The Danny Elfman & Tim Burton 25th Anniversary Music Box

quarta-feira, 6 de outubro de 2010



Se têm 400 e tal euros para gastar, então aqui fica a sugestão de Natal: a Warner Bros. Records prepara-se para lançar uma caixa comemorativa dos 25 anos de colaboração entre Danny Elfman e Tim Burton. Isto assume-se como "quase" imprescindível, não fosse o elevadíssimo preço... Fiquem com os pormenores e o link para a página oficial:

* Danse Macabre: 25 Years of Danny Elfman and Tim Burton: A meticulously researched, lavishly illustrated 250+ page fine linen-wrapped hardbound book, entitled with gold foil stamping, and featuring a foreword by Johnny Depp. The book also includes rare photos, stories, and interviews from the cast and crew behind the scenes of this classic music — from the early days of Elfman’s band Oingo Boingo to the recent blockbuster film Alice in Wonderland. Interviewed are such collaborators and peers as Guillermo Del Toro, Phillip Glass, Paul Haggis, James Newton Howard, Tom Jones, Michael Keaton, Ang Lee, Errol Morris, Thomas Newman, Catherine O’Hara, Jon Peters, Paul Reubens, David Rockwell, Scott Rudin, Marc Shaiman, Howard Shore, Twyla Tharp, Gus Van Sant, and Richard Zanuck. This comprehensive 10″x10″ keepsake book is written by acclaimed film-music journalist Jeff Bond and designed by Grammy Award winning designer Matt Taylor.

* An hour-long exclusive, newly filmed DVD featuring an extended conversation between Burton and Elfman as they reflect on their quarter-century collaboration.

* As a collectible created exclusively for this treasure box of music, a distinctive Skeleton Key USB Flash Drive has been designed—inspired by the art of Tim Burton. A pull of the key unlocks a USB drive loaded with MP3s of the entire contents of this Limited-Edition Music Box. From Pee-wee’s Big Adventure through Alice In Wonderland, it’s all there, including all the bonus tracks, demos, work tapes, and other rarities.

* Newly created liner notes by Elfman discussing each expanded score and their bonus material of additional masters, song and score demos, work tapes, orchestra-only song mixes, and foreign language versions.

* A collection of music as unique as Elfman’s for the films of Tim Burton needed to be housed in something equally special, wondrous, and whimsical. Designed to evoke a treasure chest found in a mysterious attic, The Danny Elfman & Tim Burton 25th Anniversary Music Box is a work of art in itself. Grammy-winning designer Matt Taylor has transformed previously unseen art by Burton and crafted a large scale, tin-covered music box complete with an embedded music chip playing “The Music Box Suite” arranged and performed by Elfman specifically for this historic collection. And to literally top it all off, with a flip of the lid, a delightful working zoetrope is revealed featuring strips of art and photos by Burton and Elfman that come to animated life with a spin.

Limitado a 1000 cópias.

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Top 10 filmes: Meryl Streep

domingo, 15 de agosto de 2010


Eu já me devia este Top há muito tempo. Meryl Streep é de longe a melhor actriz contemporânea a trabalhar no cinema e alguém que me tem acompanhado nestes meus anos todos de cinefilia e que me tem dado infindáveis alegrias. Assim posto, sou eu que lhe devia este Top há muito tempo. E como ela de 1 a 10 é um perfect 10, aqui ficam as minhas 10 escolhas.

10º: The French Lieutenant's Woman de Karel Reisz


Aqui começou a minha fase de namoro com Streep. Era eu ainda petiz e lembro-me perfeitamente de ter visto este filme no chão do quarto dos meus tios, numas férias que por lá passei. Era já tarde e todos já ressonavam, primos e tudo, enquanto eu, de olhos esbugalhados, apaixonava-me para sempre por ela, linda, misteriosa e ruiva. Nasce aqui também o meu fascínio por pessoas ruivas (ai meu Deus, tanta confissão junta; isto começa bem). Lindo filme de Reisz, com um romântico Jeremy Irons e uma não menos romântica e algo gótica também banda-sonora. Ainda hoje o revejo com ternura.


9º: A Cry In The Dark de Fred Schepisi


Inspirado em factos reais acontecidos na Austrália, trata do desaparecimento de uma criança que se supõe ter sido raptada por um dingo, o cão selvagem daquelas bandas. Streep protagoniza o papel da mãe de maneira exemplar, com o sotaque australiano mais genuíno que eu já ouvi uma americana tentar. Não é hoje em dia um filme seu muito celebrado, mas vale muito a pena vê-lo, principalmente pelo retrato de uma família que entra em crise devido ao fenómeno dos mass media que criaram à sua volta (ver: Maddie).


8º: Ironweed de Hector Babenco


Um papel seu ainda mais esquecido (já para não falar do filme, injustamente) onde a miséria tem também um papel principal, visto ser passado nos anos da Depressão. Streep brilha ao lado de Jack Nicholson e depois de termos visto este filme, uma coisa fica como certa: esta mulher não tem medo de aparecer feia no grande ecrã. E isso é lindo de se ver.


7º: Plenty de Fred Schepisi


Se já viram este filme, das duas uma: ou apanharam-no no canal Hollywood aqui há uns anos por acaso, ou então são mesmo fãs desta mulher. Não é realmente dos melhores filmes dela, mas a sua representação de uma mulher britânica que gradualmente vai perder a fé na vida e entrar em marasmo emocional tem tanto de subtil como de fascinante. Este é daqueles que quantas vezes mais o vejo, mais nuances encontro. E Streep raras vezes esteve mais bonita.



6º: The Bridges of Madison County de Clint Eastwood


Um dos seus papéis mais celebrados e muito justamente também. O verdadeiro artista, como diria Tony Silva, é aquele que com a sua arte consegue criar magia quase sem esforço. Ou pelo menos assim parecendo. O que não transparecem são as técnicas elevadíssimas por trás de todo esse processo. Este filme é a suma demonstração disto mesmo que acabo de escrever. Parece muito fácil, mas não é.


5º: Out of Africa de Sydney Pollack


A sua Karen Blixen/Isak Dinesen continua a ser das maiores heroínas românticas do cinema dos anos 80. E com razão. Streep empresta-se a essa apaixonada mulher de tal maneira que a torna também ela num ícone de emancipação feminina de grande relevância histórica. Inspirado na vida real da famosa escritora dinamarquesa, OUT OF AFRICA fica-nos também na memória pelas suas imagens inesquecíveis, embelezadas pela não menos memorável banda-sonora de John Barry.



4º: Death Becomes Her de Robert Zemeckis


Já podemos todos estar fartos deste filme à custa dos canais privados o passarem tanta vez aos fins-de-semana, mas o que é certo é que continua a ser bem divertido. E a palavra aqui é mesmo essa: divertido. Streep prova que também é capaz de outros registos além da heroína romântica e a sua Madeleine Ashton é simplesmente deliciosa na sua arrogância e malícia. E foi aqui que dissemos, "Queremos mais!". E ela fez-nos a vontade. Dos primeiros filmes dela que fui ver ao cinema.


3º: Doubt de John Patrick Shanley


Neste filme não é só Streep que brilha. Por incrível que possa parecer, todos os outros actores também. O que é muito entusiasmante se se é cinéfilo. O seu retrato de uma madre-superiora sem escrúpulos que faz tudo por tudo para desmascarar um padre que não caiu nas suas boas graças, por assim dizer, é assustadoramente genial. Repito: assustador e genial. Merece e muito o bronze deste Top.


2º: The Devil Wears Prada de David Frankel


Só o mero facto de Streep ter sido nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Principal num filme onde a verdadeira protagonista (tecnicamente, pelo menos) é Anne Hathaway, quer dizer algo, não é? Não sei como é que ela consegue, mas a sua empatia com os personagens que cria é tal, que mesmo quando faz de bitch-mor (caso em questão) apaixonamo-nos todos outra vez por ela. A sua Miranda Priestley é o sonho de qualquer female impersonator por esse mundo fora, há que dizê-lo.


1º: Sophie's Choice de Alan J. Pakula


Desenganem-se todos aqueles que estavam à espera de ver no primeiro lugar algo como KRAMER CONTRA KRAMER ou MAMMA MIA. Este é de longe o melhor filme de Meryl Streep e um marco na representação feminina no Cinema do século XX. O seu retrato de Sophie, uma sobrevivente do Holocausto, nunca mais nos deixa depois de a conhecermos. Streep está aqui transfigurada. É quase como vermos alguém ser possuído por um outro espírito. E se adoram tanto quanto eu vê-la fazer sotaques como ninguém mais consegue, então aqui têm o Jackpot: experimentem imaginar uma polaca que fala alemão na perfeição e que quando tenta falar inglês, apercebemo-nos de todas essas influências e entonações. Conseguem? Se não, vejam o clip abaixo incorporado e curvem-se em admiração perante a arte desta grande mulher.



P.S. muito brevemente vou poder adicionar mais um filme seu a esta lista. É que Streep prepara-se para encarnar a Dama de Ferro. Oh yeah: Meryl Streep a fazer de Margaret Thatcher! I kid you not!
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Onde está o Wally?: I Don't Wanna Miss A Thing

quarta-feira, 28 de julho de 2010


I Don't Wanna Miss A Thing, essa música dos Aerosmith que faz parte da banda sonora do filme Armageddon. Encaixa tão bem no filme, que tem o pai Bruce Willis sempre a olhar pela sua menina Liv Tyler, a canção interpretada pelo pai da actriz etc. etc. Isso tudo... muito bonito. Sempre que oiço essa música fico bem disposta, mas não é por causa do Armageddon.



Além do filme para o qual a foi criada, esta música aparece noutros, em cenas que, apesar de curtas, são melhores que todo o filme Armageddon.

Como no filme The Sweetest Thing, que apesar de ter (muitas) alturas em que as piadas são esticadas ao ponto de já não terem graça, tem muito bons gags (passando o trocadilho, tendo em conta a cena seguinte).



Por último, a melhor utilização da música é na sequência de patinagem Fire & Ice - creio que porque o início de I Don't Wanna Miss a Thing usa um pedaço de uma música do filme de 1983 Fire and Ice - do filme Blades of Glory. Não encontro vídeo dessa cena, fica aqui uma montagem com algumas partes da cena, alguns spoilers (que não estragam o filme, mas lá foi ao ar o mistério da Iron Lotus), e no geral é melhor que o trailer. Caros seguidores, quem ainda não se tenha presentado com a vistoria deste filme, façam-vos um favor e just do it already!

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Merry Christmas Mr. Lawrence na Criterion Collection

quinta-feira, 17 de junho de 2010



O bom da editora americana Criterion Collection é que todos os meses lança para o mercado video uma selecção de filmes capaz de agradar a uma grande palette de cinéfilos. A outra coisa boa é que quem trabalha para essa editora tem o privilégio de resgatar filmes que até à data não foram lá muito bem tratados, nem respeitados. Como é o caso deste clássico de Nagisa Oshima: MERRY CHRISTMAS, MR. LAWRENCE. Com David Bowie, Ryuichi Sakamoto (que também assina a lendária Banda-Sonora) e Takeshi Kitano, não há como errar neste conto de um grupo de POW's num campo de concentração japonês.

O "mau" da Criterion Collection é que as suas edições ainda continuam a ser muito caras... Mas isso já é outra história. Fiquem com os extras e o trailer.

•New, restored high-definition master (with DTS-HD Master Audio on the Blu-ray edition)
•The Oshima Gang, an original making-of featurette
•New video interviews with producer Jeremy Thomas, screenwriter Paul Mayersberg, actor Tom Conti, and actor-composer Ryuichi Sakamoto
•Hasten Slowly, an hour-long documentary about author and adventurer Laurens van der Post, whose autobiographical novel is the basis for the film
•Original theatrical trailer
•PLUS: A booklet featuring an essay by film writer Chuck Stephens and a 1983 interview with director Nagisa Oshima by Japanese film writer Tadao Sato

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Io sono l'Amore

domingo, 6 de junho de 2010



IO SONO L'AMORE não é um filme. É um evento. Se eu fosse jornalista da revista EMPIRE, a minha crítica seria algo do género: "I AM LOVE is like an offspring of Flaubert's Madame Bovary and Lampedusa's Il Gattopardo with Visconti on the director chair and Bertolucci as his assistant. It's that effing good."

E por muito que esta descrição pareça simplista ou até simplória (cada vez mais detesto comparações destinadas a atrair a atenção de pessoas com défices de atenção reduzidos), não seria de todo descabida. Realmente, IO SONO L'AMORE vai beber inspiração a esses dois grandes romances, tanto no caso da infidelidade da senhora casada que já não tem grande acção no seu leito matrimonial há algum tempo (se a comida em casa rareia, come-se fora, tá-se mesmo a ver), como na atenção a que se é dada à família como núcleo fundamental e pedra angular de tudo que daí advém, seja isso o status quo ou a estabilidade financeira. E subentendida nesta história de uma família italiana da alta burguesia onde palavras como "criadagem", "patriarca" e "património" são chave para entendermos a trama, está a frase charneira do romance de Lampedusa: "É preciso que tudo mude para que tudo permaneça na mesma".



Pelo meio, temos uma cintilante Tilda Swinton que dá corpo e alma a este sumptuoso filme que é ajudado em grande parte pela não menos assombrosa banda-sonora do minimalista John Adams que empresta pathos ao filme de uma maneira paradoxalmente épica. Swinton, aliás, serve também como produtora executiva deste filme, um projecto que o seu realizador, Luca Guadagnino, demorou cerca de dez anos a parir.

E não há muito mais a dizer a não ser "Vejam com extrema urgência", porque estamos perante o renascer do grande cinema italiano de autor e ver IO SONO L'AMORE é sermos atacados em todas as frentes com um nível de cinefilia a que já não estavamos habituados e uma maneira de filmar que já pensavamos extinta. Ninguém, repito, ninguém faz aqueles movimentos de câmara como os italianos. É um bailado que nos deixa inebriados. E se acham que já estou a exagerar nos superlativos, então gastem lá os 5 euritos que vão ser dos mais bem empregues dos últimos tempos. Seguramente.



Quanto ao título, há uma cena chave no filme que o explica e o valida. Porque é de Amor que se trata este filme. Daquele que é todo avassalador. Como deveriam ser todos, aliás. Pelo menos, uma vez.
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Alerta Trailer: Tron Legacy

quarta-feira, 10 de março de 2010



Tive a ocasião de ver o novíssimo trailer do anunciado e muito esperado TRON LEGACY quando fui ver o ALICE IN WONDERLAND na passada 5ª feira. A Disney, entretanto, acaba de disponibilizá-lo para a internet para quem ainda não foi ver a última maravilha de Tim Burton.

Só tenho duas coisas a dizer: este filme e esta banda sonora dos Daft Punk vão ser meus! A espera até Dezembro vai ser longa...

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Oscars 2010: e os nomeados são...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010




Algumas surpresas, mas sobretudo muita previsibilidade. Como sempre, aliás...

Best Supporting Actress
Penelope Cruz, Nine
Vera Farmiga, Up in the Air
Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart
Anna Kendrick, Up in the Air
Mo'nique, Precious

Best Supporting Actor
Matt Damon, Invictus
Woody Harrelson, The Messenger
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Christoph Waltz, Inglourious Basterds

Best Actress
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station
Carey Mulligan, An Education
Gabourey Sidibe, Precious
Meryl Streep, Julie & Julia

Best Actor
Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Jeremy Renner, The Hurt Locker

Best Director
James Cameron, Avatar
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Lee Daniels, Precious
Jason Reitman, Up in the Air

Original Screenplay
Mark Boal, The Hurt Locker
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Alessandro Camon & Oren Moverman, The Messenger
Joel & Ethan Coen, A Serious Man
Pete Docter, Bob Peterson, & Thomas McCarthy, Up

Adapted Screenplay
Neil Blomkamp & Terri Tatchell, District 9
Nick Hornby, An Education
Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Ianucci, & Tony Roche, In the Loop
Geoffrey Fletcher, Precious
Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air

Foreign Language Film
Ajami (Israel)
El secreto de sus ojos (Argentina)
The Milk of Sorrow (Peru)
Un Prophete (France)
The White Ribbon (Germany)

Animated Film
Coraline
Fantastic Mr. Fox
The Princess and the Frog
The Secret of Kells
Up

Best Picture
Avatar
The Blind Side
District 9
An Education
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
A Serious Man
Up
Up in the Air


Será este o ano de AVATAR? Tudo indica que sim, mas já é também tradição haver prémios inesperados para filmes muito menos cotados, por isso resta-nos esperar... Ah, e Meryl Streep soma mais uma nomeação! Será esta a 13ª ou a 14ª? Já lhe perdi a conta!
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Filme do dia: La Planète Sauvage


No post exactamente abaixo, ter falado de Roland Topor fez-me lembrar um filme de animação francês que é hoje considerado um clássico de culto: LA PLANÈTE SAUVAGE de René Laloux. Colaboração entre Laloux e Topor a partir de uma história e desenhos deste último, este sui generis conto futurista em forma de parábola está cheio de pormenores imaginativos sublinhados por uma banda-sonora psicadélica composta por Alain Goraguer que não lhe fica nada atrás.

A história faz um pouco lembrar um outro clássico da época - PLANET OF THE APES - o que aconteceria se os humanos fossem tratados como animais inferiores? Só que em vez de símios, temos verdadeiros extra-terrestres, azuis e enormes, e com avançadíssimos poderes telepáticos. E falando em extra-terrestres azuis: se foram ver o AVATAR e gostaram e pasmaram com a fauna e a flora de Pandora, então este filme é para vocês. Boa sessão.

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Sessão Dupla: Youth Without Youth + The Curious Case of Benjamin Button

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009



Duas histórias que se relacionam pela sua inversa natureza. Dois homens que desafiam as leis da natureza e, quais fenómenos científicos, começam a rejuvenescer com o passar do tempo, um desde que nasceu, fazendo assim a viagem até à morte em retrocesso, o outro, a partir do momento em que apanha uma descarga eléctrica provocada por um relâmpago.

Dois filmes recentes que exploram de maneiras originais novas maneiras de contar histórias, um realizado por um velho mestre - Francis Ford Coppola - o outro, por um futuro mestre - David Fincher. Este segundo teve direito a maior exposição mediática, devido às suas estrelas principais, Brad Pitt e Cate Blanchett. No entanto, isso não lhe tira mérito porque o filme é daqueles raros casos de perfeição cinematográfica, onde os efeitos especiais não se notam, de tão avançados são, o que só ajuda à verosimilhança da história e à não-distracção da nossa parte em relação ao enredo devido a qualquer falha técnica.

Mas deixo-vos com o trailer da obra de Coppola, que ainda continua a ser bastante ignorada, menos por aqueles que a viram. Este é daqueles filmes que todos os realizadores gostariam de fazer na sua idade madura. Coppola serve-se do material de apoio literário para desenvolver os seus próprios temas de eleição (como são o renascimento, o kharma e a alma-gêmea, já explorados em BRAM STOKER'S DRACULA), e tece um enredo com filamentos de ouro e com mestria suficiente para nos manter hipnotizados durante a sua duração. Especial destaque vai também para a sua Banda-sonora, que ajuda e muito ao ambiente feérico de que a história se alimenta. No fim deste dois filmes, fica a pergunta: o que fariamos nós se, ao invés de envelhecermos, ficássemos cada dia mais novos?

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Histoire d' O

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Eu sei que já estamos em Dezembro e que este filme não é propriamente muito natalício, mas já há muito tempo que queria escrever sobre ele e agora parece-me tão boa altura como outra.

Adaptado da obra homónima de Pauline Réage, HISTOIRE D’O é um clássico do cinema erótico dos cada vez mais míticos anos 70 e um objecto de culto nas comunidades BSM (Bondage Sadism Masochism para quem não sabe). Pensando bem, não é assim tão descabido que eu esteja a abordar este filme nesta altura, visto ter encomendado o mais famoso livro sobre esse tema já escrito: Venus in Furs, de Leopold von Sacher-Masoch, o tal senhor que deu origem ao nome Masoquismo, quando utilizado por um psicólogo para descrever esse tipo de comportamento sexual. Mas acho que ainda não é desta que me vão começar a ver com calças de napa preta e a comprar máscaras manhosas com aqueles fechos a taparem os olhos e a boca. Não, decididamente. Mas mudemos de assunto e passemos ao filme, sim? Pois.

Just Jaeckin foi o seu realizador e, na altura, era realmente o “right man for the job” depois do sucesso mundial obtido com o ainda mais célebre EMANNUELLE. Tendo vindo do mundo da fotografia, os seus filmes caracterizavam-se por um extremo cuidado visual e atenção a detalhes como a iluminação, o guarda-roupa e os cenários. E são realmente estes pormenores que tanto tornam o filme charmosamente datado, como únicos e representativos de uma época. HISTOIRE D’O, no entanto, foi criticado pela maneira um tanto ou quanto fashion e light com que tratou o tema. Eu sinceramente não partilho dessa opinião porque acho que o filme tenta retratar de uma maneira sedutoramente visual o mundo, por vezes, sórdido que caracteriza estes particulares círculos sociais.

Quanto à história da nossa “O” (nome de código que a heroína do filme vai assumir enquanto submissa do seu “dono”), é passada entre castelos, mansões e casas de campo, onde a alta roda se dedica a estes bizarros jogos de poder e submissão. Olhem, se eu tivesse assim tanto dinheiro como eles, também saberia divertir-me, isso vos digo! Ah, o luxo de não se ter nada para fazer! Bem, mas voltando à “O”, digamos que a mocita se sai muito bem, passando os difíceis ritos de iniciação e subsequentes provas cada vez mais exigentes de submissão. Pelo meio, temos Udo Kier, o famoso actor alemão de culto como sotaque inglês mais reconhecível do mundo (só é pena que aqui esteja dobrado…). E antes que me esqueça, uma especial menção à Banda Sonora Original de Pierre Bachelet que é das melhores coisinhas já feitas para um filme erótico ou de outro qualquer género.

Para terminar, deixo-vos com esta curiosidade: o livro de Pauline Réage (também este uma espécie de nome de código, ou pseudónimo) pelos vistos é parcialmente autobiográfico, tendo a autora se servido das suas próprias experiências pessoais para escrevê-lo. Só tenho uma coisa mais a dizer acerca disso: Ah, ganda maluca!
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Une femme est une femme

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Ok, antes de começar a falar sobre este filme de Jean-Luc Godard tenho que dizer o seguinte: eu acho que ele não passa de um poseur com a mania que sabe fazer cinema interessante e inteligente. Pronto, está dito. Posto isto, e sendo eu um gajo que sabe dar o braço a torcer quando acha que está a perder a razão, venho-vos aqui falar de um filme dele que vi recentemente e que me fez mudar um pouco a opinião que tinha dele.

Anna Karina, a sua musa nos filmes e na vida real, encarna aqui neste UNE FEMME EST UNE FEMME o seu primeiro papel para Godard e assina uma representação luminosa e totalmente fresca que nos enche de leveza e descontracção cada vez que a sua cara é apanhada pela objectiva cinemascope deste filme que anda à volta de um triângulo amoroso entre Karina, Belmondo e Jean-Claude Brialy. Corrijo: somos nós todos que andamos com a cabeça às voltas depois de termos visto este colorido e inusitado filme. Sim, porque Godard, fazendo jús ao epíteto de enfant terrible do cinema, desconstrói-nos o filme perante os nossos olhos sem nunca cair nos maneirismos que para mim estragam a maioria dos filmes que assinou.

Um dos pontos fortes de UNE FEMME EST UNE FEMME é a sua banda-sonora composta pelo grande Michel Legrand que, contrariando a tradição de compor uma memorável frase musical que servisse de tema ao filme, simplesmente opta por pontuar cenas-chave com estribilhos orquestrados de forma divina, diga-se de passagem. Fez-me lembrar a forma similar que Gato Barbieri e Jon Brion usaram para "vestirem" musicalmente LAST TANGO IN PARIS e PUNCH-DRUNK LOVE, respectivamente. São pequenas explosões de notas musicais que dão ênfase às cenas que as contêm, transformando-as em algo singularmente cinematográfico.

E pronto, aqui têm. Não escrevo muito mais porque já muita tinta se escreveu sobre o cinema de Godard e sobre este UNE FEMME EST UNE FEMME e, sinceramente, também não gostei do filme o suficiente para me achar capaz de acrescentar qualquer perspectiva revolucionária sobre ele. Mas gostei. E deu-me vontade de ver mais Godard (nem acredito que acabei de escrever isto...). À bientôt.

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Vampiros e mais vampiros

quinta-feira, 21 de maio de 2009


Eu não avisei que 2009 iria ser o ano dos vampiros? 2008 já previa isso... É da maneira que dão um bocadinho de descanso aos zombies. Também, é suposto eles estarem mortos, correcto? Por isso, paz às suas almas.

Bem, por onde começar? Ok, sem contarmos com o LESBIAN VAMPIRE KILLERS (já aqui tratado), podem esperar ser atacados por estas criaturas sanguinárias literalmente por todas as frentes. Senão vejamos: Alan Ball, o criador da clássica série televisiva SIX FEET UNDER, volta à carga com a segunda temporada de TRUE BLOOD, uma crónica com algo de "pulp" que conta as aventuras e desventuras de uma comunidade de vampiros no sul da América. O enredo até é bem interessante: os vampiros deixaram de beber sangue humano, tendo sido encontrado um substituto que é comercializado em latas de refrigerante com o nome de... TRU BLOOD, assim mesmo, sem o E. Que ghetto que nós estamos... O que é certo é que os vampiros são agora aceites na sociedade como pessoas mais ou menos comuns. Pois. Os humanos é que ainda não os aceitam lá muito bem, o que provoca nos vampiros um certo receio de "sair do caixão"... Realmente, deve ser um bocadinho como "sair do armário": nunca se sabe qual vai ser a reacção das pessoas. Há quem não se importe, digo eu. E diz também a Anna Paquin, a menina aqui do poster e a personagem principal da série que se vai envolver (obviamente, senão não havia série!) com a vampiragem local.

Saindo do pequeno écrã e saltando para o grande, temos duas igualmente grandes estreias no horizonte. Começando pela mais aguardada por tudo que é teenager por esse mundo fora, o segundo filme da Saga Twilight - NEW MOON - já tem poster e podem dar uma vistaça de olhos à coisa aqui à vossa esquerda. Pelos vistos, vamos ter direito a triângulos amorosos e tudo. Não me perguntem é mais pormenores que eu não os sei. Não estavam à espera que eu tivesse lido os livros, pois não?!

O filme só estreia lá para Novembro mas o grau de antecipação já é tão grande que nos próximos prémios MTV irá passar um clip do filmezito para gáudio de milhões de teenagers inconscientes. E inconsequentes, digo eu. Mas se querem que eu vos diga a verdade, verdadinha, também estou assaz curioso para ver como a história se desenrola. Que querem, o bichinho dos vampiros mordeu-me o pescoço.


Mas o que eu quero mesmo ver é este, aqui em cima: BLOOD THE LAST VAMPIRE. Se bem se lembram, este título pertence a todo um franchise multimédia acerca da história da menina do poster, um halfling com mais de 400 anos e a quem querem dar cabo da sua raça.

Tanto o anime, como o manga, como o jogo de PC, como, penso eu, o filme a estrear, contam uma parte da sua história, convidando assim o espectador, leitor, ou jogador a uma maior interacção com todo o enredo. A ideia é realmente muito boa e é pena que não tenha sido mais aproveitada no Ocidente. Normalmente, o que acontece é de maneira inversa: se um filme tiver muito sucesso, dá origem ao jogo de PC, ao comic, ao desenho animado e por aí adiante. Confirmem no trailer em baixo se vale a pena ou não.



Enquanto isso, vou-me deleitando com o CD da Banda Sonora de THIRST acabadinho de chegar à minha caixa de correio. O compositor é o mesmo de OLDBOY e de SYMPATHY FOR LADY VENGEANCE, por isso já devem imaginar o calibre deste som. Quanto ao filme, estreou estes dias por Cannes e já dividiu opiniões. Uns gostaram à brava, enquanto que outros nem por isso, achando que a inclusão de cenas cómicas retirava peso ao drama principal. A ver vamos. Reservo os meus comentários para quando me sentar numa sala escurinha para o ver.
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O que eu ando a ver...

sexta-feira, 17 de abril de 2009



O nome desta rubrica é mesmo para se levar a sério, visto que o tipo de horário laboral que eu tenho não me permitir muitas das vezes ver um filme de fio a pavio (quanto mais ler um livro... sim, Martinha, este à parte foi para ti e desculpa eu estar a demorar tanto tempo a ler o livro que tu gentilmente me emprestaste, mas tu bem sabes que a primeira fila do meu coração será sempre os 24 frames por segundo), lá tenho que me sujeitar a vê-los às prestações... O que por sua vez resulta numa pilha acumulada de DVDs que parece não ter fim e estar sempre a aumentar feita Torre de Babel!

Bem, mas vamos ao que interessa. Sim, ando a (re)ver, ou melhor a debicar, o grande e completamente devasso LA GRANDE BOUFFE, do saudoso Marco Ferreri. Os sortudos que tiveram a benesse de assistir às grandes programações de cinema da "antiga" RTP2 sabem bem do que estou a falar. É daqueles filmes que nunca mais se esquecem uma vez visionados, ou melhor neste caso, degustados. Porque o filme é mesmo acerca disso: comer, comer e comer ainda mais. É a história de quatro amigalhaços com tendências exacerbadas para o deboche que se encerram um fim-de-semana num casarão algo estranho para darem azo a toda uma série de exageros.

Pensando bem, só mesmo um italiano para realizar um filme como este, visto que eles todos trazem bem escondidinho no seu ADN todo um historial de orgias, bacanais e vomitoriums. Oh, yeah. Diga-se de passagem que este filme dificilmente se poderia fazer nos dias de hoje: os vegetarianos teriam um treco mal vissem serem cozinhados e posteriormente comidos com tanto prazer tamanha variedade de bichos, as feministas ter-se-iam revoltado em massa com a maneira "rebaixante" como as mulheres são retratadas, já para não falar da Liga da Moral e dos Bons Costumes (sim, meus amigos, ainda as há) que sofreria um colapso em colectivo perante tal espectáculo degradante.

Escusado será dizer que o filme foi todo um "succés de scandale" que os franceses tanto gostam e o que é certo é que ainda hoje é um filme difícil de digerir... Que o digam os 4 personagens principais.


A capa que vêm à vossa direita pertence a um single que foi lançado na altura com o tema principal do filme nos seus dois lados, mas em versões diferentes (um deles interpretado ao piano por um dos actores, o Michel Piccoli). O compositor foi aquele grande senhor que respondia ao nome de Philippe Sarde, que entre outros, compôs grandes bandas sonoras para 2 filmes de Polanski: THE TENANT e TESS. É daquele tipo de instrumentais que andam a bailar na nossa cabeça durante todo o dia sem nos apercebermos. Delicioso.

Bem, mas chega de alusões gastronómicas. Deixo-vos com o trailer da besta em questão e com um até breve.

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