Os Filmes que eu quero ver: The Tree of Life

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010



Ver este trailer encheu-me de esperança. Malick é um génio e uma lenda do cinema com apenas meia-dúzia de filmes no currículo. 2011 já não me parece tão negro agora. Obrigado, Malick.

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Il Casanova di Fellini

domingo, 14 de novembro de 2010



Devo admitir que quando este filme foi anunciado para lançamento em formato Blu-Ray em terras francesas já lá vai para dois anos, fiquei roidinho de inveja. Primeiro: ainda não tinha feito o upgrade para o HD (nem TV tinha, quanto mais leitor...); segundo: é o meu filme de Fellini favorito e angustiava-me saber que aquelas imagens gloriosas que o Mestre criou a partir das lendárias Memórias de Casanova estavam agora melhor do que nunca, com as suas cores garridas e cenários barrocos bem ao estilo italiano.

Hoje, posso dizer que este foi um dos filmes que me fez alargar os cordões à bolsa (por outras palavras, comprei uma TV HD e respectivo leitor Blu-Ray) para assim o poder ver na melhor qualidade possível, fazendo assim jús a todo o talento envolvido na produção desta obra-prima.

Embora este filme seja mal-amado, até pelos fãs mais acérrimos de Fellini, é para mim um pecado que não seja mais e melhor conhecido por todos os cinéfilos por esse mundo fora. Senão vejamos: fotografia a cargo do grande Giuseppe Rottuno, cenários do mítico Dante Ferretti, uma banda-sonora que tem tanto de bela como de mágica do lendário Nino Rota e Donald Sutherland no papel de Giacomo Casanova, o veneziano que fascinou e continua a fascinar toda uma geração de historiadores e sexólogos. As cartas estão na mesa e o jogo, como se pode prever, é infalível.

Em sua defesa, tenho a dizer que se não encararmos o cinema narrativo como o alfa e o omega da 7ª Arte a nível da construção de um argumento, então estamos no bom caminho para melhor compreendermos o fascínio deste filme. Fellini já em SATYRICON estava a caminhar para uma espécie de cinema episódico (algo que ainda hoje é visto de maneira negativa e não como algo profundamente criativo e fora da norma, sempre a marca de qualquer grande autor/criador) e ele leva essa mesma matriz para o seu CASANOVA, que mais não são do que retalhos da sua vida cosidos com a mais invisível das linhas. As elipses são constantes e sem sobre-aviso, o que só ajuda ao onirismo da obra. Porque é exactamente isso que este filme é (pelo menos, a meu ver): as recordações de um velho mulherengo a quem a vida até lhe correu bem e de quem a sua fama sempre lhe precedeu e o fez viajar por meio mundo e conhecer outro tanto.

Resultado: por vezes, parece que estamos a visitar um museu de figuras de cera dedicado à sua vida, onde tudo é artificial e propositadamente assim. Fellini não esconde que tudo isto poderão ser os devaneios de um velho louco, que não sabe no ridículo que caiu. Durante estas festividades, somos regalados com imagens extraordinárias em catadupa, num acumular de sensações visuais que roçam o barroco, visto que a sua única função é a própria acumulação em si.

Eu cá não me canso destas coisas, por isso aqui fica a minha mais alta recomendação para (re)descobrirem este filme.

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Alerta Trailer: Rabbit Hole

segunda-feira, 1 de novembro de 2010



Um dos mais fortes filmes desta temporada, RABBIT HOLE, o mais recente do wünderkind John Cameron Mitchell que assina um dramalhão à antiga com uma actriz de topo - Nicole Kidman. Depois do provocante HEDWIG AND THE ANGRY INCH e do fabuloso SHORTBUS, Mitchell parece ter encontrado um veículo para mostrar às grandes massas que é perfeitamente capaz de realizar um filme sobre o seu tema favorito (as relações humanas em situações limite) sem recorrer a cenas ou situações marginais/marginalizadas. Kidman parece em plena forma também, o que se agradece depois de recentes deslizes. Resumindo, quero ver, claro! Urgentemente!




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The Joker: Jack Nicholson Vampire Hunter!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010



Pois é, quer acreditem, quer não, Jack Nicholson vai voltar às lides dos filmes de terror depois do clássico THE SHINING e do não-clássico WOLF. O nome do filme e o conteúdo do seu enredo ainda continua fechado a sete chaves, mas o que já se conseguiu apurar até agora é que irá ser uma história de vampiros (dah...) e que Nicholson irá desempenhar um papel de caçador de vampiros. Exactamente. A meu ver, o lendário actor ainda daria um óptimo e arrepiante vampiro (como poderão comprovar pela brincadeira acima mostrada), mas pelos vistos o seu prazo de mauzão da fita já expirou...

O que me assusta no meio disto tudo é que, pelo andar da carroça, um dia destes ainda vamos ver o Clint Eastwood a fazer de Conde Vlad... E isto sim, seria assustador!
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Double-Feature: Shutter Island + Inception

quinta-feira, 7 de outubro de 2010



Ocorreu-me hoje ao revisitar SHUTTER ISLAND em DVD que faria uma excelente Double-Feature com outro filme de Leonardo DiCaprio que também estreou este ano: INCEPTION. Dois filmes que questionam a realidade em que vivemos; dois filmes que estão constantemente a fazer jogos mentais com os espectadores; dois filmes que incluem elementos de terror e/ou fantástico na sua trama; e no seu centro, dois filmes que lidam com a perda de entes queridos por parte dos personagens principais. E dois magníficos filmes em todos os seus aspectos, porque não também!


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Alerta Trailer: Tempest

quarta-feira, 6 de outubro de 2010



Julie Taymor regressa a Shakespeare depois do excelente TITUS e afirma-se assim com este novo TEMPEST que é uma das estilistas visuais mais importantes da sua geração. A sua imaginação parece não ter limites e é bom ver que nem mesmo algo tão canonizado como uma obra de uma das figuras literárias mais importantes da Humanidade impede uma reinterpretação que se vislumbra arrojada e estimulante. E se pensam que estou a fugir ao tema do mês, think again: isto tem bruxaria a dar com pau! Mal posso esperar pelo dia de estreia!

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Drag Me To Hell

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Se o propósito de lançar filmes de terror no Verão é fazer baixar as temperaturas dos corpos dos espectadores, enquanto fazem aumentar as receitas das vendas, programar este DRAG ME TO HELL em Setembro e passado mais de um ano da sua estreia em território americano não me parece de todo muito acertado por parte das nossas distribuidoras nacionais. Mas, e ainda assim, está quase lá. Isto porque o filme consegue o seu verdadeiro propósito: proporcionar entretenimento. E este é intemporal.


Sem desvendar muito a trama, este mais recente filme de Sam EVIL DEAD Raimi envolve maldições, bruxarias, médiums, a inevitável rapariga inocente e muitas situações de puro nojo (leia-se: baba, dentes falsos, vermes e por vezes tudo isto junto na mesma cena). E, caso ainda não o tenham visto numa sala de cinema, então façam um favor a vocês mesmos e vão lá gastar os tais famigerados 5 euritos porque este é um filme para se ver num grande ecrã. Filmado em scope e com uma banda-sonora literalmente arrepiante (aliás, foram raras as vezes em que uma banda-sonora me fez tremer, muito devido também ao altíssimo volume em que a mesma está gravada), DRAG ME TO HELL assume-se como uma viagem na montanha russa e aqui reside o seu principal charme: este filme sabe que foi feito para as massas e cumpre o seu predicado mas sempre com um alto nível de profissionalismo por parte das pessoas envolvidas. Raimi sabe que não é nenhum Lars Von Trier e que este também não é "nenhum ANTICHRIST. E ainda bem, porque não há coisa pior do que querermos ser algo que não somos.


No entanto, tenho uma coisa a dizer: das duas uma, ou a menina Alison Lohman não sabe mesmo representar (há cenas atrozes de embaraço que eu próprio senti pela sua incapacidade dramática), ou então é a melhor actriz do mundo porque conseguiu-nos enganar a todos com a sua suposta nulidade como talento representativo. A meu ver, a primeira hipótese é a mais verosímil. Mas também não se pedia muito do seu papel, além das duas expressões a que é "obrigada" a transmitir: inocência (no sentido de despistanço total acerca do que se passa à sua volta) e terror/nojo (onde gritar e fazer cara feia bastam). E não é preciso grande arte para isto, pois não?

De qualquer maneira, é um filme que se recomenda se estão com saudades de um filme de terror de Hollywood à antiga, mas que não insulta pela sua ineptitude cinematográfica. Este é um filme feito por alguém que sabe o que faz. E isto é raro hoje em dia.



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Óbitos: Tony Curtis

quinta-feira, 30 de setembro de 2010



R.I.P.
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Alerta Teaser: Citizen Jane

terça-feira, 28 de setembro de 2010



Podem arquivar isto na pasta "WTF?". Não me perguntem o que é, porque não sei. À primeira vista é um filme com Michelle Rodriguez onde é feita uma homenagem a um dos maiores filmes do cinema: CITIZEN KANE. Com metralhadoras. E vulcões. E lava. Parece-me bem. Acho. Sai daqui a um ano. A ver vamos.

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Mildred Pierce de Todd Haynes na HBO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010



Se já se começavam a perguntar qual seria o próximo projecto de Todd Haynes depois do sucesso de I'M NOT THERE, aqui têm a resposta: uma mini-série para a HBO com Kate Winslet e Guy Pearce nos principais papéis sobre a obra Mildred Pierce, já passado ao grande ecrã nos anos 40 com Joan Crawford.

Com estreia marcada para a Primavera de 2011, este é realmente um projecto que irá ser aguardado com extrema expectativa. Fiquem com o trailer.

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The Elia Kazan Film Collection

quinta-feira, 9 de setembro de 2010



Sinto-me mimado. Completamente. A Fox Entertainment prepara-se para lançar em território americano no próximo dia 9 de Novembro um sonho de caixa: 15 filmes do realizador Elia Kazan numa edição comemorativa com direito a livro de capa dura e tudo. E com títulos que nunca até agora tinham sido editados em DVD, entre os quais um dos meus filmes favoritos: AMERICA, AMERICA. Rematando o ramalhete, a estreia em DVD do documentário A LETTER TO ELIA, um filme de Martin Scorsese sobre o lendário realizador. Fiquem com os detalhes:

On November 9th, Twentieth Century Fox Home Entertainment will release the Elia Kazan Film Collection, an 18-disc DVD gift set including A Letter to Elia and 15 of Kazan’s most acclaimed and noteworthy films. The full collection, in addition to the documentary, includes: A Tree Grows in Brooklyn(1945), Boomerang! (1947), Gentleman’s Agreement (1947), Pinky (1949), Panic in the Streets (1950), A Streetcar Named Desire (1951), Viva Zapata!(1952), Man on a Tightrope (1953), On the Waterfront (1954), East of Eden (1955), Baby Doll (1956), A Face in the Crowd (1957), Wild River (1960),Splendor in the Grass (1961), and America, America (1963). Of the collection, 5 films have never before been released on DVD: A Tree Grows in Brooklyn, Viva Zapata!, Man on a Tightrope, Wild River, and America, America. The Elia Kazan Film Collection will be available for $199.98 U.S. / $349.98 Canada.

Amigos, então é assim: neste momento estou no Sétimo Céu dos geeks das caixas de DVDs. E toma lá Blu-Ray que é para aprenderes! Sim, porque isto NÃO vai sair em BR. E mainada!

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Próximos filmes a estrear: Burlesque

quarta-feira, 8 de setembro de 2010



E porque um certo membro do Maus da Fita faz anos hoje, aqui fica um post de presente. Cher. Christina Aguilera. Need I say more? Girl, you know this one's for you! Parabéns, baby!


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Double-Feature: Singin' in the Rain + A Clockwork Orange

terça-feira, 7 de setembro de 2010



Ah... poder um dia ver estes dois filmes numa Sessão Dupla numa qualquer sala de cinema perto de si... Nesse dia, a minha fé no futuro da Humanidade atingiria níveis estratosféricos.



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Top 10 personagens: John Leguizamo (rocks!)

sábado, 4 de setembro de 2010



Porque não são só a Meryl e o Morgan os actores que já interpretaram de tudo.
Porque o actor que é bom pode ser simultaneamente um javardo.
Porque o adoro.
Porque em trailers percebe-se melhor o que quero dizer.

I give you: John Leguizamo.
Em 10 (+1) versão diferentes.


10º: Clown & Violator (Spawn)



9º: Disco Man (Summer of Sam)



8º: Luigi (Super Mario Bros.)



7º: Preguiça (Ice Age)



6º: Gangster Fininho (Romeo + Juliet)



5º: Zombie Cop (Land of the Dead)



4º: Drag (To Wong Foo, Thanks for Everything! Julie Newmar)



3º: Toulouse Lautrec (Moulin Rouge!)



2º: Estafermo (The Pest)



1º: John Leguizamo as Himself

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Alerta Teaser: 127 Hours de Danny Boyle

quarta-feira, 25 de agosto de 2010



Depois de pragas zombies, sci-fi thrillers e Bollywood, Danny Boyle prepara-se para nos surpreender mais uma vez com a invulgar história de um jovem aventureiro que de um momento para o outro se vê preso (literalmente) numa situação de onde não consegue escapar. Aparentemente inspirado numa história verídica, James Franco foi o escolhido para o difícil papel. Fiquem com o teaser:

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Double-Feature: Átame! + The Collector

sábado, 21 de agosto de 2010



Dois filmes que, a meu ver, emparelham muito bem. Os dois baseados na clássica obra literária de John Fowles - The Collector - apresentam o que se pode fazer quando se quer ser fiel à matéria-prima no segundo caso ou, pelo contrário, as inúmeras possibilidades que essa mesma matéria-prima pode conter quando se tem uma imaginação delirante (no primeiro caso, obviamente). Bom Sábado!




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Alerta Trailer: Black Swan

quinta-feira, 19 de agosto de 2010



Esta rentrée está a desenhar-se verdadeiramente fantástica. Os grandes filmes a estrear parecem competir entre si e nós só ficamos a lucrar com isso. Foi recentemente lançado para a internet o trailer do novíssimo filme de Darren THE WRESTLER Aronofsky e ele aqui fica para darem uma olhadela. Só tenho uma coisa a dizer: acho que vou começar a pôr algum dinheiro de lado, porque as idas ao cinema vão ser muitas nos próximos meses.



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Top 10 filmes: Meryl Streep

domingo, 15 de agosto de 2010


Eu já me devia este Top há muito tempo. Meryl Streep é de longe a melhor actriz contemporânea a trabalhar no cinema e alguém que me tem acompanhado nestes meus anos todos de cinefilia e que me tem dado infindáveis alegrias. Assim posto, sou eu que lhe devia este Top há muito tempo. E como ela de 1 a 10 é um perfect 10, aqui ficam as minhas 10 escolhas.

10º: The French Lieutenant's Woman de Karel Reisz


Aqui começou a minha fase de namoro com Streep. Era eu ainda petiz e lembro-me perfeitamente de ter visto este filme no chão do quarto dos meus tios, numas férias que por lá passei. Era já tarde e todos já ressonavam, primos e tudo, enquanto eu, de olhos esbugalhados, apaixonava-me para sempre por ela, linda, misteriosa e ruiva. Nasce aqui também o meu fascínio por pessoas ruivas (ai meu Deus, tanta confissão junta; isto começa bem). Lindo filme de Reisz, com um romântico Jeremy Irons e uma não menos romântica e algo gótica também banda-sonora. Ainda hoje o revejo com ternura.


9º: A Cry In The Dark de Fred Schepisi


Inspirado em factos reais acontecidos na Austrália, trata do desaparecimento de uma criança que se supõe ter sido raptada por um dingo, o cão selvagem daquelas bandas. Streep protagoniza o papel da mãe de maneira exemplar, com o sotaque australiano mais genuíno que eu já ouvi uma americana tentar. Não é hoje em dia um filme seu muito celebrado, mas vale muito a pena vê-lo, principalmente pelo retrato de uma família que entra em crise devido ao fenómeno dos mass media que criaram à sua volta (ver: Maddie).


8º: Ironweed de Hector Babenco


Um papel seu ainda mais esquecido (já para não falar do filme, injustamente) onde a miséria tem também um papel principal, visto ser passado nos anos da Depressão. Streep brilha ao lado de Jack Nicholson e depois de termos visto este filme, uma coisa fica como certa: esta mulher não tem medo de aparecer feia no grande ecrã. E isso é lindo de se ver.


7º: Plenty de Fred Schepisi


Se já viram este filme, das duas uma: ou apanharam-no no canal Hollywood aqui há uns anos por acaso, ou então são mesmo fãs desta mulher. Não é realmente dos melhores filmes dela, mas a sua representação de uma mulher britânica que gradualmente vai perder a fé na vida e entrar em marasmo emocional tem tanto de subtil como de fascinante. Este é daqueles que quantas vezes mais o vejo, mais nuances encontro. E Streep raras vezes esteve mais bonita.



6º: The Bridges of Madison County de Clint Eastwood


Um dos seus papéis mais celebrados e muito justamente também. O verdadeiro artista, como diria Tony Silva, é aquele que com a sua arte consegue criar magia quase sem esforço. Ou pelo menos assim parecendo. O que não transparecem são as técnicas elevadíssimas por trás de todo esse processo. Este filme é a suma demonstração disto mesmo que acabo de escrever. Parece muito fácil, mas não é.


5º: Out of Africa de Sydney Pollack


A sua Karen Blixen/Isak Dinesen continua a ser das maiores heroínas românticas do cinema dos anos 80. E com razão. Streep empresta-se a essa apaixonada mulher de tal maneira que a torna também ela num ícone de emancipação feminina de grande relevância histórica. Inspirado na vida real da famosa escritora dinamarquesa, OUT OF AFRICA fica-nos também na memória pelas suas imagens inesquecíveis, embelezadas pela não menos memorável banda-sonora de John Barry.



4º: Death Becomes Her de Robert Zemeckis


Já podemos todos estar fartos deste filme à custa dos canais privados o passarem tanta vez aos fins-de-semana, mas o que é certo é que continua a ser bem divertido. E a palavra aqui é mesmo essa: divertido. Streep prova que também é capaz de outros registos além da heroína romântica e a sua Madeleine Ashton é simplesmente deliciosa na sua arrogância e malícia. E foi aqui que dissemos, "Queremos mais!". E ela fez-nos a vontade. Dos primeiros filmes dela que fui ver ao cinema.


3º: Doubt de John Patrick Shanley


Neste filme não é só Streep que brilha. Por incrível que possa parecer, todos os outros actores também. O que é muito entusiasmante se se é cinéfilo. O seu retrato de uma madre-superiora sem escrúpulos que faz tudo por tudo para desmascarar um padre que não caiu nas suas boas graças, por assim dizer, é assustadoramente genial. Repito: assustador e genial. Merece e muito o bronze deste Top.


2º: The Devil Wears Prada de David Frankel


Só o mero facto de Streep ter sido nomeada para o Óscar de Melhor Actriz Principal num filme onde a verdadeira protagonista (tecnicamente, pelo menos) é Anne Hathaway, quer dizer algo, não é? Não sei como é que ela consegue, mas a sua empatia com os personagens que cria é tal, que mesmo quando faz de bitch-mor (caso em questão) apaixonamo-nos todos outra vez por ela. A sua Miranda Priestley é o sonho de qualquer female impersonator por esse mundo fora, há que dizê-lo.


1º: Sophie's Choice de Alan J. Pakula


Desenganem-se todos aqueles que estavam à espera de ver no primeiro lugar algo como KRAMER CONTRA KRAMER ou MAMMA MIA. Este é de longe o melhor filme de Meryl Streep e um marco na representação feminina no Cinema do século XX. O seu retrato de Sophie, uma sobrevivente do Holocausto, nunca mais nos deixa depois de a conhecermos. Streep está aqui transfigurada. É quase como vermos alguém ser possuído por um outro espírito. E se adoram tanto quanto eu vê-la fazer sotaques como ninguém mais consegue, então aqui têm o Jackpot: experimentem imaginar uma polaca que fala alemão na perfeição e que quando tenta falar inglês, apercebemo-nos de todas essas influências e entonações. Conseguem? Se não, vejam o clip abaixo incorporado e curvem-se em admiração perante a arte desta grande mulher.



P.S. muito brevemente vou poder adicionar mais um filme seu a esta lista. É que Streep prepara-se para encarnar a Dama de Ferro. Oh yeah: Meryl Streep a fazer de Margaret Thatcher! I kid you not!
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Symbol

quinta-feira, 5 de agosto de 2010



Desconcertante. Singular. Vanguardista. Inclassificável. Tudo palavras que serviriam na perfeição para descrever este objecto fílmico único. Este é daquele tipo de filmes que quanto menos se souber, melhor. Digo-vos só que metade da acção se passa num país qualquer da América Latina, enquanto que a outra metade se passa não se sabe muito bem onde, algures entre uma sala hermética onde está preso o nosso "herói", protagonizado pelo próprio realizador - Hitoshi Matsumoto.

Se bem se lembram (e mesmo que não se lembrem, eu relembro-vos), este senhor foi autor de um outro objecto fílmico inclassificável, já aqui abordado no Maus - BIG MAN JAPAN. Agora, onde é que ele vai buscar estas ideias, isso é que eu queria saber! Sim, porque estas duas obras têm tanto de genial, quanto de provocador e nós é que ficamos a maior parte do tempo a pensar se estaremos a assistir a algo altamente vanguardista ou se estamos a ser levados no maior engodo alguma vez criado. Esta segunda hipótese não é de se descartar, visto que Matsumoto começou a sua carreira como cómico na TV japonesa.

Bem, para mim é mais uma prova da supremacia do cinema japonês que ainda hoje em dia continua a dar cartas e a mostrar ao Ocidente a quantos anos-luz nós estamos deles. Fiquem com o trailer e, se conseguirem, vejam o filme e deixem-se desconcertar.

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Alerta Trailer: Shelter

segunda-feira, 2 de agosto de 2010



Dois nomes de peso, Julianne Moore e Jonathan Rhys Meyers (que participou no controverso Velvet Goldmine) juntam-se neste filme perturbador e deve-se dizer que o resultado é bastante satisfatório. Hoje em dia já é difícil encontrar bons thrillers, mas este vai-vos agarrar do primeiro até ao último segundo.

Julianne Moore é a Dra. Cara Jessup, uma reconhecida psiquiatra que desafia constantemente a noção da Desordem de Múltipla Personalidade, até encontrar Adam (Jonathan Rhys Meyers), um paciente cujas várias personalidades aparentemente são vítimas de assassinato. À medida que avança vai descobrindo pormenores assustadores que desafiam o seu conhecimento científico. Não vos conto muito mais e tentem não procurar saber muito sobre o filme porque qualquer pormenor poderá estragar a intensa reviravolta. Vejam o trailer.



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