

terça-feira, 6 de julho de 2010



Confesso que não sei muita coisa acerca deste PANNA A NETVOR, ou THE VIRGIN AND THE MONSTER como ficou conhecido internacionalmente, além do facto de ter sido produzido na antiga Checoslováquia e de ser uma adaptação livre do clássico infantil A Bela e o Monstro. O Imdb entretanto diz-me que foi realizado por um tal de Juraj Herz, que eu confesso também ser-me completamente desconhecido, e muito pouco mais.

Agora o que eu sei é uma coisa: este filme é de visão obrigatória não só para todos os amantes do fantástico, como também para todo o cinéfilo que se preze. Eu não sei o que se passa com aqueles países da Europa de Leste, mas o que é certo é que eles possuem um imaginário simplesmente único e as imagens por eles criadas parecem saidinhas de um qualquer livro infantil luxuosamente ilustrado como só eles conseguem. Fidelíssimos ao verdadeiro legado de um Andersen ou de um Grimm, este sumptuoso filme apela não só aos nossos sentidos pela riqueza das imagens, mas também ao nosso inconsciente colectivo, na medida em que nos identificamos com pormenores e situações a um nível cognitivo muito imediato.

Mas deixemo-nos de palavras e passemos às imagens, porque são elas que contam. E pasmem.







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