Zombie Roadkill

domingo, 3 de outubro de 2010



Este post serve fundamentalmente uma dupla função: a de promover esta web-series que estreia amanhã no site FEAR.net e também para formalmente anunciar que doravante a nossa colega no crime Tó se irá debruçar e concentrar as suas energias na escrita de posts sobre séries de TV, a sua grande paixão.

Posto isto, deixo-vos com o trailer para esta hilariante web-series que, tal como disse, estreia amanhã num computador perto de si. Já agora: quem se lembrou de uma coisa destas só pode ser genial. E quem resolveu financiar esta loucura só pode ser louco. Parabéns a ambos.

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Zombie Girl The Movie

segunda-feira, 30 de agosto de 2010



Provando que nunca é cedo demais para começar seja o que for, ZOMBIE GIRL THE MOVIE é um documentário que conta a história de Emily Hagins, uma miúda que aos 12 anos decidiu que o futuro dela era ser realizadora e que o seu primeiro filme iria ser de zombies. E conseguiu-o. O seu primeiro opus chama-se PATHOGEN e Emily encontra-se já em produção do segundo filme da sua carreira que se adivinha longa! Isto é que é convicção, minha gente! Entretanto ZOMBIE GIRL THE MOVIE irá ser lançado em DVD em Novembro lá para os States e, no que acho ser a primeira vez que isso acontece, contém PATHOGEN como um dos extras. Bem, mas se ficaram tão intrigados como eu, deitem lá uma espreitadela ao trailer do documentário e do filme de Emily. E boa sorte para os próximos projectos, rapariga! É de gajas assim que o mundo precisa!



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Mau da Fita: Tommy Wirkola

quarta-feira, 9 de junho de 2010



Hoje inauguramos uma rubrica nova: o Mau da Fita. Digamos que é a nossa galeria de monstros sagrados.

A esta categoria só pertencem mesmo alguns espécimens raros, dignos de nota aqui neste blog homónimo. Senhores ou senhoras que tenham, ou estejam ainda, a dedicar as suas vidas à mais nobre das artes: chocar-nos. E nós, fiéis espectadores e fãs, agradecemos e fazemos votos que assim continuem a fazer por muitos e bons anos.

O primeiro deste peculiar albúm de família chama-se Tommy Wirkola e é o rapazito que vemos à nossa esquerda. O nome não vos diz nada? É natural, porque ele também não é assim tão conhecido fora de certos círculos. Mas façam o favor de tomar nota do nome, porque no fim deste post vão querer saber ainda mais sobre ele. Quase que garanto. Ora então o Sr. Wirkola vem da Noruega e, tal como o bacalhau, é de genuína qualidade. Como prova, deixo-vos com os posters e os trailers dos seus 3 filmes que mostram bem melhor do que eu alguma vez conseguiria com que linhas se cose o seu talento. Mas, só para terem uma ideia do que vão encontrar, digo-vos já que temos em mãos nada mais, nada menos do que uma comédia a parodiar o KILL BILL do Tarantino; uma zom com com nazis à mistura; e um OVNI que satiriza o BLAIR WITCH PROJECT e outros que tais. Estão entusiasmados agora? Então cliquem lá nesses botõezinhos do PLAY! O melhor disto tudo é que os seus filmes são todos falados na sua língua natal, o que sempre dá um toque artístico à coisa e como eu já disse anteriormente, não há melhor feeling do mundo do que um geek se sentir hip!









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Alguns Maus da Fita de provocar arrepios

domingo, 11 de abril de 2010


Estamos quase a fazer um ano de existência. Vou tomar a liberdade de dar o pontapé de saída a uma semana de celebração, e que melhor forma de celebrar o Maus que com uma pequena homenagem a Maus?
Não é um top, porque é uma partilha dos meus pavores, e nisto de medos não há como dizer que um é mais medonho que outro. Ei-los:

Eugene Tooms (X-Files temporada 1 - episódios #3 "Squeeze" e #21 "Tooms")

Nos tempos idos em que a TVI era um canal novo especulou-se que o canal deixasse de existir devido às fracas audiências. Antes de se ter tornado o canal mais visto - na altura do Big Brother, em 2001 - e de se ter dedicado quase exclusivamente às telenovelas e talk-shows, mantendo agarradas à televisão as senhoras com mais idade, o trunfo da TVI eram as boas séries, que nos anos '90 eram exibidas em horário nobre. A série que manteve a TVI viva durante algum tempo, série à qual depois se juntaram outras de qualidade, foi Ficheiros Secretos. Eu era tween na altura e via-a religiosamente, apesar de aquilo me afectar o sossego no fim-de-semana que se seguia (era transmitida à quinta ou sexta-feira, disso não me lembro com precisão). O episódio que mais me afectou, de tal forma que já tendo passado a casa dos 20 ainda às vezes tomava duche em sobressalto se ouvia algum barulho no exterior, foi um dos com o Eugene Tooms.
A personagem apareceu pela primeira vez no terceiro episódio da primeira temporada e voltou ao vigésimo-primeiro (o que eu vi). Era um fulano mutante de ossos e músculos extensíveis que conseguia passar por sistemas de ventilação apertados - sanitas (daí o meu pavor, you see) - que passava quase toda a sua existência a hibernar. Acordava de 30 em 30 anos para comer fígados humanos e voltava à toca para hibernar mais 30. A descrição dos episódios está aqui e aqui. Para quem queira rever, ou ver pela primeira vez, os episódios estão disponíveis pela net a partir de um simples clic. Na Amazon, sem trafulhices.

Hillbillies (Deliverance; Calvaire; The Hills Have Eyes; etc.)

Pavorosos - porque existem, em todos os países do mundo. Ainda acerca de X-Files, num episódio (temporada 4 - episódio #2 "Home") os não-consanguíneos Mulder e Scully investigam uma família de Hillbillies que se diz serem simultaneamente irmãos, primos, filhos, pais e avós uns dos outros que vivem como nas zonas rurais do E.U.A. se vivia no início do século XX, sem água canalizada, à luz das velas e por aí fora. No final do episódio encontram a única mulher da família, sem braços ou pernas, enfiada debaixo na cama em cima de uma tábua com rodas. Eis o que diz a Wikipédia: ""Home" was inspired by a tale in Charlie Chaplin's autobiography, about the time he stayed at a tenement home while touring in a British musical theatre. After dinner, the family took him upstairs to meet their son - and pulled him out from under a bed. The son had no arms and legs and flopped around while they sang and danced. Glen Morgan read the story and decided to use the incident.". Erghh...

Onryō (Ju-On; Chakushin Ari; Ringu; etc.)

Atrás da porta encostada, debaixo da cama, ao virar da esquina, no banco traseiro do carro, no andar de cima - pode estar um ju-on à espera. Estas pessoas que morreram enfurecidas e/ou injustiçadas voltam devagarinho. Pode ser para se vingarem de quem lhes fez mal ou para aplicar a vingança em qualquer um que se cruze no seu caminho. Tal como nas histórias clássicas japonesas, quando sabemos a história toda ficamos com um ponto de interrogação sobre a cabeça (as histórias para crianças não são daquelas em que a moral da história é clara, às vezes até parece que o que a lenga-lenga diz é para praticar o mal). O que é claro é que o ju-on não quer a amizade de quem encontra, quanto muito pode querer à força o amor de alguém (como em Honogurai Mizu No Soko Kara / Dark Water). Os filmes com estas criaturas demoníacas colam-me ao ecrã mas procovam-me uma reacção histérica igual à que tenho quando vejo uma aranha daquelas de rabo gordo e pernas enormes e fininhas. Assim tipo... guinchos, vá...

Criaturas marinhas (Dagon; Pirates of the Caribbean; etc.)

Sou nascida e criada na cidade. Escuridão absoluta não é para mim. É assim que se vive lá embaixo - no escuro, no frio, entre os seres bizarros das profundezas dos oceanos. Quanto mais se desce mais estranho fica, e para os meios de que nós - macacos verticais sem pêlo - dispomos actualmente, muito dos oceanos fica por explorar (absolutamente positivo do ponto de vista ecológico, mas isso é outro assunto). Apesar de citadina vivo perto da água e não sei se é do ar salgado ou do nevoeiro gelado mas quando oiço histórias de pescador - por assim dizer - acredito naquilo tudo. Porque não acreditar? Não há como comprovar que é mentira. Seja o velho Adamastor, as enganadoras sereias ou o aterrador Cthulhu, tudo é possível.

Espelhos (Mirrors; Poltergeist III; etc.)

Outro coisa que me causa pavor são espelhos. Embora os espelhos sejam amigos, impedindo-nos de sair de casa fazendo uma triste figura, há tantas histórias com o que se pode passar do outro lado do espelho, que acho que é inevitável mais cedo ou mais tarde uma pessoa pôr-se a pensar "porque não?". Fazia isso de forma totalmente inocente até ter visto o Poltergeist III. O primeiro da série não me afectou, o segundo não vi sequer, já este malandreco apesar de me ter parecido um comum filme série B afectou-me a sério. O filme Mirrors (de 2008) volta a tocar no mesmo ponto sensível. Agora já tenho medo que saia um homem da sanita, que um jo-on me ponha a mão na cabeça durante o banho e que haja um demónio no espelho. Ficção, só te falta encontrar um monstro para o bidé.  

Zombies (28 Weeks Later; Day of the Dead; etc.)

Já disse que sonho recorrentemente com zombies? Foi-me dito recentemente que está relacionado com a rapidez dos frames do 28 Days Later, até pode ser, mas estes sonhos começaram após ter visto o aflitivo 28 Weeks Later. Basta-me um vão de escada deserto, dar um passeio nocturno no nevoeiro ou falhar a electricidade que vem o pensamento. E se estiver toda a gente morta - ou pior, e se estiver toda a gente meio-morta e me quiserem tirar um naco de carne? Onde está a minha família e amigos? E se querem fazer mal ao cão?  Fujo? Para quê e para onde? Espero que nunca chegue esse dia.
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