Falar de cinema, cinema e mais cinema. Porque nunca é demais. Somos assumidamente cinéfilos, cinéfagos e cinecratas. Por isso não se metam connosco. E sim, somos maus. Mas não fazemos fitas.
Ver este trailer encheu-me de esperança. Malick é um génio e uma lenda do cinema com apenas meia-dúzia de filmes no currículo. 2011 já não me parece tão negro agora. Obrigado, Malick.
Não sei se foi por já ter visto muito Bergman quando era mais novo, mas o que é certo é que para mim o Cinema Sueco tem que ser deprimente q.b., com uma pitada de existencialista, fortes actuações e, acima de tudo, muito bem filmado. Este FLICKAN [The Girl] parece ter todos esses elementos e é por causa disso que entra para a minha lista "a ver" sem direito a exame de admissão. Esperemos que não desiluda.
A parceria entre o artista de design Mike Mignola e o realizador Guillermo del Toro é uma das minhas favoritas. As suas sensibilidades artísticas parecem confluir na perfeição, quase como se tivessem nascido para tal. A mais recente colaboração foi para a capa da edição em DVD e Blu-Ray de CRONOS para a Criterion Collection, mas fiquem também com outras igualmente icónicas. Já imaginaram bem um posterzinho destes numa parede de vossa casa?
Herschell Gordon Lewis é um dos realizadores de referência aqui no Maus. Por isso, estava mais que na hora de programarmos uma sessãozinha com um dos seus (muitos) clássicos. Fiquem então com WIZARD OF GORE, daquele que é justamente considerado o Padrinho do Gore no Cinema.
No mundo do cinema independente, Bruce LaBruce sempre foi um caso à parte. Digamos que é um verdadeiro indie, escolhendo temas que poucos realizadores ousam sequer tocar. Como é o caso dos neo-nazis gays, por exemplo. Mas sempre com uma grande ironia subjacente, está claro. E já não era sem tempo que alguém lhe dedicasse um documentário. Pois é isso mesmo que vos trago aqui hoje - o trailer de THE ADVOCATE FOR FAGDOM, um estudo sobre o seu tipo de cinema muito particular com entrevistas a peritos na matéria (entre eles o favorito John Waters). Deitem então uma espreitadela à coisa e se ainda não descobriram o trabalho deste senhor, então não há melhor oportunidade do que esta. Até já.
Levante a mão quem quer ver uma coisa destas! Estão acanhados? Então levante a mão quem NÃO quer admitir que quer ver asiáticos em altas cambalhotas à moda antiga e ainda por cima em 3D? Ah!, agora sim! Amigos, sejamos sinceros: TODOS nós queremos ver este filme nem que seja só por curiosidade. Se me perguntarem, foi para isto que o 3D foi inventado. E para aquela maravilha que é o 3º tomo da saga JACKASS, presentemente em exibição em salas portuguesas. Bring it on, baby!
Ver este teaser deu-me umas enormes saudades de rever o belíssimo THE COMPANY OF WOLVES. O que não deve ser compreendido pelo estimado leitor como um bom sinal...
Devo admitir que quando este filme foi anunciado para lançamento em formato Blu-Ray em terras francesas já lá vai para dois anos, fiquei roidinho de inveja. Primeiro: ainda não tinha feito o upgrade para o HD (nem TV tinha, quanto mais leitor...); segundo: é o meu filme de Fellini favorito e angustiava-me saber que aquelas imagens gloriosas que o Mestre criou a partir das lendárias Memórias de Casanova estavam agora melhor do que nunca, com as suas cores garridas e cenários barrocos bem ao estilo italiano.
Hoje, posso dizer que este foi um dos filmes que me fez alargar os cordões à bolsa (por outras palavras, comprei uma TV HD e respectivo leitor Blu-Ray) para assim o poder ver na melhor qualidade possível, fazendo assim jús a todo o talento envolvido na produção desta obra-prima.
Embora este filme seja mal-amado, até pelos fãs mais acérrimos de Fellini, é para mim um pecado que não seja mais e melhor conhecido por todos os cinéfilos por esse mundo fora. Senão vejamos: fotografia a cargo do grande Giuseppe Rottuno, cenários do mítico Dante Ferretti, uma banda-sonora que tem tanto de bela como de mágica do lendário Nino Rota e Donald Sutherland no papel de Giacomo Casanova, o veneziano que fascinou e continua a fascinar toda uma geração de historiadores e sexólogos. As cartas estão na mesa e o jogo, como se pode prever, é infalível.
Em sua defesa, tenho a dizer que se não encararmos o cinema narrativo como o alfa e o omega da 7ª Arte a nível da construção de um argumento, então estamos no bom caminho para melhor compreendermos o fascínio deste filme. Fellini já em SATYRICON estava a caminhar para uma espécie de cinema episódico (algo que ainda hoje é visto de maneira negativa e não como algo profundamente criativo e fora da norma, sempre a marca de qualquer grande autor/criador) e ele leva essa mesma matriz para o seu CASANOVA, que mais não são do que retalhos da sua vida cosidos com a mais invisível das linhas. As elipses são constantes e sem sobre-aviso, o que só ajuda ao onirismo da obra. Porque é exactamente isso que este filme é (pelo menos, a meu ver): as recordações de um velho mulherengo a quem a vida até lhe correu bem e de quem a sua fama sempre lhe precedeu e o fez viajar por meio mundo e conhecer outro tanto.
Resultado: por vezes, parece que estamos a visitar um museu de figuras de cera dedicado à sua vida, onde tudo é artificial e propositadamente assim. Fellini não esconde que tudo isto poderão ser os devaneios de um velho louco, que não sabe no ridículo que caiu. Durante estas festividades, somos regalados com imagens extraordinárias em catadupa, num acumular de sensações visuais que roçam o barroco, visto que a sua única função é a própria acumulação em si.
Eu cá não me canso destas coisas, por isso aqui fica a minha mais alta recomendação para (re)descobrirem este filme.
Agora que nos aproximamos a passos largos de uma nova era para a Humanidade (dizer isto com voz grave acompanhada de rufar de tambores), o Homem tenta perceber essa mudança cataclísmica através das Artes. SERES: GENESIS é uma dessas tentativas e questiona a verdadeira génese da nossa raça de maneira até agora nunca vista [se bem que o trailer lembra X-FILES, CLOSE ENCOUNTERS OF THE THIRD KIND e THE DAY THE EARTH STOOD STILL; convençam-se, já foi tudo inventado, meus amigos!]. Resta-nos aguardar!
Confesso que nunca tinha ouvido falar deste filme e confesso também que não sei como o descobri (acho que devo ter uma espécie de talento para encontrar estas... coisas...), mas admito que fiquei fã e que quero muito ver! A melhor frase do trailer é quando a filha da mãe lobisomem (ai, este português traiçoeiro...) tenta explicar à melhor amiga o que se está a passar:
Já há muito que ando para escrever sobre este mágico filme, uma produção sérvia com imagens que parecem saídas da simbiose entre os cérebros de Jeunet e de Gilliam. Uma história singular, a de duas irmãs carpideiras que vivem numa aldeia perdida onde não há homens nenhuns, visto que todos partiram para a guerra e para a eventual morte prematura. Minto: há um homem, um senhor muito velhinho e acamado que elas vão acabar por matar sem intenção. Coitadas. Ficam então sem escolha, ou são queimadas vivas, ou partem à procura de um homem que terão que encontrar no espaço de três dias, senão, de volta para a fogueira. Está mais que visto qual o caminho que elas escolhem, não está?
Como estão a ver, a história é fantástica e as imagens não ficam atrás como poderão ver pelo trailer abaixo incorporado. É uma pena que este filme não seja mais conhecido, porque é este tipo de cinema que deve ser aplaudido e visto pelo maior número de pessoas. Cinema de alto entretenimento visual e originalidade. Fica aqui a recomendação.
Um dos mais fortes filmes desta temporada, RABBIT HOLE, o mais recente do wünderkind John Cameron Mitchell que assina um dramalhão à antiga com uma actriz de topo - Nicole Kidman. Depois do provocante HEDWIG AND THE ANGRY INCH e do fabuloso SHORTBUS, Mitchell parece ter encontrado um veículo para mostrar às grandes massas que é perfeitamente capaz de realizar um filme sobre o seu tema favorito (as relações humanas em situações limite) sem recorrer a cenas ou situações marginais/marginalizadas. Kidman parece em plena forma também, o que se agradece depois de recentes deslizes. Resumindo, quero ver, claro! Urgentemente!
Ai glorioso dia, que te avizinhaste tão precoce na tua graça! Bem hajas, tu que nos trazes estas benesses como quem sabe saciar a nossa sede! Não há data mais ditosa que esta, a que nos trouxe as primeiras imagens do tua nova face! BALADA TRISTE DE TROMPETA te apelidas e nós, genuflexados, agradecemos-te. Salvé!
Um exercício interessante para quem quiser ver como 40 anos de evolução na arte de fazer Cinema fazem toda a diferença. Os dois são clássicos à sua maneira, mas por razões completamente diferentes. Um porque mostra tudo, o outro porque deixa tudo à imaginação de cada um. E ambos funcionam. Coisa rara. E ainda bem que assim o é.
E que melhor coisinha para começar a semaninha do que um filme de animação cubano com vampiros e gangsters à mistura? E depois digam lá que eu não vos trato bem...
Quando mudar de casa se torna um pesadelo (e este vai de encomenda para uns certos membros do Maus que estão prestes a fazer isso mesmo... muah ha ha!). Divirtam-se com as mudanças, meninos!
Escandalizados? Não há razão para tal. Se pensarem bem, este senhor é mais do que digno de pertencer à nossa galeria de Maus da Fita. Vocês já viram bem os filmes que ele realizou em Hollywood depois de abandonar a sua terra natal, a Holanda? Eu não sei o que é que ele andou a ver ou a tomar depois que entrou em terras do Tio Sam, mas o que é certo é que ainda bem que o fez porque ficamos todos a lucrar com isso! Os seus filmes tornaram-se sinónimos de blockbusters e a sua reputação de enfant terrible não mais parou de aumentar. Sharon Stone deve-lhe a ele a revitalização da sua carreira (o que já não se pode dizer o mesmo da mocita do SHOWGIRLS...), enquanto que o cinema de ficção-científica passou a ter uma nova face graças também à sua... visão... muito particular. Enfim, é tudo bom, meus amigos! E venham daí mais que a gente gosta!